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Maria Velho da Costa

Ficcionista portuguesa nascida em Lisboa a 26 de junho de 1938, Maria Velho da Costa morreu a 23 de maio de 2020.

Licenciada em Filologia Germânica, frequentou o curso de Grupoanálise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e de Psiquiatria. Foi presidente da Associação Portuguesa de Escritores e dirigiu a revista literária Loreto 13 (1978-1988). Tendo lecionado em Londres, entre 1980 e 1987, foi ainda adida cultural da Embaixada de Portugal em Cabo Verde, entre 1988 e 1990.

Maria Velho da Costa estreou-se com um livro de contos, O Lugar Comum, mas só após a publicação de Maina Mendes inauguraria na escrita contemporânea uma poética romanesca original, fundada "na trama de uma escrita densa e plural, de um virtuosismo sem exemplo entre nós" (cf. LOURENÇO, Eduardo - O Canto do Signo, Lisboa, Presença, 1994, p. 192). Para Eduardo Lourenço, o "sortilégio" de Maina Mendes" exige uma lenta impregnação da sua matéria textual, de poderes encantatórios pouco comuns, tão visivelmente marcada como está pela aventura poética mais inovadora dos nossos últimos trinta anos e a sua conatural autonomia, mas ao mesmo tempo desviada em profundidade do seu emprego descritivo por um metaforismo implícito e permanente a que só o devir da narração confere verosimilhança sem nunca o petrificar" " (id. ibi., p. 193).

Com a colaboração, ao lado de Maria Teresa Horta e Maria Isabel Barreno, nas Novas Cartas Portuguesas, obra reprimida pela censura (que valeu, inclusive, às autoras a instauração de um processo que terminou em absolvição depois do 25 de abril) e largamente difundida a nível internacional, o seu nome ficou celebrizado dentro de um registo de exaltação do corpo, de libertação feminina e de denúncia das hipocrisias e repressões do mundo social.

A publicação de Casas Pardas, em 1977, confirma a aventura romanesca de Maria Velho da Costa como uma das mais subversivas da atualidade, desconstruindo, pela sua irradiação textual, todos os níveis da escrita, desde a ligação sintática até aos moldes de leitura tradicionais, exigindo pela sua radical abertura e pulverização discursiva um papel ativo do leitor. Neste romance, como em Lúcialima ou nas obras subsequentes, é pertinente a perspetiva apresentada por Maria Alzira Seixo a propósito de Casas Pardas, ao afirmar que é numa "dialética de construção cerrada e de abertura de sentido que o percurso do texto se estende, dividido entre a representação e a produção, ao mesmo tempo súmula do que pode ainda dar a forma romanesca tradicional e a abertura para as vias de uma atual forma do seu entendimento".

Maria Velho da Costa foi distinguida com o Prémio Cidade de Lisboa, pelo romance Casa Pardas (1977), com o Prémio D. Dinis, por Lucialima (1983) e com o Prémio de Novela e Romance da APE, pelo romance Irene ou o Contrato Social (2000). Em 2002 foi distinguida com o Prémio Camões e no ano seguinte foi condecorada com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Em 2011 recebeu a condecoração de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade e em 2013 o Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores.

Maria Velho da Costa, ficcionista nascida em 1938
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Porto Editora – Maria Velho da Costa na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-11-28 12:53:30]. Disponível em
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