Vladimir Putin

Político russo, Vladimir Vladimirovich Putin nasceu a 7 de outubro de 1952, em Leninegrado (atual São Petersburgo), na então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Atual presidente da Rússia, é o líder do Kremlin há mais tempo no poder desde Estaline, tendo cumprido dois mandatos presidenciais consecutivos (2000-2008) e regressado ao poder novamente, em 2012. No interregno, desempenhou funções como primeiro-ministro (2008-2012) – cargo que já ocupara em 1999.

Licenciado em Direito pela Universidade de Leninegrado, em 1975, Vladimir Putin foi depois trabalhar para o KGB, os serviços secretos soviéticos, onde serviu durante 15 anos – incluindo um período de seis anos em que esteve colocado em Dresden, na Alemanha.

Em 1990, pouco depois da queda do Muro de Berlim e em pleno processo de desintegração da URSS, Putin abandona o KGB e torna-se conselheiro de Anatoly Sobchak, o primeiro presidente democraticamente eleito da Câmara de São Petersburgo. Em 1996, muda-se para a capital, Moscovo, para desempenhar funções na administração presidencial. Dois anos depois passa a liderar os novos serviços de segurança – o Gabinete Federal de Segurança – e em agosto de 1999 é nomeado primeiro-ministro pelo então presidente russo, Boris Ieltsin.

A 31 de dezembro desse ano, Ieltsin demite-se e indica Putin como seu sucessor. O antigo elemento da KGB assumiu a presidência, enquanto a Rússia esperava por eleições. A 26 de março de 2000 decorreu o escrutínio para escolher o presidente e Putin foi eleito com quase 53 por cento dos votos, tendo tomado posse a 7 de maio desse ano.

Uma vez no poder, Putin implementou uma reforma administrativa, com a criação de novos distritos federais, e procurou combater a influência dos oligarcas – pequeno grupo de poderosos homens de negócios que acumularam riqueza na sequência da queda da URSS – ao mesmo tempo que enfrentava a ameaça separatista tchetchena, manifesta em incursões contra as tropas russas na região e em ataques terroristas em Moscovo.

É reeleito em 2004 e três anos depois vê o seu partido conquistar a maioria nas eleições parlamentares. Impedido constitucionalmente de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, Putin designa Dmitri Medvedev como seu sucessor. Este, após vencer as eleições de 2008, nomeia-o primeiro-ministro. Em setembro de 2011, Medvedev anuncia a intenção de não se recandidatar e no ano seguinte Vladimir Putin é novamente eleito presidente. 

Ao longo do seu terceiro mandato, Putin procurou assegurar o controlo político interno (com prisão de opositores, perseguição de jornalistas críticos do governo, etc.), ao mesmo tempo que se esforça por reforçar a posição geopolítica russa (através do apoio ao regime de Assad durante a guerra civil síria; com a anexação da Crimeia, em 2014; etc.).


Reeleito para um quarto mandato presidencial em 2018 – em eleições em que o candidato da oposição, Alexei Navalny, foi impedido de concorrer – Putin apresentou em 2020 uma reforma constitucional. Aprovada por refendo, a reforma inclui medidas que lhe permitirão contornar as regras de limitação de mandatos até então vigentes, concedendo-lhe a possibilidade de vir a permanecer na presidência até 2036.
 

Como referenciar: Porto Editora – Vladimir Putin na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-25 12:09:30]. Disponível em