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Convento do Carmo (Aveiro)

O Convento do Carmo da cidade de Aveiro pertenceu aos religiosos Carmelitas Descalços, os da reforma de Santa Teresa. Por volta de 1620, o convento (já desaparecido) foi ocupado pelos carmelitas. Hoje resta apenas a igreja que foi custeada por D. Beatriz de Lara, cujo brasão se repete em vários pontos do templo. A construção da igreja remonta a outubro de 1628 e a abertura ao culto fez-se em 1643. É um dos interessantes exemplares arquitetónicos da cidade de Aveiro, numa construção marcada por severas linhas e contida decoração.
A fachada é delimitada por salientes cunhais, estruturando-se em três níveis rematados por frontão triangular, de moldura ressaltada, com um óculo inscrito. Os níveis dividem-se por cornijas salientes. No piso inferior abrem-se três arcos, sendo o central mais elevado. No intermédio, aparece-nos um nicho axial coroado de frontão curvo e aletas na base. Neste encontramos a imagem em calcário da Virgem do Carmo com o Menino, do século XVII, peça de oficina coimbrã. No último piso rasga-se uma janela retangular de vergas retas, ladeada pela pedra de armas de D. Beatriz de Lara.
Sobre a parede lateral direita eleva-se um campanário de cantaria formado por dois corpos coroados por cornija arquitravada. Nestes corpos abrem-se duas ventanas sobrepostas. A frontaria é precedida de pequeno átrio murado, onde se lê a data de 1711. Este é ornado por elementos barrocos em composições de temas em "S", com as extremidades enroladas. Os trabalhos de cantaria são feitos em pedra de Ançã.
Convento do Carmo, em Aveiro
O templo é de uma só nave, com transepto proeminente e ousia retangular. No cruzeiro destaca-se a cúpula hemisférica; o resto da cobertura é feito em abóbadas de berço em tijolo, com lunetas no corpo e capela-mor. Na nave existem duas capelas frontais com cobertura de abóbada de arestas, pouco elevada e com o mesmo vão do transepto. Anteriormente, foram capelas particulares. A da direita ostenta, acima do arco setecentista, um rótulo de madeira ornado com crianças e movimentada decoração fitomórfica envolvendo um brasão. A da direita é idêntica e mostra um escudo em lisonja.
Os retábulos da capela-mor e colaterais são de meados do século XVII, em talha dourada. Os colaterais são formados por dois setores sobrepostos, enquadrados por dois pares de colunas coríntias, com fuste escavado em espiral e o terço inferior envolvido por folhagem. No piso inferior, as colunas interiores são substituídas por pilastras misuladas. Neste piso, a do Evangelho possui uma imagem de Santa Teresa de Jesus e o da direita de S. João da Cruz. No campo superior surgem-nos pinturas sobre madeira, onde se representa, à esquerda, o Repouso na Fuga para o Egito e, na direita, a Transfixão de Santa Teresa. A capela-mor segue o mesmo esquema organizativo, mas de forma mais exuberante. Sofreu várias alterações durante o século XVIII. Na primeira intervenção houve uma substituição do camarim, dos nichos ornados de dossel e de mísulas. Na segunda intervenção, já na fase do concheado "rocaille", todo o centro foi remodelado, ficando com sacrário e elevado nicho, hoje com uma imagem moderna.
Também recente é a glória de raios do pano de fundo do camarim. Guarda o retábulo da ousia imagens douradas e policromas: do século XVII um Santo Elias; uma Santa Ana e S. Joaquim do século XVIII e ainda setecentistas uma N. Sra. do Carmo e um S. José. Da centúria de Setecentos encontram-se ainda espalhadas sanefas, quebra-luz do púlpito em talha dourada e interessante credência com o escudo carmelita. São de realçar ainda algumas telas que sobreviveram ao tempo conventual, onde são retratadas cenas da Paixão de Cristo e uma outra de maiores dimensões, onde se vê S. Sebastião martirizado e santas mulheres a retirarem-lhe as flechas.
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Como referenciar
Porto Editora – Convento do Carmo (Aveiro) na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-07-07 09:23:17]. Disponível em

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