Winton Marsalis

Músico jazz norte-americano nascido em 1961, em Nova Orleães. Criado numa família de músicos, o seu pai, Ellis, era um pianista sem grande fama como executante, mas muito respeitado como professor na sua Nova Orleães natal. Em meados da década de 80, Winton integra a banda de Art Blackey, os Jazz Messengers. Depois, formou um quinteto com o seu irmão Brandford com quem se zangou e expulsou do grupo por ter tocado com Sting. Fez digressões com Herbie Hancock, mas o fulcro da sua carreira continua a ser o seu trabalho como compositor e como instrumentista, à frente das suas próprias formações.
Embora ninguém lhe negasse os extraordinários dotes técnicos, nem a notável erudição musical, a polémica em torno de Wynton dividiu as opiniões. Para uns, a grande maioria, era apontado como o salvador do jazz, aquele que veio recuperar a tradição e assim renovar um género que marcava passo nos dúbios caminhos, ora da fusão, ora do free. Para estes, Wynton Marsalis deu um passo atrás para dar dois em frente. Mas outros acusaram-no de ser um mero plagiador de harmonias e estilos, sem trazer nada de novo, senão a repetição do que já se podia ouvir nas gravações de músicos doutras gerações. Um copista, era como o denominavam, talentoso e tecnicista, sem dúvida, mas sem chama.
Em boa verdade se diga que o tempo acabou por tomar partido: o "fenómeno Marsalis" foi responsável por um súbito aumento de vendas dos discos de jazz e atrás do seu nome outros apareceram na linha da frente, num processo de renovação intenso e sólido, como há muito tempo não se via. Mas além do jazz, Wynton ostenta uma sólida formação clássica. Aliás, assume o cargo de diretor de Jazz no Lincoln Center de Nova Iorque, apresentando a obra de compositores como Duke Ellington e Thelonious Monk em concertos formais, equiparando assim o trabalho destes músicos ao dos grandes nomes da música clássica.
Como referenciar: Porto Editora – Winton Marsalis na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-27 11:20:13]. Disponível em