Visão dos Tempos

Livro de poesias que inaugura o ciclo consagrado à elaboração poética de uma história filosófica da Humanidade, que viria a incluir Tempestades Sonoras, A Ondina do Lago, Torrentes e Miragens Seculares, acompanhado de um prefácio intitulado "Generalização da história da poesia", refletindo leituras de Vítor Hugo e dos "modernos iniciadores da ciência da história", de Vico a Michelet. Neste texto, Teófilo esclarece a "ideia do livro", propondo-se "determinar as evoluções mais características da poesia para estudá-la também pela sua face ideal". O jovem autor distingue três fases na evolução da poesia da Humanidade: a poesia grega, caracterizada pela "sensualidade", onde "o ideal é o visível"; a poesia hebraica, marcada pelo "esforço insuperável do espírito para limitar e determinar na forma o absoluto"; a poesia cristã, que Teófilo considera a última etapa da poesia, operando "a união do visível com o invisível, da imagem com o sentimento, da forma com o ideal" e, por isso mesmo, "a poesia do futuro". O livro pretende dar conta desta "tricotomia mais característica da poesia da humanidade" nas suas três partes: Bacante, Harpa de Israel e Rosa Mística.
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