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António de Spínola

Militar de carreira português, António Sebastião Ribeiro de Spínola nasceu a 11 de abril de 1910, em Estremoz, e morreu a 13 de agosto de 1996, em Lisboa. Oficial da arma de Cavalaria, consta na sua folha de serviço a participação, como voluntário, nas forças expedicionárias enviadas por Salazar para Angola nos primeiros dias da guerra colonial e o exercício do cargo de governador da Guiné durante cerca de seis anos (1968-1973). Neste cargo, o seu largo prestígio teve origem numa política de respeito pela individualidade das etnias guineenses e à associação das autoridades tradicionais à administração, ao mesmo tempo que prosseguia a guerra por todos os meios ao seu dispor, que iam da diplomacia secreta (encontros com Senghor, Presidente do Senegal) a incursões armadas em territórios vizinhos (ataque de comandos a Conakri). Após o termo do seu mandato de governador e comandante-chefe, regressou a Portugal e foi nomeado vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Foi no exercício deste cargo que entrou em choque com Marcello Caetano. O pretexto para a rutura foi a publicação de um livro em que Spínola propunha soluções políticas e não militares para o termo da guerra, dentro de uma estrutura federalista que substituiria o Império. Demitido (juntamente com Francisco da Costa Gomes, que, na qualidade de Chefe do Estado-Maior, autorizara a publicação do livro) por Caetano, Spínola regressou a uma posição de grande destaque após o 25 de abril de 1974, quando o Movimento das Forças Armadas (MFA), vitorioso, entregou o poder à Junta de Salvação Nacional. Spínola acumularia as funções de presidente da Junta e de presidente da República durante alguns meses. No entanto, rapidamente entraria em choque com as correntes mais radicais do Movimento, que o empurraram para a aceitação da independência das colónias, lhe anularam o projeto de concentração de poderes e lhe impuseram como primeiro-ministro um militar esquerdista, Vasco Gonçalves. Bloqueado, recorreu à mobilização de forças políticas da chamada "maioria silenciosa" temerosa da radicalização da revolução e da possível instauração de uma ditadura comunista em Portugal. A manifestação de apoio a Spínola (28 de setembro de 1974) acabaria por sair frustrada pelas forças de esquerda, que por todo o país levantavam barricadas e impediram o acesso dos partidários do general a Lisboa e outros locais de concentração. Impotente perante os acontecimentos, Spínola renunciou ao cargo (30 de setembro), sendo substituído por Costa Gomes, mas continuou a organizar forças e apoios contra o regime. Da conspiração que dirigiu ou estimulou sairia o golpe militar de 11 de março de 1975, em que sofreu nova derrota, exilando-se primeiro em Espanha e depois no Brasil, de onde dirigiu uma organização clandestina (MDLP - Movimento Democrático de Libertação de Portugal) que se empenharia na luta contra o regime democrático, luta que durante o período denominado PREC se radicalizou cada vez mais. A derrota das forças esquerdistas no golpe fracassado de 25 de novembro de 1975 tranquilizou Spínola e os seus apoiantes, levou à desmobilização do MDLP e criou condições políticas para o seu regresso a Portugal, sendo reintegrado nas Forças Armadas e mais tarde promovido ao posto de marechal (1981) durante o mandato de Ramalho Eanes. Apesar da idade avançada, não se desligou inteiramente da vida política, vindo a falecer no verão de 1996, pouco depois de, publicamente, ter um inesperado gesto de reconciliação com o general Nino Vieira, presidente da República da Guiné-Bissau, seu antigo adversário militar na Guerra Colonial.
Marechal António de Spínola, primeiro Presidente da República após o 25 de abril
Capa de "Portugal e o Futuro", um livro de António de Spínola, editado pela Arcádia, em 1974
General António de Spínola, presidente da República Portuguesa de maio a setembro de 1974
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Como referenciar
Porto Editora – António de Spínola na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-09-26 01:17:04]. Disponível em
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