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Batalha de Singapura

Batalha da II Guerra Mundial. Desde os anos 20 que a Inglaterra fizera desta ilha, entre o Pacífico e o Índico, a sua principal base naval na Ásia. Fortaleza inexpugnável, assim se pensava, cujos acessos estavam defendidos pelo mar e pela selva, Singapura era uma peça-chave no tabuleiro de xadrez britânico. A guarnição militar compunha-se de soldados ingleses, escoceses, australianos, "sikhs" indianos, muçulmanos, "gurkhas", malaios e voluntários chineses. Previa-se que estes contingentes seriam ainda reforçados por alguns batalhões de infantaria canadiana e pelos couraçados "Prince of Wales" e "Repulse", uma escolta de "destroyers", deslocados pelo comando aliado para Hong-Kong. Na costa nordeste da ilha encontrava-se a grande base naval, cuja construção demorara quase vinte anos, e compreendia cerca de 60 km2 de fundeadouro para navios de grande calado. Mas aquilo que se julgava impensável aconteceu. A destruição da frota americana do Pacífico a 7 de dezembro de 1941 e o afundamento dos citados couraçados ingleses a 10 do mesmo mês abriu o caminho ao avanço nipónico. Além disso, o exército invasor estava muito bem preparado para a guerra na selva (chegando, inclusivamente, a infantaria a usar bicicletas que se cotaram como um meio eficaz de locomoção; utilizaram barcos pneumáticos e balsas indígenas feitas de bambu para percorrer rios infestados de crocodilos; tinham equipamento para se proteger das picadas de insetos, logo, das doenças tropicais) e não hesitou em atacar este importante ponto estratégico. O cerco de Singapura começou num sábado, dia 31 de janeiro. Durante quase duas semanas os sitiados resistiram como puderam aos assaltos nipónicos. Contudo, dada a intensidade dos bombardeamentos aéreos, as constantes vagas de assalto que permitiam a infiltração de um cada vez maior número de soldados japoneses, o esgotamento dos defensores e o fracasso dos contra-ataques aliados, já se previa que o resultado final seria a rendição. A 11 de fevereiro um avião japonês lançou panfletos assinados pelo comandante Yamashita aconselhando a rendição; os Aliados ainda resistiram mais alguns dias, durante os quais procuraram sabotar e destruir todas as principais estruturas que os inimigos pudessem aproveitar (a doca seca, a maior do Mundo, foi completamente destruída) e, por fim, desistiram da luta. A bandeira do Sol Nascente passava a dominar a ilha; depois de uma marcha através de 700 km de selva julgada impenetrável, os japoneses podiam vangloriar-se do resultado alcançado. A queda de Singapura abria-lhes a estrada das Índias Holandesas. No terreno, passa a organizar-se uma tenaz resistência que produzirá heróis como Lim Bo Seng. Só no dia 6 de setembro de 1945 será libertada pelos ingleses.
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Como referenciar
Porto Editora – Batalha de Singapura na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-11-27 14:33:10]. Disponível em
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