Igreja Matriz de Algosinho
Provavelmente erguida entre os séculos XIII e XIV, a Igreja Matriz de Algosinho situa-se no concelho do Mogadouro, no distrito de Bragança. É muito rica iconograficamente, revelando-se um edifício pouco elevado e adaptado ao terreno acidentado.
Animam a austera mas elegante e harmoniosa fachada nobre a estrutura simples de um portal, de uma rosácea e do campanário. A frontaria deverá ter possuído um alpendre, restando dele somente quatro mísulas de suporte da cobertura.
O portal rasga-se num arco quebrado, enquadrado por arquivoltas que se apoiam nas molduradas impostas. O vão é definido por recortes angulares, formando um efeito geométrico, a compensar a ausência de decoração. O portal é encimado por uma rosácea, dentro da qual se inscreve uma estrela de seis pontas, um signo-saimão. A rosácea é ladeada, lateralmente, por dois pequenos óculos geminados. Este trecho arquitetónico é finalizado por um campanário de ventana aberta em arco pleno.
Três robustos contrafortes sustentam as paredes laterais, onde se abrem duas portas desadornadas. A capela-mor, de planta quadrangular, é iluminada por duas janelas, fruto da intervenção efetuada pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, em meados deste século. De excecional interesse são as cachorradas românicas, lavradas com os mais variados temas, num discurso apocalíptico onde se representa um bestiário, caras humanas, falos e nádegas.
No seu interior, é peculiar o pequeno escadório que dá acesso à nave, composta por três setores. Estes formam-se a partir de dois grandes arcos de volta perfeita, sustentados por pilares adossados, talvez num reaproveitamento da igreja primitiva. O pavimento da entrada utiliza a própria rocha. Interessante ainda na entrada é a pia batismal de gosto românico. A nave é dotada de um púlpito datado de finais do século XVIII e de dois frescos que ladeam o arco triunfal, onde se representam episódios da vida de Nossa Senhora, de Santa Catarina e de S. Bartolomeu.
A atual capela-mor deve ter sido construída em finais de Setecentos. É possível admirar nela um retábulo seiscentista, onde se expõem pinturas maneiristas que tratam sobre cenas da Natividade.
Animam a austera mas elegante e harmoniosa fachada nobre a estrutura simples de um portal, de uma rosácea e do campanário. A frontaria deverá ter possuído um alpendre, restando dele somente quatro mísulas de suporte da cobertura.
O portal rasga-se num arco quebrado, enquadrado por arquivoltas que se apoiam nas molduradas impostas. O vão é definido por recortes angulares, formando um efeito geométrico, a compensar a ausência de decoração. O portal é encimado por uma rosácea, dentro da qual se inscreve uma estrela de seis pontas, um signo-saimão. A rosácea é ladeada, lateralmente, por dois pequenos óculos geminados. Este trecho arquitetónico é finalizado por um campanário de ventana aberta em arco pleno.
Três robustos contrafortes sustentam as paredes laterais, onde se abrem duas portas desadornadas. A capela-mor, de planta quadrangular, é iluminada por duas janelas, fruto da intervenção efetuada pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, em meados deste século. De excecional interesse são as cachorradas românicas, lavradas com os mais variados temas, num discurso apocalíptico onde se representa um bestiário, caras humanas, falos e nádegas.
No seu interior, é peculiar o pequeno escadório que dá acesso à nave, composta por três setores. Estes formam-se a partir de dois grandes arcos de volta perfeita, sustentados por pilares adossados, talvez num reaproveitamento da igreja primitiva. O pavimento da entrada utiliza a própria rocha. Interessante ainda na entrada é a pia batismal de gosto românico. A nave é dotada de um púlpito datado de finais do século XVIII e de dois frescos que ladeam o arco triunfal, onde se representam episódios da vida de Nossa Senhora, de Santa Catarina e de S. Bartolomeu.
A atual capela-mor deve ter sido construída em finais de Setecentos. É possível admirar nela um retábulo seiscentista, onde se expõem pinturas maneiristas que tratam sobre cenas da Natividade.
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Como referenciar
Porto Editora – Igreja Matriz de Algosinho na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2023-09-21 20:41:19]. Disponível em
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