vulcão

O vulcão pode ser definido como uma abertura através da qual são expelidos, do interior da crusta até à superfície terrestre, lava, fluidos e outros materiais.
São constituídos por câmara magmática, chaminé vulcânica, cone vulcânico e cratera vulcânica.

A câmara magmática (ou bolsada magmática) é o reservatório no interior da Terra onde se acumula magma, ou seja, uma mistura complexa de silicatos fundidos, cristais em suspensão e gases dissolvidos. Situa-se a profundidades que variam entre alguns quilómetros e algumas dezenas de quilómetros.
Os gases que se encontram dissolvidos no magma estão sob pressão. Tal pressão pode provocar aberturas na crusta terrestre, dando lugar à expansão gasosa. Estas fendas tubulares são designadas por chaminés vulcânicas que correspondem a canais colunares por onde ascendem os materiais incluídos na câmara magmática.

O cone vulcânico é uma estrutura cónica resultante da acumulação dos materiais expelidos durante a erupção vulcânica. A sua morfologia está relacionada com o tipo de erupção. Esta é consequência da pressão e da quantidade de gases, assim como das características da lava que o alimenta e da estrutura do terreno onde se situa. Com base no carácter efusivo ou explosivo das erupções, Lacroix considerou quatro tipos de atividades vulcânicas:

- Atividade de tipo hawaiano, caracterizada pela frequente e tranquila efusão de lavas, com escassa atividade explosiva. A fluidez das lavas permite o seu escoamento sob a forma de escoadas - que podem percorrer distâncias relativamente longas - das quais os componentes voláteis se desprendem rapidamente.
Exemplos deste tipo de atividade são os vulcões de Mauna Loa e de Kilawea no Hawai;

- Atividade de tipo estromboliano, caracterizada por lavas menos fluidas, havendo, de vez em quando, pequenas explosões. Em geral estas explosões são inofensivas, pois os materiais sólidos projetados voltam a cair na cratera. O aparelho vulcânico estromboliano é, como no tipo havaiano, cónico, mas com maior declive do que este, e é constituído por camadas alternantes de lava e piroclastos, formando, portanto, um cone misto.
Exemplo deste tipo de atividade é o vulcão dos Capelinhos nos Açores;

- Atividade de tipo vulcaniano, caracterizada pelas lavas viscosas que contribuem para uma obstrução mais fácil da cratera, devido à consolidação da lava. Forma-se, na cratera, uma massa consolidada que, pela pressão violenta dos gases acumulados no interior, vem a fraturar-se através de violentas explosões em pequenos fragmentos e cinzas que se elevam em coluna, com a forma de copa de pinheiro. A intensidade das erupções é tanto maior quanto mais longo for o período de repouso anterior, permitindo assim uma maior acumulação de gases.
Exemplo deste tipo de atividade é o vulcão de Cracatoa na ilha com o mesmo nome;

- Atividade de tipo peleano, caracterizada por erupções separadas por largos intervalos de tempo. A lava é tão viscosa que solidifica na chaminé, formando um tampão que, ao ser empurrado por novas emissões de lava, acaba por formar uma cúpula ou agulha que se eleva acima da cratera e pode desagregar-se em pouco tempo. Ao mesmo tempo, através de fendas, dá-se uma emissão muito violenta de nuvens ardentes, muito densas e opacas, constituídas por materiais sólidos e voláteis que, descendo as vertentes a velocidades muito elevadas e a temperaturas da ordem dos 1000 0 C, destroem tudo à sua passagem.
Exemplo deste tipo de atividade é o vulcão de Santa Helena nos Estados Unidos da América.

A cratera vulcânica é a parte terminal externa da chaminé, normalmente em forma de funil, por onde são ejetados os materiais provenientes da atividade vulcânica. Podem, por vezes, formar-se cones vulcânicos secundários ou adventícios originando-se crateras secundárias ou adventícias.

As erupções vulcânicas fortes conduzem à formação de caldeiras, depressões circulares de grandes dimensões que surgem como resultado do colapso do cone vulcânico. Estas estruturas podem, posteriormente, transformar-se em lagoas quando preenchidas por água.

A movimentação do magma pode provocar abalos bruscos na Terra, chamados sismos, os quais antecedem e acompanham, quase sempre, as erupções vulcânicas. Durante a ascensão, os gases vão-se libertando e, quando o magma atinge a superfície ou está próximo dela, passa a denominar-se lava. A lava, por arrefecimento, solidifica, formando uma rocha vulcânica. Existem, contudo, erupções em que não ocorre derramamento de lava. São erupções violentas que expelem gases e materiais que já se encontram no estado sólido, mais ou menos pulverizados.

As erupções podem ser do tipo central - se a efusão se processa através de um orifício aproximadamente circular; do tipo fissural - se a efusão se processa através de fraturas na superfície terrestre; freáticas - se o magma, no seu movimento ascensional, entra em contacto com rochas impregnadas de água; ou submarinas - se a efusão se dá abaixo do nível das águas, o que provoca a solidificação imediata do magma.


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