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Ed Motta

Cantor, compositor e produtor musical brasileiro, Eduardo Motta nasceu a 17 de agosto de 1971, no Rio de Janeiro. O jovem Motta cresceu rodeado pela música, ou não fosse ele sobrinho de um compositor soul, o cantor Tim Maia. Do tio, chegaram-lhe os primeiros contactos com o samba-canção e a bossa nova, os Earth, Wind & Fire, Stevie Wonder e a disco music. Mas, curiosamente, não seriam essas influências, de resto notórias no seu trabalho, que o empurrariam para a carreira musical. A descoberta do rock dos Led Zeppelin ou dos Thin Lizzy motiva-o para a primeira experiência, como vocalista da banda rock de um vizinho, os Kabbalah. Buscando intensivamente o conhecimento da música, descobriu Jeff Beck e as afinidades do rock com a música soul. Dessas reminiscências que lhe ficaram da infância, brotou o desejo de explorar outros sons. O espaço certo para essa experimentação foi o coletivo Conexão Japeri. Com eles, ganhou alguma notoriedade em finais da década de 80, fazendo furor nos circuitos locais de atuação. A exuberante musicalidade do grupo seria reconhecida, em 1988, com o álbum homónimo a merecer alguma atenção do público brasileiro. Ed Motta, com apenas 16 anos, dava os primeiros passos para se afirmar como um cantor de voz forte e composições ritmadas. O sucesso do disco, motivado pelos êxitos "Manuel", "Baixo Rio" e "Vamos Dançar", levou o grupo a uma digressão por todo o Brasil. No segundo registo da banda, já creditado como compositor, Ed Motta fazia adivinhar um percurso a solo. Nessa época, escreve a primeira trilha sonora, para a curta-metragem Leonora Down, de Flavia Alfinito.
Sempre capaz de surpreender, Ed Motta aponta para o jazz, com Entre e Ouça, chegado às lojas em 1992. O disco gerou algumas ondas de controvérsia porque se afastava do registo costumeiro do músico, com harmonias sofisticadas e estruturas menos habituais no seu percurso. Não tendo sido bem recebido pela crítica, na época, o disco viria a ser reconhecido mais tarde, como prova o relançamento em catálogo, pela Warner, em 2001. Ainda no início da década de 90, Ed Motta parte em digressão, pela primeira vez, pelos EUA e pela Europa, com uma mediática apresentação no clube Dingwalls, em Londres. Insatisfeito com as pressões recorrentes do meio discográfico, rescindiu o contrato com a Warner, em 1993, depois de editar um álbum ao vivo. Cansado das dificuldades em fazer impor o seu estilo inovador e inventivo, Ed Motta e a mulher partem para Nova Iorque, onde viveram durante grande parte do ano de 1994. Em jeito de paradoxo, é no território americano que Ed Motta descobre o encanto da música brasileira, mergulhando na obra de Tom Jobim, Chico Buarque e Edu Lobo. Além destes, descobre também alguns autores da música erudita, como Debussy e Poulenc, ou num registo mais ligeiro, Korngold e Henry Mancini, famosos pelas suas bandas sonoras. Grande parte da temporada em Manhattan foi dada à gravação de um disco que nunca seria editado, com a companhia de Donald Fagen (dos Steely Dan). Integraram as sessões de gravação alguns nomes relevantes do jazz e do funk americano, casos de Bernard Purdie, baterista, Paul Griffin, teclista, e dos baixistas Chuck Rainey e Eddie Gomez.
Quando regressou ao Brasil, Ed Motta estava decidido a experimentar de tudo um pouco. Entre inúmeras composições esparsas e colaborações pontuais com outros músicos, continuou a escrever bandas sonoras para a Sétima Arte e comerciais de TV. Em 1996, conhece um dos mais importantes êxitos radiofónicos do seu percurso. A canção "Falso Milagre de Amor", integrada na trilha sonora do filme Pequeno Dicionário Amoroso, de Sandra Werneck, mereceu amplo destaque nas rádios e provou que a música de Ed Motta era também uma música de massas. Neste período, o músico experimentou diversas formações, tornando-se famosa a sua participação na Orquestra Jazz Sinfónica, do maestro Nélson Ayres. Além disso, teve oportunidade de cantar e tocar em Buenos Aires, Nova Iorque, Boston, Miami, Londres, Roma e Paris. Em 1997, já com contrato com a Universal, lançou Manual Prático para Festas, Bailes e Afins, vol. 1, confirmando definitivamente a projeção comercial da sua música. Em 1999, protagonizou uma digressão de costa a costa, nos EUA, com Ivan Lins. A explosão mediática definitiva a nível internacional sucederia mais tarde, entre 2001 e 2003, com Ed Motta a atuar em todos os palcos do circuito Blue Note no Japão e, posteriormente, a dar alguns concertos na Europa. O disco Poptical, lançado pouco antes do final de 2003, confirmaria a sua tendência renovadora, mostrando um Ed Motta de maior compromisso pop e capaz de se pronunciar nos códigos eletrónicos, em substituição dos instrumentos tradicionais. "Tem Espaço na Van", canção de avanço do disco, com letra de Seu Jorge, confirmou a plena sintonia do público brasileiro com a música de Ed Motta. Essa sintonia seria confirmada, em 2005, com o álbum Aystelum.
Discografia
1988, Ed Motta e Conexão Japeri
1990, Um Contrato com Deus
1992, Entre e Ouça
1993, Ao Vivo
1997, Manuel Prático para Festas, Bailes e Afins, vol. 1
1998, Remixes e Aperitivos
2000, As Segundas Intenções do Manual Prático
2001, Dwitza
2002, Poptical
2005, Aystelum
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Como referenciar
Porto Editora – Ed Motta na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-11-28 07:46:12]. Disponível em
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