Victor Fleming

Realizador norte-americano, Victor Fleming nasceu a 23 de fevereiro de 1883, em Pasadena, e morreu a 6 de janeiro de 1949. A forma como viveu a sua juventude não fazia indiciar que pudesse algum dia chegar ao cinema. Foi motociclista, corredor de automóveis e piloto de aeroplanos, até que, em 1910, a American Film Company requereu os seus serviços de operador de câmara. Nesta função, trabalhou sob a égide de conceituados realizadores como Allan Dwan e D. W. Griffith. Em 1915, em plena Primeira Guerra Mundial, chegou a diretor de fotografia dos serviços secretos norte-americanos. Regressado a Hollywood, estreou-se como realizador num filme protagonizado por Douglas Fairbanks: When The Clouds Roll By (Pesadelos e Superstições, 1919). Voltaria a trabalhar com este ator no seu filme seguinte: The Mollycoddle (1920). Os primeiros filmes de Fleming consagram-no como realizador de filmes de aventura: Red Hot Romance (1922), Lord Jim (1925) e Mantrap (A Provocadora, 1926) foram bons exemplos do género. Aos poucos, ganhou enorme reputação junto dos principais atores do cinema que faziam valer as suas influências junto dos produtores para requisitar os seus serviços. Foram os casos de Emil Jannings em The Way of All Flesh (A Tortura da Carne, 1927), Gary Cooper em The Virginian (1929) e Warner Baxter em The Renegades (Os Renegados, 1930). A sua transferência para os estúdios da Metro-Goldwyn-Mayer foi frutuosa, na medida em que lhe permitiu somar grandes êxitos de bilheteira: o primeiro foi Red Dust (Terra Abrasadora, 1932), um drama romântico que contou com Clark Gable no papel de um proprietário de uma plantação de borracha e Jean Harlow como sua amante. Os sucessos acumulavam-se: The Treasure Island (A Ilha do Tesouro, 1934) e Captain Courageous (Lobos do Mar, 1937) que proporcionou a Spencer Tracy o Óscar de melhor ator. 1939 foi o ano de ouro de Fleming: realizou o clásico The Wizard of Oz (O Feiticeiro de Oz, 1939) que se tornaria um marco dos filmes juvenis e um protótipo de futuros filmes musicais. Pouco depois de ter terminado as rodagens, foi convidado pelo produtor David Selznick para substituir o realizador George Cukor na direção do épico Gone With the Wind (E Tudo o Vento Levou, 1939). A maestria de Fleming permitiu-lhe que o filme entrasse para a galeria dos melhores de sempre. O seu trabalho foi recompensado com o Óscar de Melhor Realizador. Até à sua morte, ainda realizou filmes de grande qualidade como Dr. Jekyll and Mr. Hyde (O Médico e o Monstro, 1941), A Guy Named Joe (Um Certo Rapaz, 1943) e Joan of Arc (Joana D'Arc, 1948).

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