Livros & Autores

Baiôa sem data para morrer

Rui Couceiro

O Dicionário das Palavras Perdidas

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais

Lenda da Caninha Verde

Nos primeiros tempos da Reconquista, vivia num palácio perto de Vouzela o nobre guerreiro El Haturra, descendente do famoso chefe mouro Cid Alafum. El Haturra era velho e feio e nunca era visto sem a sua bengala: uma velha cana negra, entregue de geração em geração ao seu novo possuidor através de um ritual verbal misterioso.

El Haturra tinha um amigo português chamado Álvaro, que o aconselhou a desfazer-se da bengala para pôr fim à troça de que era alvo. Este explicou-lhe que a vara era mágica e ficaria verde no dia do profético encontro de dois primos descendentes de Cid Alafum. Esse encontro faria com que as terras e os tesouros do antigo chefe mouro voltassem à posse da família e que formosas mouras fossem desencantadas. Tinha, contudo, como condição essencial que ambos os descendentes professassem a religião de Maomé.

Um dia, enquanto passeavam pelo campo, os dois amigos viram uma linda princesa acompanhada por uma formosa aia. De repente, a vara começou a ficar verde e El Haturra começou a rejuvenescer. Agora jovem e belo, reconheceu na aia a descendente de Cid Alafum e, juntamente com Álvaro, saiu atrás das duas jovens que se dirigiam à corte do rei de Portugal.

Diz a lenda que El Haturra conseguiu convencer a jovem aia a casar-se com ele e o rei de Portugal abençoou a união com uma condição: o batismo de El Haturra. De início, opôs-se veementemente, mas a sua paixão foi mais forte e aceitou o desejo real, esquecendo-se da condição imposta pela profecia. No momento em que estava a ser batizado, El Haturra voltou a ser velho e feio como dantes.

Com o choque, a noiva desmaiou e nunca mais quis ouvir falar no seu noivo que desapareceu para sempre. A cana verde foi guardada num sítio secreto.

Segundo a tradição, se alguém gritar "Viva o fidalgo da caninha verde!" no mesmo local e à mesma hora em que se deu o encontro entre os dois descendentes de Cid Alafum, ouvirá gargalhadas alegres das mouras encantadas que julgam ter chegado a hora da sua libertação.
Partilhar
Como referenciar
Porto Editora – Lenda da Caninha Verde na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-07-03 09:39:53]. Disponível em

Livros & Autores

Baiôa sem data para morrer

Rui Couceiro

O Dicionário das Palavras Perdidas

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais