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Chile

Geografia
País da América do Sul. Situado ao longo da costa oeste, o Chile estende-se por 756 950 km2, incluindo as ilhas adjacentes. É banhado a sul e a oeste pelo oceano Pacífico e faz fronteira, a norte, com o Peru e a Bolívia, e, a leste, com a Argentina. As principais cidades são Santiago, a capital, com 4 434 900 habitantes (2004) e 5 408 900 na sua área metropolitana, Concepción (220 700 hab.), Viña del Mar (307 400 hab.), Valparaíso (278 000 hab.), Talcahuano (256 400 hab.) e Temuco (250 700 hab.). Todos estes dados são de 2004.
O Chile é a autoridade suprema do arquipélago Juan Fernández e dos ilhéus vulcânicos de Sala y Gómez, São Félix e São Ambrósio, todos eles localizados no Sul do Pacífico. A maior parte do território chileno, situado no cordilheira dos Andes, é montanhoso. No Chile existem, além de vulcões extintos, vulcões em atividade, como é o caso do monte Guallaitu, a 4000 metros de altitude, no norte do Chile.
Vista do vulcão Villarica, no Chile
Bandeira do Chile
Clima
Como o país tem grande extensão em latitude, o clima varia de desértico quente, a norte, a clima frio (subantártico), no extremo sul. No Norte encontra-se o deserto de Atacama, um dos desertos mais áridos do mundo. Há invernos muito rigorosos, com tempestades e inundações que alternam com verões áridos. É na parte central, na região temperada, que se concentra a população e se situam as maiores cidades, incluindo a capital. O Sul é coberto por florestas e, nas áreas mais planas e mais temperadas, pratica-se uma agricultura baseada no cultivo de cereais.
Economia
A agricultura produz cereais, beterraba, fruta (uvas, maçãs, citrinos) e vinho, sendo a maior parte da produção destinada ao mercado interno. Dada a riqueza piscícola da sua extensa zona marítima, o país encontra-se nos primeiros lugares em volume de capturas de pescado. Em termos de recursos mineiros e energéticos, o Chile possui grandes reservas de cobre (1º produtor mundial), ferro, molibdénio e nitratos. A produção mineira representa cerca de metade do valor das exportações.
Na indústria, merecem destaque as produções de cimento, celulose, produtos químicos e produtos alimentares. Os principais parceiros comerciais do país são os Estados Unidos da América, o Japão, o Brasil e a Argentina.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas,1999), é de 4,2.
População
A população é de 16 134 219 habitantes (2006), o que corresponde a uma densidade populacional de 21,11 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 15,23%o e 5,81%o. A esperança média de vida é de 76,77 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,831 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,821 (2001). Estima-se que em 2025 a população seja de 18 532 000 habitantes. Etnicamente, os habitantes distribuem-se entre mestiços, índios e europeus e são seguidores da religião cristã. A língua oficial do Chile é o castelhano.
História
A área hoje ocupada pelo Chile foi originariamente terra de índios araucanos e foi invadida pelos Incas no século XV. Em 1541 uma expedição espanhola fundou Santiago. O Chile foi subsequentemente colonizado por Espanha, que aí estabeleceu uma sociedade agrícola, apesar de os índios continuarem a insurgir-se contra os colonizadores até ao século XIX. Conquistou a independência em 1818 e venceu a guerra com o Peru e a Bolívia, na qual lhes retirou uma parte considerável de território.
Grande parte da história do Chile do século XX foi feita por lutas partidárias entre direita e esquerda. Os cristãos democratas de Eduardo Frei que estiveram no poder entre 1964 e 1970 foram seguidos pela coligação de esquerda liderada por Salvador Allende, o primeiro Chefe de Estado marxista democraticamente eleito. Ele nacionalizou as principais indústrias e as minas de cobre e iniciou uma política de justiça social. Os seus dias de governante estavam contados. A Agência Central de Investigação dos Estados Unidos, a CIA, descobriu que Allende era a favor do regime comunista cubano e encorajou a oposição a fazer cair o governo.
Em 1973 o exército liderado pelo general Augusto Pinochet derrubou o governo. Allende foi morto ou, segundo uma outra versão, cometeu suicídio. Pinochet tornou-se presidente e os seus opositores foram torturados, feitos prisioneiros ou simplesmente desapareceram. Em 1976 Pinochet proclamou um regime autoritário e em 1977 aboliu todos os partidos políticos e viu a sua política aprovada em referendo no ano seguinte. Em 1980 a transição para a democracia foi anunciada, mas as prisões e as torturas continuaram. Em 1983 a oposição a Pinochet crescia e apelava para o regresso à democracia. Em 1984 rebentou uma campanha bombista anti-governo, de que resultaram 90 dias de estado de emergência seguidos de 90 dias de estado de sítio. Em outubro de 1988 Pinochet propôs-se continuar à frente dos destinos do país por mais oito anos, mas a sua proposta foi recusada através de plebiscito. Em agosto de 1989, através de outro plebiscito, foram aprovadas alterações à Constituição, consagrando o retorno a um regime pluralista, e, em dezembro, Patricio Aylwin, candidato do partido democrata-cristão, foi eleito presidente. Desmantelou a polícia política e ordenou a uma comissão governamental que investigasse 2000 execuções ocorridas entre 1973 e 1978, 500 crimes políticos e 700 desaparecimentos. Em 1991 um relatório oficial contava que 2279 pessoas tinham sido mortas pela polícia política durante a governação de Pinochet. Eduardo Frei substituiu Aylwin como presidente em março de 1994.
A distribuição de riqueza continua a ser geradora de tensões no Chile. Em 1995, metade do rendimento nacional pertencia a 10% dos chilenos, enquanto 29% da população tinha apenas 3,7%. O orçamento do Estado Chileno aumentou a parte social (+8%); há menos pobres mas muito maior pobreza, apesar de o PIB por habitante ter triplicado nos últimos anos.
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Como referenciar
Porto Editora – Chile na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-08-11 15:56:15]. Disponível em
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