Livros & Autores

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Morte no estádio

Francisco José Viegas

Violeta

Isabel Allende

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais

John Ruskin

Escritor, pintor, crítico artístico, professor e pensador inglês nascido a 8 de fevereiro de 1819, em Londres.
Filho único de um casal escocês próspero, desde cedo viajou por variadíssimas partes do mundo, desenvolvendo um aparente interesse pela arte e pela arquitetura.
Sua mãe cedo o ensinou a escrever e a ler, sendo a Bíblia o seu principal texto de leitura.
Desde pequeno se começou a notar em Ruskin uma notável genialidade. Educado por professores particulares e pela mãe em casa, só entrou no ensino público quando começou a frequentar a Universidade de Oxford, aí iniciando um sério estudo sobre arte.
Temperamentalmente tímido mas arrogante em muitos sentidos, socialmente pouco à vontade, desde sempre se mostrou apaixonado e eloquente no que diz respeito à arte e ao valor da vida.
Considerado um dos maiores escritores da época vitoriana, Ruskin é conhecido pelas suas diversas facetas de artista, cientista, poeta, ambientalista, filósofo, crítico de arte e ativista social, tendo mesmo chegado a provocar e levar por diante importantíssimas reformas sociais, tais como as pensões de velhice, a nacionalização da educação e a organização do trabalho.
Licenciado pela Universidade de Oxford, tendo também aí concluído o seu Mestrado em 1843, inicia a sua carreira de professor de Belas Artes nessa mesma Universidade em 1869. A sua passagem por esta prestigiante universidade foi de tal forma notável - não só pelas aulas que lecionou mas, sobretudo, pelo importante papel que Ruskin representava na sociedade da época - que ainda hoje existe na Universidade de Oxford a Ruskin School of Drawing and Fine Art (Escola de Desenho e Belas Artes Ruskin). Também em Sheffield, uma outra localidade onde o trabalho de Ruskin está amplamente reconhecido, existe atualmente o Ruskin Museum (Museu Ruskin), onde estão permanentemente expostos alguns dos seus desenhos.
Se a sua vida artística e social foi, sem dúvida, próspera e feliz, já a sua vida particular foi demasiadamente atormentada e tortuosa: casado em 1848 com uma sua prima Effie Gray, vê o seu casamento ser anulado em 1854 pela não consumação do mesmo; num curto espaço de tempo perde o pai e a mãe, figuras a que sempre esteve extremamente ligado afetivamente; em 1860 apaixona-se loucamente por Rose La Touche - uma menina de apenas 10 anos de idade - e espera até 1866 (para que ela tivesse 16 anos) para pedi-la em casamento. Por questões religiosas, os pais de Rose recusam o casamento, mas Ruskin continuava a cultivar aquele amor que sentia. Em 1875 Rose La Touche morre vítima de doença prolongada e Ruskin entra em processo de tremenda depressão, do qual jamais sairia até à morte.
Sucedem-se anos de depressão, de crises violentíssimas e maníacas, das quais jamais recuperou.
Figura pessoalmente atormentada e instável, Ruskin revelava, em contrapartida, uma enorme capacidade criativa, estável e orientada no que diz respeito à sua produção literária, à sua profissão de professor e palestrante, à sua veia de crítico e às suas intervenções em defesa de determinados direitos sociais.
A passagem de Ruskin por diversas instituições - como a Workin Men's College, a Universidade de Edimburgo, a Winnington Girl's School, a London Institution e a própria Universidade de Oxford demonstram bem a capacidade de focalização, desenvolvimento de conhecimentos e inegável tendência para captar a atenção de públicos que este polivalente do século vitoriano revelava possuir.
Autor de uma vastíssima e variadíssima obra, Ruskin deixa uma incontornável marca no panorama artístico do século XIX.
De toda a sua obra - que se dividiu entre artigos, poemas e livros - serão, sem dúvida, dignas de destaque as seguintes obras: "The Poetry of Architecture" ("A Poesia da Arquitetura") - uma série de artigos publicados na Architectural Magazine entre 1837 e 1838; Salsette and Elephanta - um belíssimo poema que lhe valeu, em 1839, o Prémio Newdigate, concedido por Oxford; Modern Painters (Pintores Modernos) - publicado em 5 volumes, entre 1843 (data do primeiro volume que, curiosamente, publica sob anonimato) e 1860, destacando-se pelo facto de aparecer em defesa da arte como linguagem universal, baseada na integridade e moralidade nacional e individual; The Sevem Lamps of Architecture (As Sete Lanternas da Arquitetura) - publicado em 1849 e que revela uma forte ligação de Ruskin à arquitetura gótica; The Stones of Venice (As Pedras de Veneza) - publicado em 3 volumes, entre 1851 e 1853, onde Ruskin faz um profundo e importantíssimo estudo sobre a arte italiana; em 1860 Ruskin publica alguns artigos de severas críticas políticas e sociais na Cornhill Magazine, daí resultando graves protestos por parte dos leitores que levaram o editor da revista a limitar a produção de artigos de Ruskin, sendo estes mais tarde, mais concretamente em 1862, publicados num volume intitulado Unto This Last; The Ethics of the Dust (A Ética do Pó) - uma série de diálogos, publicados em 1866, onde as crianças expõem as suas ideias sobre Geologia, baseada na breve passagem de Ruskin como professor pela Winnington Girl's School; The Pleasures of England (Os Prazeres de Inglaterra) - publicado em 1884 e que reúne todas as palestras dadas por John Ruskin na Universidade de Oxford, palestras essas, há que salientar, que enchiam por completo o maior Auditório de que a universidade dispunha; e, finalmente, Praeterita - publicado entre 1886 e 1889 e que nos mostra um delicioso fragmento autobiográfico escrito durante os anos em que Ruskin se retirou de toda a atividade profissional, acabando por ser, efetivamente, o seu último livro publicado.
Todos estes, e outros, trabalhos de Ruskin fizeram dele uma das figuras mais marcantes e influentes da sociedade vitoriana do século XIX, de tal forma que existem hoje mais de 50 estudos e trabalhos sobre a obra deste magnífico escritor, pintor, ensaísta, filósofo, crítico e homem permanentemente preocupado com o ser humano e a natureza, e para quem a arte refletia apenas a moralidade da sociedade no seu todo.
A importância de Ruskin na sociedade inglesa do século XIX não se limitou - como provam os seus trabalhos - à arte e à crítica artístico-literária; passou também pelo vincado posicionamento de revolta e oposição em relação às forças da industrialização, que o levou àquela que seria considerada a sua segunda grande preocupação: a reforma social. As suas denúncias, reivindicações e vitórias sociais operaram, na época, reformas e mudanças que são hoje plenamente aceites mas que, no século XIX, estavam ainda longe de ser realidade.
O papel que Ruskin desempenhou na sociedade daquele século foi, sem dúvida, o de grande pensador, ativista, artista e genial criador.
Ao morrer em 20 de janeiro de 1900, a sua reputação de escritor e pensador morre também com ele, pois daí em diante o seu nome entra em declínio para muitos dos que o acompanharam na difícil sociedade do século XIX.
Partilhar
Como referenciar
Porto Editora – John Ruskin na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-05-24 19:50:58]. Disponível em

Livros & Autores

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Morte no estádio

Francisco José Viegas

Violeta

Isabel Allende

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais