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José Roquette

Empresário e economista português, José Alfredo Parreira Holterman Roquette nasceu a 22 de setembro de 1936, em Lisboa. No seio de uma família de onze irmãos foi o único a nascer na capital portuguesa, mas foi no Porto que passou toda a sua infância e que foi educado até iniciar a sua atividade profissional. Frequentou o Colégio Brotero, na Foz do Douro, desde a 1.ª classe até ao final do liceu. Com 16 anos entrou para a universidade, para o primeiro curso de Economia da Universidade do Porto, que então se inaugurava.
Começou a vida profissional em 1959, no Banco Espírito Santo, no Porto. No início de 1960 foi para adjunto do chefe de contabilidade do banco, em Lisboa, remodelando completamente o setor e transformando-o numa estrutura profissional e competitiva. Rapidamente se tornou num dos homens de confiança de Manuel Espírito Santo Silva, patrão da instituição, com quem criou uma forte relação de amizade. É então que descobre também a sua vocação de empresário.
Em termos políticos, frequentou os meios da oposição moderada ao regime de Salazar e foi por duas vezes preso, no 11 de março de 1975 e no período conturbado do pós-25 de abril. Este foi também um período em que viveu grandes realizações profissionais, com o Banco Espírito Santo a recuperar o primeiro lugar entre a Banca portuguesa. Saiu de Portugal e refez pelo mundo o grupo Espírito Santo.
O empresário e economista José Roquette
Após o regresso a Portugal, no final dos anos 80, deixou a administração das principais holdings do Espírito Santo para assumir a presidência da empresa Valores Ibéricos, através da qual assegurou o controlo do Banco Totta e Açores, em coligação com os espanhóis do grupo Banesto, beneficiando do processo de privatizações levado a cabo pelo governo social-democrata de Cavaco Silva.
Em 1996 dedicou-se a outra paixão: o Sporting Clube de Portugal. Tornou-se presidente do clube fundado pelo seu avô, José Holterman Roquette, conhecido por José de Alvalade (nome dado ao estádio de futebol). No Sporting, José Roquette começou também a implementar uma lógica empresarial à qual estava habituado desde sempre na sua atividade profissional. Dotou o clube de rigor e gestão profissional e de uma contabilidade moderna, regularizou os pagamentos ao fisco e à Segurança Social, lançou a construção de um novo estádio e foi o responsável pela criação da sociedade anónima desportiva (SAD), numa atitude pioneira no futebol português.
Em agosto de 2000 foi substituído por Dias da Cunha na presidência do clube.
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Como referenciar
Porto Editora – José Roquette na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-07-02 04:04:34]. Disponível em

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