Xavier de Novais

Poeta português, nascido a 17 de fevereiro de 1820, no Porto, e falecido a 16 de agosto de 1869, no Rio de Janeiro, Brasil. Pertencente à segunda geração romântica, demarca-se do convencionalismo ultrarromântico pela vertente satírica da sua poesia, influenciada por Bocage e Nicolau Tolentino. Filho de um ourives, cedo abandona o ofício paterno para se dedicar ao jornalismo literário, tornando-se um folhetinista satírico bastante popular. No Porto, faz amizade com Camilo, que no decorrer da sua atividade crítica lhe tecerá várias referências elogiosas. Funda e dirige uma das revistas mais importantes do Ultrarromantismo, o Bardo (1852-1855), colaborando em outras revistas literárias portuenses, como Miscelânea Poética (1851-1852) e A Grinalda (1855-1869), para além de jornais como o Periódico dos Pobres Portuense, Eco Popular (1847-1860) e Clamor Público (1856-1857). Parte para o Brasil em 1858, tendo já publicado os volumes Poesias (1855) e Novas Poesias (1858), na esperança de melhorar a sua situação económica. Falecidos os pais, chama para o Brasil a irmã Carolina, que viria a casar com o escritor Machado de Assis. Em 1860, separa-se da mulher. Dois anos depois, funda, no Rio de Janeiro, um outro periódico literário, O Futuro. Morre pobre e mentalmente diminuído. Em 1877, são publicadas as suas Poesias Póstumas. A sua poesia satírica de crítica social visa sobretudo o quotidiano burguês portuense e os exageros sentimentais e fúnebres dos poetas líricos da sua geração.
Como referenciar: Xavier de Novais in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-01-16 05:58:44]. Disponível na Internet: