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Grândola

Aspetos Geográficos
O concelho de Grândola, do distrito de Setúbal, localiza-se no Alentejo (NUT II), no Alentejo Litoral (NUT III). Ocupa uma área de 817,7 km2 e abrange cinco freguesias: Azinheira Barros e São Mamede do Sádão, Grândola, Melides, Santa Margarida da Serra e Carvalhal.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 14 543 habitantes.
Aspeto parcial da vila de Grândola
Monumento evocativo do 25 de abril, em Grândola
Brasão do concelho de Grândola
O natural ou habitante de Grândola denomina-se grandolense.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Alcácer do Sal, a sul por Santiago do Cacém, a oeste pelo oceano Atlântico e a este por Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja.
Possui um clima mediterrânico, com um período seco de cerca de 80 a 100 dias, durante o verão, em que a temperatura média varia entre os 23 °C e os 29 °C. No inverno, as temperaturas são amenas. Notam-se algumas diferenças climáticas entre o litoral e o interior do concelho.
Como recursos hídricos, possui o rio Sado, a ribeira de Grândola, a ribeira de Freixieira, a lagoa de Melides e toda uma área de costa com excelentes praias.
A sua morfologia é bastante plana, destacando-se somente as serras de Grândola, que se estende para sul numa extensão de 20 km e atinge a altitude máxima no cume da Atalaia, com 325 m, a da Penha (249 m) e a do Outeiro dos Píncaros (309 m).
Estas terras ficam na Reserva Natural do Estuário do Sado, possuindo uma grande riqueza de vida animal e atividades económicas tradicionais, como pesca, atividade salineira, resinosa e corticeira. Esta reserva natural abrange uma grande área de zona húmida que inclui o rio, zonas de lodo e sapais.
História e Monumentos
A ocupação humana data de épocas bastante recuadas. Cerca de 40 estações arqueológicas comprovam a ocupação de Grândola que englobam quase todos os períodos da História, desde o Neolítico ao período romano.
No século XVI, a sua dependência em relação a Alcácer do Sal levou a que os moradores pedissem a D. João III carta de foral de vila. Este foi outorgado a 22 de outubro de 1544, por D. João III.
Em 1679 fundou-se em Grândola um celeiro comum para conceder empréstimos de trigo a lavradores pobres, passando a celeiro municipal aquando da implantação da República. Em 1727, fundou-se o Hospício de Nossa Senhora dos Anjos, para os Agostinhos Descalços.
Entre 1863 e 1900 incia-se a exploração mineira em Canal Caveira e Lousal, que mobilizou assim bastante mão de obra. Em 1890, foi-lhe concedida uma série de benefícios, tendo-se tornado comarca.
A partir de 1950 começou a notar-se a migração da população do concelho para outras localidades, mas, a partir dos anos 90, recorreu-se à implementação de políticas de desenvolvimento e crescimento, com a tónica no aproveitamento dos recursos turísticos.
Ao nível do património arquitetónico destacam-se o dólmen da Pedra Branca, o monumento megalítico da Pata do Cavalo e as termas ou balneários romanos na vila de Grândola, assim como uma barragem, dos séculos VI-VII. Realça-se ainda o centro conserveiro de salga de peixe de Troia, também dos inícios do século VII, e que constituem as ruínas do que foi um dos maiores conjuntos industriais do Mediterrâneo ocidental.
O Santuário de Nossa Senhora da Penha de França, do século XVIII, é um santuário de devoção mariana e onde se realizam duas festividades religiosas de tradição muito antiga: a Procissão das Velas, à noite, e a Procissão das Rosas, durante o dia. Neste santuário encontram-se azulejos do século XVII e nele permanece a imagem venerada no santuário que, por altura das festas, é transferida durante oito dias para a igreja da vila de Grândola.
Tradições, Lendas e Curiosidades
Existem muitas manifestações populares e culturais no concelho: a romaria de Nossa Senhora dos Prazeres, na segunda-feira de Pascoela, em que se realizam duas festividades religiosas de tradição muito antiga: a Procissão das Velas, à noite, e a Procissão das Rosas, durante o dia. A imagem venerada no santuário permanece, por altura das festas, durante oito dias na igreja da vila de Grândola.
Em outubro, organizam-se jogos tradicionais, o festival de folclore e uma mostra de gastronomia; em junho, a Feira da Criança. A feira de agosto tem lugar no último fim de semana de agosto. As festas de Nossa Senhora do Rosário e da Fonte dos Olhos também se realizam em agosto.
No artesanato, destacam-se os trabalhos de cerâmica decorativa, os trabalhos em cortiça e madeira, as mantas de lã e de retalhos, os trabalhos em ferro forjado, os cachimbos decorativos e os trabalhos em couro e pele.
Existem algumas lendas como a Lenda da Represa Romana e a Lenda do Outeiro de Ouro. No que se refere a esta última, diz-se que naquele local está enterrado um tacho cheio de ouro e que, embora tenha as asas de fora, quanto mais se cava para o procurar, mais ele se enterra.
Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor primário. Cerca de 54,7% da área do concelho é dedicada à exploração agrícola. Predominam os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, culturas industriais, pousio, olival, prados e pastagens permanentes.
A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de aves, ovinos e suínos.
Cerca de 9267 ha do seu território encontram-se cobertos de floresta.
Na indústria, destacam-se a serralharia civil, construção civil, serração de madeira e a extração de cortiça e de resina.
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Como referenciar
Porto Editora – Grândola na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-08-16 14:37:11]. Disponível em

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