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Michael Powell

Realizador inglês, Michael Latham Powell nasceu a 30 de setembro de 1905, em Beckesbourne, no condado de Kent. Filho de hoteleiros, o jovem Michael passou a sua infância num hotel gerido pelo pai em Nice. Foi nesta cidade que conheceu Rex Ingram, produtor americano que o convidou a ir trabalhar com ele para os Estados Unidos. Aí esteve durante seis anos, tendo trabalhado como operador de câmara e assistente de realização. Regressou a Inglaterra em 1929 onde se instalou como argumentista de cinema, tendo até colaborado com Alfred Hitchcock nas filmagens do primeiro filme sonoro inglês Blackmail (1929). Em 1930, o Governo britânico decretou uma lei de apoio ao cinema interno, deliberando a produção de filmes nacionais em número idêntico aos importados. Foi a época dos quota quickies, filmes com duração pouco superior a 60 minutos e que demoravam apenas um par de semanas a serem filmados. Entre 1931 e 1936, Powell realizou 22 exemplares desta tipologia de filmes, estreando-se com Two Crowded Hours (1931). A sua primeira obra de monta foi The Edge of the World (1937), uma ficção sobre a desertificação da ilha de Foula no Mar do Norte. O impressionante realismo do filme, aliado a uma convincente direção de atores (na sua maioria amadores), impressionou o produtor Alexander Korda que o contratou para a sua produtora. Com outros recursos financeiros, Powell dirigiu dois filmes protagonizados pelo ator Conrad Veidt: The Spy in Black (O Espião de Negro, 1939) e Contraband (1940) ambos bem-sucedidos comercialmente. Em 1940, durante um jantar, conheceu o exilado argumentista e realizador Emeric Pressburger com quem iniciou uma longa parceria. Nesse mesmo ano rodou The Thief of Bagdad (O Ladrão de Bagdad, 1940), o seu primeiro título a cores e um filme juvenil baseado numa história das "Mil e Uma Noites". Em 1942, fundou com Pressburger a companhia The Archers, responsável pela produção de títulos como One of Our Aircraft Is Missing (Desapareceu um dos Nossos Aviões, 1942), 49th Parallel (1941) e Life and Death of Colonel Blimp (A Vida do Coronel Blimp, 1943) este último bastante censurado pelos militares e pelo Governo de Winston Churchill. Após o fim da Segunda Grande Guerra, os filmes de Powell foram marcados por uma forte vertente romântica: em A Matter of Life and Death (Uma Questão de Vida ou de Morte, 1946) criou um mundo de fantasia onde um piloto de aviação (David Niven) morto injustamente tem que se defender num tribunal celestial para regressar à Terra. Em Black Narcisus (Quando os Sinos Dobram, 1946) contou a história de um grupo de freiras e da sua odisseia ao instalarem um posto missionário nos Himalaias. Seguiu-se The Red Shoes (Os Sapatos Vermelhos, 1948), um admirável musical sobre o mundo do ballet. Fez também um dos mais belos filmes de guerra de sempre: The Battle of the River Plate (A Batalha do Rio da Prata, 1956), um filme desenrolado durante a Segunda Guerra Mundial. Já a solo, filmou Peeping Tom (A Vítima do Medo, 1960) sobre um assassino em série que fotografa as suas vítimas no momento da morte. O filme foi muito mal recebido pela crítica e pelo público e este fracasso afetou bastante a carreira de Powell, que a partir daí trabalhou em televisão, realizando filmes de orçamento reduzido. O seu último título foi Return on the Edge of the World (1978), um documentário sobre as condições de filmagens do título original de 1937 e do reencontro com os atores ainda vivos. Vítima de cancro, o realizador faleceu na sua casa rural de Avening a 19 de fevereiro de 1990.
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Como referenciar
Porto Editora – Michael Powell na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2023-02-07 11:58:07]. Disponível em
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