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Auguste Mariette

Egiptólogo francês, nascido em 1821, em Boulogne-sur-Mer, e falecido em 1881, em Bulaq, Cairo, no Egito, que escavou muitos dos maiores sítios arqueológicos e monumentos do Egito, tendo sido o fundador do Serviço de Antiguidades do Egito (1858) e um dos sábios que estiveram na origem do Museu Egípcio (no Cairo).
Nascido e educado em França, viveu em 1839 e 1840 na Inglaterra, onde foi professor de Francês e desenhador em Stratford e Coventry, embora sem sucesso nesta última profissão. Regressado em 1840 à sua terra natal, para continuar os estudos, no ano seguinte viu despertar-se-lhe o interesse pela Egiptologia, depois de ter examinado um espólio documental propriedade da sua família, na pessoa de seu primo Nestor L'Hôte, que produziu muitos dos desenhos da expedição de Champollion ao Egito em 1828 e 1829.
Usando a gramática e dicionário de Champolion, estudou hieróglifos entre 1842 e 1849, bem como a língua copta, tendo, segundo se pensa, trabalhado nessa época no museu do Louvre, em Paris, onde fez o inventário das inscrições da coleção egípcia. Em 1850 fora pela primeira vez ao Egito com a incumbência de adquirir papiros para o Louvre, tarefa que passou para segundo plano por causa da sua integração nas escavações no Serapium (tempo de culto do deus egípcio Ápis, o touro, mais tarde o deus sincrético Serápis, greco-romanizado) de Saqqara. Os quatro anos seguintes constituíram o seu período mais intenso e produtivo em termos de arqueologia no Egito. Em 1855 estava já em França, onde fora nomeado Conservador Assistente do Louvre. No ano de 1857, regressou ao Egito, onde teve apoio financeiro de Said Pasha, vice-rei do Egito, para efetuar escavações em Giza (Gizé), Tebas, Abydos e na ilha Elefantina.
Em 1858, depois de ter fundado o Serviço de Antiguidades do Egito, tornou-se no seu primeiro diretor, conseguindo reunir um conjunto de antiguidades mais do que suficiente para criar um museu em Bulaq, nas cercanias do Cairo. Porém nem tudo fora glorioso para Mariette: apesar de ter dirigido cerca de 35 escavações arqueológicas em igual número de lugares, foi muito criticado, ulteriormente, pelo facto de ter utilizado um grande número de trabalhadores com pouca supervisão. As críticas vieram de uma Egiptologia científica que se desenvolveu a partir dos levantamentos e escavações de Mariette, apesar de tudo. Egiptólogos como Flinders Petrie ou George Reisner, mais científicos, estiveram entre os mais duros críticos do trabalho de Mariette, embora, como todos os egiptólogos posteriores a este, tenham, sem reservas, glorificado o seu trabalho em prol do conhecimento do Egito Antigo e do seu papel incontornável na fundação do Serviço de Antiguidades do Egito e do Museu Egípcio, no Cairo. Mariette faleceria no Egito que tanto amou, em Bulaq, em 1881, tendo sido o seu corpo depositado num sarcófago, que mais tarde seria mudado para o moderno Museu Egípcio do Cairo.
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Como referenciar
Porto Editora – Auguste Mariette na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2023-01-29 22:41:02]. Disponível em
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