Livros e Autores

Abelhas Cinzentas

Andrei Kurkov

A aldeia das almas desaparecidas

Richard Zimler

A Intuição da Ilha

Pilar del Río

Bom português

puder ou poder?

ver mais

trás ou traz?

ver mais

impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais

Independências Latino-Americanas

A etapa nacional da história da América Latina iniciou-se em 1824. Numa altura em que conservadores, liberais, federalistas e centralistas formavam partidos e fações políticas, a geração protagonista da independência começava a construir uma história que justificasse a nacionalidade.
Estabeleceu-se então o culto dos símbolos (bandeira, escudo e hino) e dos heróis pátrios, enobrecendo as suas figuras e propondo-os como exemplos a imitar. Desenvolve-se assim uma história oficial que só exaltava os protagonistas crioulos da independência, cujos descendentes ocupam o poder.
As revoltas populares entram no panteão nacional como recordações de um passado já superado. Segundo a história oficial, todos os protagonistas da América Latina do século XIX eram um produto do colonialismo espanhol e tinham como solução o fim do império. A culpa era sempre atribuída à herança espanhola ou à mistura de raças.
Os novos países deviam tomar como exemplo a Europa próspera e liberal do Norte e atrair colonos dessas paragens. A história oficial não se revê na usurpação europeia das terras americanas desde o século XV. O paternalismo colonial tinha impedido o desenvolvimento dos indígenas, que deviam ser civilizados e incorporados na ordem liberal.
Para a história oficial das revoluções latino-americanas, estas fazem parte da onda revolucionária que começou nos Estados Unidos, passou pela Europa e se estendeu às Repúblicas do Sul. Considerava que a sua independência tinha seguido o modelo das 13 colónias americanas e tinha estabelecido uma certa solidariedade anti-europeia.
Nem todos os territórios americanos se tornaram independentes nem todos adotaram formas republicanas, mas na história oficial nunca há lugar para a primeira república independente da América Hispânica, o Haiti, o país onde ocorreu uma verdadeira revolução social.
O processo de independência não teve um desenvolvimento linear e generalizado. Variou consoante as regiões e entre grupos étnicos e sociais. Dependeu igualmente da evolução conjuntural da Europa e do desequilíbrio de forças entre os Exércitos patriotas e realistas.
Na lista das causas externas que terão desencadeado as independências latino-americanas é comum referir-se o desenvolvimento económico do século XVIII, a nova ordem de dependência colonial que define a revolução industrial, o panorama político e geoestratégico internacional e o conflito de interesses espanhóis e britânicos e as guerras napoleónicas.
Nas causas internas aponta-se o desenvolvimento e tomada de consciência das burguesias regionais americanas, os conflitos de interesses entre os Espanhóis e os Crioulos, as teorias de direito político espanholas tradicionais, com o povo; a tradição representativa das assembleias e o desenvolvimento da consciência da nacionalidade desde o final do século XVIII.
Um debate, já ultrapassado, sobre a independência confrontava os pró-americanos e os defensores dos Espanhóis e as teorias da emancipação frente à rutura. Uma versão intermédia tenta a relativização do processo. A independência terá chegado, de forma necessária ou inexorável, quando o desenvolvimento demográfico e económico dos vice-reinados fere os esquemas coloniais antiquados e inoperantes.
Dada uma correspondência prévia entre a Espanha e Portugal com as suas colónias, as metrópoles não superaram o ritmo de crescimento que o século XVIII exigia à América Latina, e por isso tornaram-se inúteis para as colónias. A causa imediata da independência terá sido o êxito das reformas borbónicas, a própria modernização do império, que favoreceu o crescimento da economia colonial, mas, ao tentar extrair os benefícios máximos das colónias, mostrou às elites locais as limitações do pacto colonial com a conjuntura adequada. A burguesia, que no início não era independentista, passou a dirigir os movimentos populares até à secessão.
Partilhar
Como referenciar
Porto Editora – Independências Latino-Americanas na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-11-27 16:39:58]. Disponível em
Livros e Autores

Abelhas Cinzentas

Andrei Kurkov

A aldeia das almas desaparecidas

Richard Zimler

A Intuição da Ilha

Pilar del Río

Bom português

puder ou poder?

ver mais

trás ou traz?

ver mais

impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais