Livros & Autores

O Dicionário das Palavras Perdidas

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Morte no estádio

Francisco José Viegas

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais

Igreja de S. Salvador (Coimbra)

Edificação coetânea da românica Sé Velha conimbricense, a Igreja de S. Salvador de Coimbra é um templo realizado na segunda metade do século XII, em substituição de uma igreja anterior, e localiza-se no Largo de S. Salvador, em espaço vizinho do Museu Nacional de Machado de Castro.
De acordo com uma inscrição na parede da igreja, o portal do românico coimbrão é uma obra datada de 1179 e patrocinada por Estêvão Martins. Várias reformas ulteriores, particularmente a campanha do século XVIII, desfiguraram parte substancial dos alçados e da fachada românica.
A frontaria do templo é uma remodelação setecentista, que conserva ainda alguns elementos românicos, sendo originalmente uma reprodução, em menor escala da fachada da Sé Velha. Antecedido por uma dupla escadaria, o portal da fachada surge num corpo saliente, formado por dois arcos plenos e moldurados por arquivolta ornamentada com acantos, repousando em dois pares de colunas com capitéis vegetalistas, sendo um dos fustes facetado e decorado com vieiras e flores estilizadas. Por cima deste, corre uma cornija ressaltada com modilhões românicos, contendo motivos geometrizantes, vegetalistas e ainda uma cabeça humana.
A parte superior foi alterada no século XVIII, tendo sido rasgada por janelas; a central é sobrepujada por nicho vazio, com o remate superior feito por vergas ondeadas e terminação de grande cruz latina.
O interior de S. Salvador apresenta um corpo dividido em três naves e marcado por arcaria plena, suportada por altos e robustos pilares cilíndricos com capitéis românicos fitomórficos e animalistas, delimitando a zona do transepto pilares compostos. Esta estrutura arquitetónica sustenta uma cobertura de madeira com caixotões simples. A cabeceira tripartida reparte-se em ábside e absidíolos, estando um destes coberto por abóbada de caixotões e a ousia por abóbada de berço simples.
As paredes das naves laterais são cobertas por harmoniosos painéis barrocos de azulejos dos meados de Setecentos e de oficina local, narrando episódios hagiográficos e cristológicos. Na parede da nave direita abre-se um arco que conduz à capela onde se encontra o túmulo funerário de Afonso de Barros e Guimar de Sá. Esta capela é uma edificação do gótico tardio do 1.º quartel do século XVI (c. de 1515), reformada nos finais do século XVII e beneficiando do brilho da talha dourada barroca e do revestimento de azulejos coetâneos; apresenta uma planta retangular e está coberta por abóbada de nervuras que partem de mísulas. Sob um pouco desenvolvido arcossólio manuelino surge o mausoléu fúnebre do casal acima mencionado, com a sua arca tumular manuelina, onde se lê uma inscrição gótica, sob a qual estão anjos heráldicos amparando o brasão dos Barros e Sá. Esta obra tem sido atribuída ao denominado Mestre dos Túmulos Reais. Sobre a tampa tumular foi colocada uma expressiva e dramática Pietà, aparatosa peça barroca de madeira.
A capela-mor, antecedida por arco triunfal de dupla arquivolta românica, expõe um grande retábulo de talha dourada e com pintura marmoreada, composição barroca do século XVIII. Nas paredes estão azulejos barrocos setecentistas com cenas cristológicas e emblemas eucarísticos.
A capela colateral do Evangelho é uma reconstrução do século XVI, tendo o seu arco renascentista as armas brasonadas de António Velez Castelo Branco. Coberta por uma abóbada de berço apainelada, a capela guarda um equilibrado retábulo de pedra de Ançã consagrado a S. Marcos.
A composição retabular deixa ver, sob nichos concheados, a imagem de S. Marcos, ao centro, ladeada pelos doadores. O piso superior mostra um belo alto-relevo com a Assunção da Virgem e o seu coroamento, colocando-se nos nichos laterais as figuras de S. Pedro e de S. Miguel Arcanjo vencendo o Demónio. Toda esta composição escultórica renascentista foi realizada em 1540 pelo escultor francês João de Ruão.
A capela colateral da Epístola abre numa dupla arcaria românica e contém um retábulo de talha dourada e pintura marmoreada, obra barroca do século XVIII com um baixo-relevo de madeira policromada, alusiva à Apresentação da Virgem.
Partilhar
Como referenciar
Porto Editora – Igreja de S. Salvador (Coimbra) na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-06-29 05:50:39]. Disponível em

Livros & Autores

O Dicionário das Palavras Perdidas

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Morte no estádio

Francisco José Viegas

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais