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Guerra dos Cem Anos

Conflito que, entre 1337 e 1453, entrecortado por períodos de paz, opôs Inglaterra e França.
São vários os antecedentes deste conflito e este não se deve entender apenas como conflito militar, a ele se juntam numerosos conflitos e perturbações sociais e económicas. A Inglaterra pretendia expandir-se militar e economicamente e, logicamente, visava o continente. O monarca inglês era vassalo do rei da França pelo ducado da Guiena e pelo condado de Ponthieu; as obrigações de vassalagem eram prestadas a custo e por outro lado os franceses pretendiam reaver estes territórios. As influências francesa e inglesa na Flandres eram também opostas, pois os condes deste território eram vassalos da França e, por outro lado, a burguesia estava ligada economicamente a Inglaterra.
O conflito foi desencadeado após a sucessão de Carlos IV de França. Os barões franceses, alegando a lei sálica que impedia a sucessão ao trono por via feminina, escolheram como rei Filipe de Valois (Filipe VI), sobrinho de Filipe o Belo por linha masculina, preterindo Eduardo III de Inglaterra, sobrinho de Carlos VI por sua mãe. Eduardo III reconhece Filipe VI em Amiens em 1329; no entanto, após a intervenção de Filipe VI na Flandres apoiando o conde contra os amotinados flamengos, Eduardo II suspende as exportações de lãs. A burguesia flamenga forma um partido a favor do rei de Inglaterra incitando-o a proclamar-se rei de França. Assim Eduardo III repudia o juramento de Amiens e em 1337 dá início ao conflito.
A guerra evoluiu por quatro períodos: o 1.º entre 1337 e 1364, o 2.º entre 1364 e 1380, o 3.º entre 1380 e 1422 e o 4.º entre 1422 e 1453. Durante o primeiro período, os ingleses obtiveram várias vitórias, aniquilaram a frota francesa em Écluse (1340), tomaram Calais (1347) e em Poitiers (1356) chegaram a aprisionar o rei francês João o Bom. Em 1360 foi assinado o tratado de Brétigny; por este tratado a Inglaterra passou a exercer soberania sobre uma vasta parte do território francês. Entre 1356 e 1360 rebentou uma revolta em Paris e em 1358 os camponeses assolam várias províncias (Jacquerie). Já dentro do segundo período, Carlos V reconquista aos ingleses todos territórios com exceção de Calais. A luta estendeu-se a Castela com a França a apoiar o candidato à coroa, D. Henrique, contra D. Pedro aliado de Inglaterra. No terceiro período, após a loucura do rei Carlos VI, os candidatos à regência do trono francês dividem-se em dois partidos (Borguinhões e Armagnacs). Os ingleses, mais uma vez, liquidam a cavalaria francesa em Azincourt (1415), aliam-se com os Borguinhões e entram em Paris. Em 1420 é assinado o tratado de Troyes pelo qual a princesa Catarina (filha de Carlos VI) casa com Henrique V de Inglaterra que é coroado rei de França. Só no quarto período surge entre os franceses um verdadeiro sentimento nacional.
Joana d'Arc vence os ingleses em Orleães, Patay e outros lugares e o rei Carlos VII é sagrado em Reims.
O fim da guerra é marcado pela batalha de Castillon em 1453; apenas Calais permanece em poder dos ingleses. Nenhum tratado foi assinado de forma a assinalar o fim das hostilidades; a Inglaterra entra num período de guerra civil (Guerra das Duas Rosas) ao passo que em França a monarquia sai reforçada pelo sentimento nacionalista e caminha progressivamente para o absolutismo monárquico.
Poderá, enfim, dizer-se que a Guerra dos Cem Anos marca o final da Idade Média e anuncia a Época Moderna.
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Como referenciar
Porto Editora – Guerra dos Cem Anos na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-07-04 13:35:20]. Disponível em

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