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Lagos

Aspetos Geográficos
O concelho de Lagos, do distrito de Faro, localiza-se no Algarve (NUT II e NUT III). É limitado a oeste pelo concelho de Vila do Bispo, a este pelo de Portimão, a norte pelo de Monchique e Aljezur e a sul pelo Oceano Atlântico, ocupando uma superfície de 213 km2, distribuída por seis freguesias: Barão de São João; Bensafrim; Luz; Odiáxere; Lagos (Santa Maria) e Lagos (São Sebastião).
No ano de 2005, o concelho de Lagos tinha 26 495 habitantes.
Estátua a S. Gonçalo, padroeiro dos pescadores, em Lagos
O Forte de Ponta da Bandeira, em Lagos, data de finais do século XVIII
Estátua de D. Sebastião, por João Cutileiro, em Lagos
Lagos, Porta da Piedade
Brasão do concelho de Lagos
O natural ou habitante de Lagos denomina-se lacobrigense.
Apresenta um clima temperado mediterrânico, com verões quentes e secos e invernos suaves; a precipitação distribui-se de forma irregular ao longo do ano, concentrando-se nos meses de outono e primavera.
Existem alguns recursos hídricos, nomeadamente as ribeiras de Bensafrim e de Sabrosa e a albufeira de Odiáxere.
O relevo é pouco acidentado, destacando-se a Atalaia (109 m) e Álamos (181 m) como áreas de maior altitude. De realçar ainda a baía de Lagos, a Ponta da Piedade, a praia da Dona Ana e a Ponta de Almadena.
História e Monumentos
No concelho, foram encontrados vestígios do período neolítico. Pensa-se que foi habitado por uma tribo que vivia da caça e da pesca e que já dominaria a arte dos metais.
No século III a. C. nasceu Lagos, antiga Lacóbriga.
Em 550 d. C., foi ocupada pelos Gregos e desapareceu no século VII quando os Árabes invadiram a Hispânia.
Em 1250, foi conquistada aos Mouros por D. Afonso III e, quase um século depois, em 1332, foi elevada a vila. Recebeu foral de D. Manuel I em 1504, obtendo o título de "notável".
Entre o reinado de D. Afonso V e o terramoto de 1755, foi sede de governo das Armas do Algarve e capital de província (1578-1755).
É de destacar o facto de Lagos ter sido o ponto de partida de D. Sebastião para a expedição a Alcácer Quibir.
O terramoto de 1755 destruiu quase por completo a cidade, com ondas de 11 metros, restando, por isso, poucos monumentos antigos.
A nível do património arquitetónico e monumental destacam-se:
- a Ermida de São João Batista, que é uma construção original dos séculos XV e XVI e foi reconstruída no século XVIII;
- a Igreja de Santo António, em estilo barroco, que pertence aos séculos XVII e XVIII;
- a Igreja de São Sebastião, em estilo renascentista, que foi edificada no século XVI;
- o edifício do Mercado de Escravos, do século XV, que foi o local das primeiras vendas de escravos trazidos de África. Na fachada do edifício veem-se as armas do marquês de Nisa (século XVII);
- muralhas e torreões de Lagos, dos quais subsistem as Portas de Portugal e do Postigo e os restos de antigos paços;
- o Santuário de Nossa Senhora dos Aflitos, de devoção mariana, que era uma ermida dedicada a S. Pedro do Pulgão, onde, talvez no século XVIII, foi colocada uma imagem de Nossa Senhora das Dores;
- o Museu Regional de Lagos, anexo à Igreja de Santo António, em estilo barroco, que expõe peças arqueológicas de várias épocas;
- o Museu de Arte Sacra, onde estão guardados uns paramentos que se pensa terem servido na missa campal a que assistiu D. Sebastião antes do embarque para Alcácer Quibir.
Tradições, Lendas e Curiosidades
Neste concelho realizam-se as festas da cidade no dia 27 de outubro, a Feira "Arte Doce", no último fim de semana de julho, a Feira do Colecionismo, no último domingo de cada mês, e a Feira Franca, entre os dias 22 e 24 de novembro. Também têm lugar no concelho o Festival Internacional de Música do Algarve, em maio e junho, e o Festival de Folclore do Algarve, em setembro.
A nível de artesanato, destacam-se os trabalhos em olaria, cerâmica, rendas, fiação, trabalhos em cana-da-índia, ferro forjado e couro.
De entre as personalidades ilustres do concelho, é de referir o navegador Gil Eanes (século XV) e o escritor Júlio Dantas (1876-1962).
Em Lagos, existe uma lenda que conta a história de um cavaleiro que assaltou as damas da cidade no mês de maio. Desde aí, os habitantes de Lagos referem-se ao quinto mês do ano como "depois de abril é o mês que há de vir".
Economia
O setor primário representa um importante papel económico no concelho, uma vez que a área agrícola ocupa cerca de 44,4% do total da área concelhia. Predominam nesta área os cultivos de cereais para grão e de frutos secos, os prados temporários e culturas forrageiras, o pousio, a vinha, os prados e pastagens permanentes. No que diz respeito à pecuária, as aves, ovinos e bovinos destacam-se como as principais espécies criadas. Lagos é um concelho com uma reduzida densidade florestal, possuindo apenas 1743 hectares de floresta, que correspondem a uma densidade florestal de 13,1%.
As principais atividades do setor secundário são a indústria de montagem de componentes eletrónicos, corte de mármores, fabrico de peças decorativas, cerâmica artística, rendas e doçaria.
O setor terciário é muito importante para a região, especialmente na área de serviços ligados ao turismo.
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Como referenciar
Porto Editora – Lagos na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-08-15 01:33:12]. Disponível em
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