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Jorge Fernando

Fadista, cantor popular, escritor de canções, guitarrista e produtor, nasceu no dia 8 de março de 1957, em Lisboa. Destacou-se desde muito novo ao acompanhar Amália Rodrigues e a escrever fados para fadistas como Fernando Maurício. É uma das figuras mais marcantes do fado, sobretudo a partir dos anos 80.
Jorge Fernando nasceu no problemático Bairro do Casal Ventoso, em Lisboa, e aos quatro anos já cantava em coletividades. A sua infância foi atribulada. Mudou-se com os pais para o Brasil. O pai ficou por lá. E, aos 11 anos, Jorge Fernando regressou, tendo vivido com os avós, primeiro em Albergaria-a-Velha e depois no Barreiro.
Aos 13 anos formou a banda de rock O Futuro, que fazia sobretudo covers para bailes. Começou apenas por cantar. Até que, forçado a ficar de cama, devido à papeira, aprendeu a tocar viola com o avô, que era guitarrista.
Um dia ouviu Fernando Maurício cantar e converteu-se ao fado. Mas teve uma carreira precoce. Ainda adolescente atuava no Pico do Areeiro. E aos 16 anos escreveu para Maurício "Boa Noite Solidão", um dos grandes clássicos do reportório daquele fadista. Aos 18 anos lançou o seu primeiro single Trigueirinha, a que se seguiram O Meu Irmão Fora da Lei e A Minha Rua. Fazendo par com o guitarrista Alcindo Frazão, acompanhou grandes nomes do fado, como Filipe Duarte, Carlos Zel e Cidália Moreira. Até que o guitarrista Carlos Gonçalves, apercebendo-se do seu talento, o convidou para integrar o grupo de acompanhantes fixos de Amália Rodrigues. E assim Jorge Fernando foi violista de Amália em discos como Lágrima (1983), Com que Voz (1985) e Obsessão (1990), e também em concertos um pouco por todo o mundo.
A dedicação a Amália não o impediu de seguir uma carreira a solo, não só ligada ao fado, mas também à chamada música ligeira. Foi por duas vezes ao Festival RTP da Canção, com os temas "Rosas Brancas para o Meu Amor" (1983) e "Umbadá" (1985). Nunca ganhou, mas principalmente este último conheceu um estrondoso êxito comercial, lançando-o para uma carreira de sucesso, com milhares de discos vendidos. Em 1987 lançou o álbum O Enamorado, que inclui o grande sucesso "Feiticeira Lua". Seguiram-se Coisas da Vida (1989), À tua Porta (1991) e Oxalá (1993). Este último mereceu uma nota de destaque na revista Billboard.
Com o álbum Terra d'Água, em 1997, regressou ao fado, com um estilo muito particular, que o mistura com as baladas da música ligeira. A mesma tendência verifica-se nos álbuns Rumo ao Sul (1999) e Inéditos (2000). Em 2001, editou, na Holanda, Velho Fado, que só três anos depois chegou a Portugal. Inclui duetos com Argentina Santos ("Lágrima") e Cristina Branco ("Ausente"). No ano seguinte, Memória e Fado, um álbum em que Jorge Fernando se rodeia de músicos muito conceituados nacional e internacionalmente. Participam no álbum Egberto Gismonti, que escreve e co-interpreta um tema, Toninho Horta, William Galison, Nivaldo Ornelas e Zeca Assumpção. Canta em dueto com Lúcio Dalla e Ana Moura. E apresenta uma raridade preciosamente guardada: "Ai Vida", um inédito cantado em dueto com Amália Rodrigues. A produção do álbum é de André Duquesh.
Jorge Fernando é também um dos mais significativos produtores de fado. Nos anos 80, produziu dez discos de Nuno da Câmara Pereira. Produziu o primeiro álbum de Marisa (Fado em Mim, pelo qual ganhou o prémio BBC World Music), dois de Ana Moura, além de nomes como Argentina Santos, Fernando Maurício, António Rocha, António Pinto Basto, Mário Pacheco, Paulo Bragança, Joana Amendoeira, Patrícia Rodrigues e Gonçalo Salgueiro. Além disso, já escreve letras e músicas para dezenas de intérpretes.
Jorge Fernando tem discos editados em vários países e ora como artista principal ora como acompanhante já atuou em algumas das principais salas internacionais. Em 2003 foi-lhe entregue um prémio de carreira, em Recanatti, e em 2005, um outro prémio, no Piccollo de Milão, pelo seu trabalho na promoção de novos valores.
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Como referenciar
Porto Editora – Jorge Fernando na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-09-26 01:43:09]. Disponível em
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