William Pickering

Cientista e explorador espacial norte-americano, William Hayward Pickering nasceu em 1910, em Mount Victoria, em Wellington, capital da Nova Zelândia, e faleceu em 2004.
Quando mãe morreu, tinha ele seis anos, foi viver com os avós para Havelock. Regressou a Wellington aos 13 anos para prosseguir os estudos e incentivado por um professor de matemática, A.C. Gifford, começou a interessar-se pelo Espaço. Gifford fundou o observatório da escola e pela primeira vez Pickering observou o céu a partir de um telescópio.
Pickering fez-se notar por conjugar ciência prática e teórica e foi colega de escola de Fred White, que mais tarde viria a dirigir a Organização de Investigação Científica e Industrial da Commonwealth. Nessa altura Pickering montou um emissor de rádio e a dupla comunicava com outros cientistas de todo mundo através de código morse.
Pickering foi depois estudar para a Universidade Canterbury, onde só esteve um ano antes de partir para os Estados Unidos da América, onde foi aceite no Instituto de Tecnologia da Califórnia, conhecido por Caltech. Nesta instituição completou um bacharelato em engenharia elétrica e um doutoramento em Física, após o que regressou à Nova Zelândia em 1936 para trabalhar como engenheiro. Contudo, não encontrou um trabalho que lhe agradasse e regressou ao Caltech, desta vez como professor, de engenharia elétrica. Ficou também encarregado do departamento educacional de rádio e eletrónica e integrou o quadro de cientistas conselheiros da Força Aérea Norte-Americana.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Pickering trabalhou em part-time em tecnologia da aviação a jato no Laboratório de Propulsão a Jato, na secção de telemetria. Entretanto, em 1941 tornou-se cidadão norte-americano.
Em 1950 deixou o ensino e entrou a tempo inteiro no Laboratório, do qual se tornou diretor em 1954.
Em outubro de 1957 a União Soviética adiantou-se aos Estados Unidos da América na corrida espacial ao lançar o satélite Sputnick.
O laboratório de Pickering desde então trabalhou na construção do seu próprio satélite, o Explorer 1, que viria a lançar para o espaço a 31 de janeiro de 1958. A missão foi um sucesso e o Explorer 1 acabou por ficar dez anos em órbita.
Nesse mesmo ano o governo norte-americano criou a NASA (Agência Espacial Norte-Americana) para dar impulso à conquista espacial. Contudo, os soviéticos continuavam a fazer conquistas nesta matéria.
Só quando o laboratório de Pickering lançou em 1962 o satélite Mariner II em direção a Vénus, os norte-americanos puderam reclamar uma estreia na corrida espacial. No ano seguinte Pickering foi capa da revista Time.
A 28 de novembro de 1964 o satélite Mariner IV foi lançado em direção a Marte e Pickering, em 1965, voltou a ser capa da Time. Ainda em 1965 foram conhecidas as primeiras imagens de Marte na Terra.
No ano seguinte, o Ranger VII recolheu as primeiras imagens da superfície da Lua, fazendo trabalho preparatório para a missão espacial que em 1969 colocou pela primeira vez homens naquele satélite natural.
William Pickering recebeu a Medalha Nacional da Ciência das mãos do presidente norte-americano Gerald Ford, em 1975.
Em 1976 Pickering deixou o Laboratório de Propulsão a Jato e regressou à Caltech, antes de partir para a Arábia Saudita para ser professor.
Aos 68 anos regressou aos Estados Unidos da América e tornou-se diretor de uma empresa que produzia circuitos integrados em madeira.
Em 1994, Pickering recebeu o Prémio Japão, atribuído pelo imperador nipónico.
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