Warren Beatty

Ator, produtor e realizador norte-americano, de seu nome completo Henry Warren Beatty, nasceu a 30 de março de 1937, na cidade norte-americana de Richmond. Irmão mais novo da atriz Shirley MacLaine, estreou-se no cinema ao lado de Natalie Wood no melodrama Splendor in the Grass (Esplendor na Relva, 1961). Devido à sua aparência, interpretou papéis de galã em: The Roman Spring of Mrs. Stone (A Primavera em Roma de Mrs. Stone, 1961), onde contracenou com Vivien Leigh, All Fall Down (O Anjo da Violência, 1962) e Lilith (Lilith e o Seu Destino, 1964). Contudo, o filme que viria a fazer de Beatty um ator de sucesso foi Bonnie and Clyde (Bonnie e Clyde, 1967). A personagem de Clyde Barrow, o famoso gangster da Grande Depressão, valeu-lhe a nomeação para o Óscar de Melhor Ator e a plena aceitação entre os críticos, surpreendidos com a sua versátil atuação de anti-herói. A partir daí, Beatty tornou-se mais seletivo na escolha de papéis. Entrou no western de Robert Altman, McCabe and Mrs. Miller (A Noite Fez-se Para Amar, 1971), e foi dirigido por Richard Brooks no thriller Dollars (O Assalto, 1972). Depois de alguns insucessos, entrou numa estranha comédia intitulada Shampoo (1975), interpretando um papel de um cabeleireiro que não se coíbe de ter relações amorosas com as suas clientes. O filme teve um bom resultado nas bilheteiras, mas Beatty só voltaria ao cinema três anos depois no papel de Joe Pendleton em Heaven Can Wait (O Céu Pode Esperar, 1978), um futebolista americano profissional que morre antes da data marcada e que se vê obrigado a voltar à Terra com outro corpo. O filme teve quatro nomeações para o Óscar, nas categorias de Produtor, Realizador, Ator e Argumentista, não tendo, no entanto, vencido qualquer prémio. A sua reconciliação com os Óscares deu-se em 1981, quando venceu o prémio de Melhor Realizador por Reds (1981), um épico sobre a Revolução Russa de 1917, que também viria a protagonizar no papel do célebre jornalista americano John Reed. Muito criterioso, só voltaria às telas em 1987, desta vez associando-se a um dos maiores fracassos de bilheteira de sempre: a comédia de aventuras Ishtar, que viria a protagonizar com Dustin Hoffman. Contudo, Beatty deu a volta por cima e entrou com o pé direito na década de 90 com Dick Tracy (1990), uma adaptação cinematográfica do célebre detetive da banda desenhada. O seu projeto seguinte, Bugsy (1991), versou a biografia de Benjamin Siegel, célebre gangster e fundador da cidade de Las Vegas. Apesar de ter sido aclamado pela crítica, o filme foi surpreendentemente derrotado na cerimónia dos Óscares pelo inesperado The Silence of the Lambs (O Silêncio dos Inocentes, 1991). Em 1992, depois de affaires com Diane Keaton e Madonna, casou-se com a atriz Annette Bening. Voltaria a conhecer o fracasso de bilheteiras com Bullworth (1998), uma sátira aos jogos de poder do Senado americano que não foi bem acolhida pelo público, tal como a sua produção seguinte, Town & Country (2001).
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