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Malawi

Geografia
País da África Austral, designado por Malaui na língua portuguesa. Situado nas margens do lago Malawi (antigo lago Niassa), o Malawi é um território de relevo bastante acidentado, onde marcam presença inúmeros e extensos lagos. Abrange uma área total de 118 480 km2 e faz fronteira com a Tanzânia, a norte, Moçambique, a leste, a sul e a sudoeste, e a Zâmbia, a oeste e noroeste. É um país interior que não tem, portanto, costa marítima. As principais cidades são Blantyre, com 562 400 habitantes (2004), a capital Lilongwe (512 800 hab.) e Mzuzu (102 400 hab.).
Sob o ponto de vista do relevo, o Malawi divide-se em quatro regiões: o vale do rift oriental, a região dos planaltos centrais, a região das terras altas e a região das montanhas isoladas.
Pesca artesanal no Malawi
Aldeia de pescadores no Malawi
Bandeira do Malawi
Clima
O Malawi tem clima tropical húmido caracterizado por uma estação húmida, que ocorre entre maio e outubro, e uma estação seca, entre novembro e abril. Nas áreas mais altas a temperatura é mais baixa.
Economia
A agricultura é o principal setor económico do Malawi, já que constitui 1/3 do PIB e representa cerca de 90% dos rendimentos resultantes da exportação. As principais culturas são o tabaco, o chá e o açúcar. O Governo tem vindo a fomentar o setor agrícola através do uso integrado das terras ou de esquemas de irrigação, isto para além da criação de linhas de crédito bonificado, construção de mais e melhores vias de comunicação, etc. A indústria está pouco desenvolvida e limita-se ao processamento de produtos agrícolas. Por outro lado, o setor pesqueiro encontra-se bastante desenvolvido, devido à grande riqueza de peixe existente, quer no lago Malawi quer noutros lagos, como o lago Chilwa e Malombe ou mesmo o rio Shire. Os principais parceiros comerciais do Malawi são a África do Sul, a Alemanha, o Japão e os Estados Unidos da América.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 0,1.
População
A população era, em 2006, de 13 013 926 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional de 102,62 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 43,13%o e 19,33%o. A esperança média de vida é de 41,7 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,387 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,378 (2001).
Há nove principais grupos étnicos que estão associados ao Malawi moderno: Chewa, Nyanja, Lomwe, Yao, Tumbuka, Sena, Tonga, Ngoni e Ngonde. Em termos religiosos, os protestantes representam 55% da população, seguindo-se-lhes os muçulmanos (20%), os católicos (20%) e os fiéis de crenças tradicionais (5%). O chichewa é a língua nacional e o inglês a língua oficial.
História
Embora vestígios arqueológicos revelem que o território do Malawi seja habitado desde há 50 000 anos, só se conhecem registos históricos escritos em português e inglês posteriores a 1500. Sabe-se, no entanto, que já no século XV existia um sistema político fortemente estabelecido sob a Confederação Maravi, que integrava as partes centro e sul do atual Malawi e, no auge da sua influência, no século XVII, as zonas adjacentes da Zâmbia e Moçambique. Esta confederação foi bem-sucedida a todos os níveis até à chegada do comércio esclavagista no final do século XVIII, facto que veio provocar divisões étnicas, já que tribos da costa oriental africana se impuseram no território Maravi, desempenhando, a partir de então, um papel importante no tráfico de escravos. Mas o golpe final foi dado pela ocupação britânica do território efetuada entre 1880 e 1890, ocupação da qual nasceu o Protetorado do Distrito de Niassalândia em 1891 que, em 1907, passou a ser chamado de Niassalândia. Apesar da construção de infraestruturas sociais e económicas, o certo é que a administração inglesa pouco fez em benefício do bem-estar dos naturais do Malaui, pois estavam comprometidos com os interesses europeus. Além do mais, e contra a opinião esmagadora da população, a Inglaterra decidiu, em 1953, anexar a Niassalândia à Rodésia do Norte e à Rodésia do Sul sob a Federação da Rodésia e da Niassalândia. Esta atuação negativa por parte da administração colonial levou ao nascimento de um movimento nacionalista que, sob a liderança de Hastings Kamuzu Banda, culminou, primeiro, com a dissolução da federação em 1963, e, depois, com a proclamação da independência a 6 de julho de 1964. Dois anos mais tarde, o Malawi torna-se uma república, ao mesmo tempo que Kamuzu Banda foi eleito presidente sob uma Constituição que permitia a existência apenas de um partido (Partido do Congresso Malawi - MCP), o que conduziu, em 1971, à reeleição de Banda como presidente vitalício.
Seguindo uma política conservadora, pró-ocidental e com a economia como principal preocupação, o Malawi estabeleceu fortes relações com a África do Sul, embora recusasse alinhar a sua política externa com esta, como foi afirmado no seio da Conferência Coordenadora para o Desenvolvimento do Sul da África, para a qual entrou em 1980.
Em 1993, Kamuzu perdeu o título de presidente vitalício, o que abriu as portas à realização das primeiras eleições multipartidárias a 17 de maio de 1994, cujos resultados deram uma vitória escassa ao principal partido da oposição, a Frente de União Democrática, liderado por Bakili Muluzi. O início desse mesmo ano ficou marcado por um outro acontecimento, este de graves consequências para a economia do país: uma seca devastadora, que deixou o principal setor económico, a agricultura, num estado miserável, obrigando o Governo a pedir ajuda internacional de emergência, nomeadamente ao Programa Mundial de Alimentação.
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Como referenciar
Porto Editora – Malawi na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-08-11 09:05:57]. Disponível em
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