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Importância da Cultura Anglo-Americana

Durante quase todo o século XX, sobretudo a partir do final da Segunda Guerra Mundial, a América, secundada pela Inglaterra, desempenhou um papel preponderante, não só na política e economia como na cultura mundial, tendo sido centros de emanação de correntes e estilos diversos, centrados no ser humano, nas suas dúvidas, medos e necessidades e nos valores sociais. Entre eles destacam-se a televisão e os modelos transmitidos, como as séries (iniciadas na América com I Love Lucy, em 1951), as correntes literárias, como a "geração perdida", cujos grandes representantes (Tom Wolfe, Ernest Hemingway, John Steinbeck, Scott Fitzgerald e John dos Passos) influenciaram sobremaneira a literatura europeia com temática centrada no Homem e a perda de confiança face ao mundo, sempre buscando a felicidade. De facto, em 1959 os teenagers, fruto do baby boom do pós Segunda Grande Guerra, representaram nos Estados Unidos e em Inglaterra uma colossal onda de juventude ansiosa por viver a vida gastando e absorvendo o que o mercado tinha condições para oferecer, desde automóveis e motas a roupa, bebida e tabaco. O emergir deste novo grupo social altamente consumista provocaria uma contra-corrente que reagiria à realidade social vivida até esta altura. O irlandês Samuel Beckett contribuiu nos anos 50 com uma nova forma de evidenciar a solidão humana e o negro destino de cada pessoa no contexto do teatro do absurdo. John Ronald Revel Tolkien publicou em 1954 o êxito mundial que foi a trilogia de "O Senhor dos Anéis", tornando-se para muitos o mais relevante escritor ficcionista do século XX, representante da adaptação moderna da mitologia e literatura célticas da Idade Média. O dramaturgo britânico John Osborne reflete nas suas obras os dramas pessoais e sociais surgidos da Segunda Guerra Mundial, insurgindo-se contra a estagnação do sistema de classes sociais e contra as que se encontram no topo, inaugurando um teatro de cariz realista. Isaac Asimov tornou-se um escritor extremamente importante não só no âmbito da História como no da ficção científica dos anos 50 nos EUA, correspondendo o seu êxito às necessidades criadas pela evolução da sociedade, da tecnologia e da ciência). Notabilizaram-se igualmente escritores latino-americanos como o chileno Pablo Neruda (analisando as realidades sociais) e o mexicano Juan Rulfo (que representa a realidade do povo mexicano e insere a desconstrução temporal na narrativa). De igual forma o primeiro happening artístico nasceu nos EUA, pela mão do músico John Cage e do pintor Robert Rauschenberg, forma semi-teatral que inauguraria no mundo artístico uma nova forma de eliminar a distância artista-público e procurar atingir a obra de arte completa e total, de formas diversas e livres de regras. No âmbito musical, destaque-se o rock and roll, estilo iniciado pelo grupo americano Billy Haley and The Comets em 1954 e que refletia um certo espírito de mudança e confiança no progresso e no futuro inerente às duas culturas anglófonas nesta época, usando também as letras para exercer a crítica social e exprimir os sentimentos da juventude. Elvis Presley foi um ícone desta geração e do american dream, a par (mais tarde) dos Beatles, dos Doors e dos Rolling Stones. No cinema, o paralelismo ao rock representado por Marlon Brando e James Dean marcou toda uma época de rebelião e inconformismo social. A pop art, a arte minimalista, a arte conceptualista, a arte cinética, a op art, a pintura figurativa chocante de Francis Bacon, o movimento hippy, a narrativa beat de Jack Kerouac, as obras literárias de Gabriel García Marquez, o estilo cinematográfico de suspense de Alfred Hitchcock entre muitas outras manifestações emanadas por culturas centrais como a inglesa e a americana em constante mutação tiveram profundas repercussões no resto do mundo, sendo imitadas e adaptadas.
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Como referenciar
Porto Editora – Importância da Cultura Anglo-Americana na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-08-14 01:12:23]. Disponível em
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