Livros & Autores

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Morte no estádio

Francisco José Viegas

Violeta

Isabel Allende

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais

capital cultural

Desenvolvido por Pierre Bourdieu, este conceito refere-se ao conjunto de recursos, competências e apetências disponíveis e mobilizáveis em matéria de cultura dominante ou legítima. Pode existir em dois estados: incorporado, quando faz parte das disposições, do habitus, dos agentes; e objetivado, quando é certificado através de provas, atributos ou títulos, designadamente escolares. Como qualquer capital, o capital cultural confere poderes que propiciam diversas probabilidades de lucro (económico, cultural, social ou simbólico) nos campos e mercados em que é eficiente. Todo o capital, seja qual for a sua espécie, subentende uma relação de dominação, de apropriação/desapropriação. Se, a priori, todos dispomos de competências e de saberes, o certo é que estes são valorizados de forma desigual. Um determinado saber, para ascender ao estatuto de capital cultural, carece ser reconhecido e legitimado como tal. Consoante o seu enraizamento social (por exemplo, popular ou burguês), assim as diferentes formas de saber se tornam dignas ou não de crédito, conferem ou não dividendos na bolsa dos valores sociais.
O capital não é, portanto, uma coisa, uma substância, mas uma relação (de poder) correspondente a um determinado estado de forças na luta de classes. Mudando este, altera-se também o valor das propriedades e dos atributos ditos culturais. A dita cultura dominante é um arbítrio cultural que, desconhecido na sua relatividade, passa por uma realidade absoluta. A família e a escola destacam-se como as principais instituições de transmissão e inculcação do capital cultural. No ambiente familiar adquirem-se competência linguística, esquemas de pensamento e eventual familiarização com os conteúdos e, sobretudo, as formas da cultura legítima. Consoante a distância ou a sintonia entre as culturas de classe (das famílias) e a cultura legítima, assim tenderá a ser mais ou menos bem sucedida a trajetória escolar e socioprofissional dos agentes. O funcionamento da escola e a sua articulação com a sociedade global confluem para que estes percursos não sejam percebidos como produtos dos efeitos conjugados de condições sociais discriminantes, mas como destinos pessoais ou fatalidades de índole diversa. Nesta lógica, a escola não se limita a inculcar um determinado saber, promove também uma visão do mundo. Para além de participar na distribuição dos agentes pelas várias posições sociais, a escola concorre ainda para conformar cada um com a sorte que lhe cabe. Na ótica de Bourdieu, a reprodução cultural é indissociável da reprodução social.
Dimensão crucial na configuração do espaço social, o capital cultural influi consideravelmente num amplo leque de práticas e representações sociais, papel este, aliás, cada vez mais reconhecido pelos sociólogos. Bourdieu releva-o, sobremaneira, no que se refere aos usos sociais da fotografia, ao apreço pela arte e aos gostos.
Partilhar
Como referenciar
Porto Editora – capital cultural na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-05-28 21:02:18]. Disponível em

Livros & Autores

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Morte no estádio

Francisco José Viegas

Violeta

Isabel Allende

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais