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Figueira da Foz

Aspetos Geográficos
O concelho da Figueira da Foz, do distrito de Coimbra, localiza-se na Região Centro (NUT II), no Baixo Mondego (NUT III). É limitado a norte por Cantanhede, a sul por Pombal, a este por Montemor-o-Velho, a sudeste por Soure e a oeste pelo Oceano Atlântico. O rio Mondego atravessa o território concelhio e a sua foz localiza-se na costa da Baía de Buarcos. Este rio tem uma rede hidrográfica abundante com várias ribeiras e lagoas, destacando-se cinco delas: Salgueiros, Vela, Braças, Corvos e Leirosas. A norte destaca-se a Serra da Boa Viagem, com cerca de 7 Km de comprimento e 253 metros de altitude, no Alto da Bandeira. Esta serra é coberta por vegetação de várias espécies e nela abundam alguns fósseis. O concelho é também conhecido pelas praias de grande extensão: a praia entre o Forte de Santa Catarina e a Fortaleza de Buarcos tem um comprimento de cerca de 1800 metros sendo uma das maiores do país.
Abrange uma área de cerca de 379,1 km2, divididos em 18 freguesias: Alhadas, Alqueidão, Bom Sucesso, Borda do Campo, Brenha, Buarcos, Ferreira-a-Nova, Lavos, Maiorca, Marinha das Ondas, Moinhos de Gândara, Paião, Quiaios, S.Julião da Figueira da Foz, S. Pedro, Santana, Tavarede e Vila Verde.
Palheiro na Figueira da Foz
Lagoa da Vila, Quiaios, na Figueira da Foz
Forte de Santa Catarina, na Figueira da Foz, construído no século XVI
Brasão do concelho da Figueira da Foz
Figueira da Foz
Em 2005, o concelho apresentava 62 962 habitantes.
O natural ou habitante de Figueira da Foz denomina-se figueirense.
História e Monumentos
A área abrangida pela Figueira da Foz surgiu já documentada em 1096, aquando da doação feita pelo Abade Pedro à Sé de Coimbra. A zona de Buarcos aparece referida numa doação feita em 1143 ao Mosteiro de Sta. Cruz de Coimbra, em 1342 recebeu foral e foi sede do concelho até cerca de 1836.
O desenvolvimento da construção naval e o aumento do tráfego no porto e de banhistas e veraneantes, levou ao rápido crescimento do número de moradores e assim ao progresso, de tal forma que em 1771 foi elevada a vila e em setembro de 1882 adquiriu a categoria de cidade.
Do património arquitetónico e como elementos de defesa do litoral do século XVI, fazem parte a Fortaleza de Buarcos, o Forte de Sta. Catarina e o Fortim de Palheiros. Há ainda a mencionar a Casa do Paço, espaço arquitetónico com um interior em azulejos de origem holandesa do século XVII; o Cruzeiro de Pedra erguido em 1912, que evoca uma epidemia que vitimou em 1811 cerca de 5 000 pessoas; o Dólmen das Carniçosas, na Serra das Alhadas, que é uma sepultura coletiva do período neolítico; o Castro de Sta. Olaia que corresponde ao povoado fenício do século VII a. C. Destacam-se também alguns monumentos religiosos como: a Igreja de Maiorca (séc. XVI), a Igreja Matriz de S. Julião (séc. XVII), o Convento de Sto. António (séc. XVI) e o de Seiça (séc. XVII), as Capelas de Nossa Sra. da Encarnação (séc. XVI) e a de Nossa Sra. de Seiça (séc. XVII).
Tradições, Lendas e Curiosidades
No que se refere a feiras, este concelho é muito rico, sendo de destacar: no dia 2 de cada mês a feira mensal em Marinha das Ondas e nos dias 3 de cada mês a de Ferreira-a-Nova; dias 17 e 28 é realizada uma feira bimensal em Maiorca.
Principalmente nos meses de verão, as festas abundam, como são exemplo o S. João e o Arraial de Sto. António, no largo do mesmo nome, realizadas em junho, em S. Julião da Figueira da Foz; em julho, na última semana, em Marinha das Ondas é a Festa da Nossa Sra. da Boa Viagem; em agosto, no penúltimo domingo do mês, em Alhadas, são as festas de Nossa Sra. da Saúde e Nossa Sra. das Alhadas; no mesmo mês, em Buarcos, é a Sta. Bárbara e a Procissão do Mar, onde os barcos enfeitados desfilam no mar; por fim, nos dois últimos domingos de novembro, é a festa de Nossa Sra. da Paciência.
A nível do artesanato são conhecidas as exposições onde se apresentam as miniaturas de barcos, trabalhos em madeira, pedra e barro, realizados pelos rapazes da Praia de Buarcos. Expõem-se também aventais bordados, rendas e porcelanas pintadas.
Economia
Ao longo dos tempos, o desenvolvimento deste concelho foi orientado pela intensa atividade marítima, decorrente do porto comercial. Em tempos mais atuais, a economia da cidade baseia-se ainda na atividade portuária, na pesca e nas seguintes indústrias: vidreira, da produção de celulose, de sal e de construção naval. A agricultura tem vindo a decrescer de importância, perdendo população agrícola a um ritmo de 2,2% no ano.
Este é o concelho com maior capacidade hoteleira na Região Centro, devido essencialmente ao turismo de veraneio, ligado às praias. Embora ainda em desenvolvimento, é de referir também o turismo ligado a outros lugares suscetíveis de serem visitados nas outras estações do ano, como: a Serra, o Casino, as Salinas da Morraceira, as Bateiras de Gala e Lavos, dedicadas à pesca do peixe de rio e da enguia e o próprio património histórico que é abundante e rico. Estas dinâmicas refletem-se numa tendência para o crescimento do setor terciário no concelho.
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Como referenciar
Porto Editora – Figueira da Foz na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-07-04 13:03:56]. Disponível em

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