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estrangeirismo


As palavras portuguesas derivam, na sua maioria, do latim vulgar, que era a língua falada nos últimos séculos do Império Romano. Encontramos, também, palavras provenientes de outras línguas, como a dos povos gregos, fenícios, celtas, iberos, árabes ou a dos germânicos. Há, ainda, a importação de palavras estrangeiras (estrangeirismos) ou a criação de outros termos (neologismos) por necessidade das evoluções do mundo.

O contacto com outros povos, as evoluções tecnológicas e as constantes descobertas do homem levaram-no a recorrer a certos termos estrangeiros que não receberam uma tradução correspondente na língua nacional. Assim, um estrangeirismo é um vício de linguagem que consiste no uso de palavras, expressões ou construções próprias de línguas estrangeiras.

Na TLEBS (Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário), este termo designa-se empréstimo externo.

Por vezes, estes estrangeirismos são desnecessários e o seu uso condenável, quando há termos que lhe correspondam. Muitos conservam não só o som estrangeiro, mas a maior parte mantém a grafia e a flexão de origem.

Entre os genericamente aceites podemos citar:

- do italiano (italianismos) - cicerone,...
- do alemão (germanismos) - leitmotiv,...
- do francês (galicismos) - collant, dossiê, poster, robe, suspense, cassete...
- do inglês (anglicismos) – apartheid, briefing, cockpit, laser, lock-out, marketing, mass media, part-time, pressing, pub, slogan, software, spray, telex, timing, vídeo...

Com o tempo, muitos estrangeirismos acabam por se integrar. É um fenómeno normal da evolução das línguas. A comunicação social e certos escritores, como sucedeu com Almeida Garrett e Eça de Queirós, no século XIX, são muitas vezes os responsáveis pela aceitação geral destes termos. Na língua portuguesa, encontramos estrangeirismos, por exemplo, provenientes do:

- espanhol - cedilha, tejadilho...
- italiano - cantata, esquadra, maestro, piano...
- alemão - valsa, zinco...
- francês - boné, chefe, garagem...
- inglês - futebol, cheque, pulôver...
 
A adoção de estrangeirismos tem merecido reflexões várias e opiniões nem sempre convergentes. No entanto, a limitação da importação de vocábulos e a capacidade de os adequar à nossa forma de escrita constituem, segundo Rodrigues Lapa (in Estilística da Língua Portuguesa, Seara Nova, Lisboa), a melhor forma de controlar o inevitável: «O estrangeirismo é um fenómeno natural, que revela a existência de uma certa mentalidade comum.

Os povos que dependem económica e intelectualmente de outros não podem deixar de adotar, com os produtos e ideias vindas de fora, certas formas de linguagem que lhes não são próprias. O ponto está em não permitir abusos e limitar essa importação linguística ao razoável e necessário.

Contido nestes limites, o estrangeirismo tem vantagens: aumenta o poder expressivo das línguas, esbate a diferença dos idiomas, tornando-os mais compreensivos, e facilita, por isso mesmo, a comunicação das ideias gerais. Uma coisa é necessária, quando o estrangeirismo assentou já raízes na língua nacional: vesti-lo à portuguesa.
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Como referenciar
Porto Editora – estrangeirismo na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-08-18 20:32:48]. Disponível em

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