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Miranda do Douro

Aspetos Geográficos
O concelho de Miranda do Douro, do distrito de Bragança, tem fronteira a nordeste e sudeste com Espanha e a oeste com os concelhos de Vimioso e Mogadouro, com os quais Miranda do Douro forma os municípios do Planalto Mirandês. O concelho está situado num planalto, sendo apenas acidentado no vale aberto e profundo do rio Douro com o qual faz fronteira com Espanha.
Com uma área de 488 km2, a área do concelho está dividida em 17 freguesias: Atenor, Cicouro, Constantim, Duas Igrejas, Genísio, Ifanes, Malhadas, Miranda do Douro, Palaçoulo, Paradela, Picote, Póvoa, São Martinho de Angueira, Sendim, Silva e Vila Chã de Braciosa.
Museu de Terra Miranda em Miranda do Douro
Sé Catedral de Miranda do Douro
Brasão do concelho de Miranda do Douro
Imagem do Menino Jesus da Cartolinha, na Sé de Miranda do Douro
Ruínas dos Antigos Paços Episcopais, Miranda do Douro
Em 2005, o concelho apresentava 7797 habitantes.
O natural ou habitante de Miranda do Douro denomina-se mirandense ou mirandês.
O clima deste concelho é bastante rigoroso, de verões tórridos e secos e invernos frios, de grandes nevadas.
História e Monumentos
Entre os monumentos do concelho salientam-se: as capelas de Nossa Senhora das Dores (séc. XVIII) e da Santíssima Trindade (séc. XVII), a igreja da Idade Média, em Constantim; o abrigo rupestre da Solhapa; a Igreja de Santa Eufêmia; a Fonte Ferrada ou a Fonte dal Ferradal (Idade Contemporânea), em Duas Igrejas; a Fonte do Concelho (Idade Moderna) e a Igreja, em Ifanes; a Igreja Paroquial ou a Igreja de Nossa Senhora da Expectação e o cruzeiro na freguesia de Malhadas; os Castros do Vale da Águia e de Aldeia Nova da idade do ferro (época romana); a Ponte dos Canos (Idade Média); a Fonte dos Canos (séc. XVIII); as igrejas de Miranda (antiga Sé), do séc. XVI, da Misericórdia (séc. XVIII) e a dos Frades Trinos (século XVII) ; as Ruínas das Muralhas e o Castelo (séc. XII), em Miranda do Douro, e o cruzeiro, na freguesia de Sendim.
Tradições, Lendas e Curiosidades
Miranda do Douro possui tradições únicas a nível nacional, como é demonstrado na dança típica dos pauliteiros de Miranda, de origem celta, e na língua própria - o mirandês.
Tem como romarias municipais a Festa da Senhora da Luz, no último domingo de abril, em Constantim; a Festa de Nossa Senhora da Assunção, a 15 de agosto, em Duas Igrejas; a Festa de Nossa Senhora das Graças, no primeiro domingo a seguir a 15 de agosto, em Miranda; a Romaria de Nossa Senhora do Nazo, a 8 de setembro, em Póvoa; e a Festa de Santa Bárbara, no domingo anterior a 15 de agosto, em Sendim. Tem feiras mensais nos dias 1, 10 e 20 em Miranda do Douro; no dia 15 em Malhadas; no dia 8 em Nazo; no dia 27 em Palaçoulo; e no dia 12 em Sendim. Na freguesia de Sendim realiza-se a feira anual dos Gorazes (Feira dos Burros), no dia 30 de outubro.
O concelho comemora o seu feriado municipal a 10 de julho.
Na Sé de Miranda do Douro encontra-se uma estatueta do Menino Jesus da Cartolinha. Reza a lenda que em meados do século XVII, no meio de uma batalha entre o povo de Miranda e os espanhóis, os portugueses se sentiram muito cansados e com fome. De súbito, surgiu no meio da multidão, vindo não se sabe donde, um rapazinho com uma espada em punho a dar-lhes forças e ânimo. Os portugueses recobraram forças, lutaram com tal garra que obrigaram os espanhóis a regressarem à sua terra. Entretanto, o menino desapareceu e o povo gritou "milagre foi o menino Jesus!". Daí terem esculpido uma estatueta de um menino com uma cartola enfiada na cabeça, o Menino Jesus da Cartolinha.
No mês de maio, realiza-se bienalmente na freguesia de Duas Igrejas a festa de Santa Bárbara. O povo chama-lhe também a Festa da primavera ou a Festa das Flores. Segundo a tradição, na véspera da festa faz-se a "pandorga" ou chocalhada, percorrendo as ruas da freguesia. Nessa noite, as famílias da povoação fazem fogueiras à porta de casa, queimando plantas com forte poder aromático. Os rapazes, que se fazem acompanhar por chocalhos, juntamente com as gaitas de foles, caixa e bombo, saltam a fogueira, com o objetivo de afastar os "maus espíritos".
No concelho de Miranda do Douro realiza-se, entre 25 de dezembro e o dia de Reis, a Festa dos Rapazes, que consiste na congregação dos rapazes solteiros da aldeia. A festa é presidida por um "juiz" ou por dois "mordomos" eleitos no último jantar desta celebração. O grupo de rapazes ocupa-se fundamentalmente do abate de uma vitela que irá servir a primeira refeição coletiva. Esses rapazes e o gaiteiro contratado assistem à missa do galo e, um pouco antes dela acabar, saem da igreja, envergam as máscaras e os respetivos trajes e tomam posições estratégicas no sentido de forçar as pessoas que saem da missa a concentrarem-se no largo da aldeia, onde terá lugar o "colóquio". O "colóquio" consiste na subida de um dos rapazes a um palco improvisado com carros de bois, onde tira a máscara e, em verso, dá as boas-festas aos presentes; os outros companheiros, um após outro, comentam em tom burlesco ou sarcástico os acontecimentos ocorridos durante o ano. Terminado o "colóquio", o grupo e o gaiteiro iniciam uma visita a todos os moradores da aldeia, e estes fazem-lhes ofertas. Terminada a ronda, os rapazes juntam-se num terreno amplo, onde por vezes se disputam as roscas oferecidas aos mordomos e onde tem lugar o baile.
A atividade artesanal está expressa nos tapetes, nas colchas, nas mantas, nos capotes (chamados de "honras mirandesas"), no ferro forjado, nos trabalhos em verga, nos produtos em madeira e nos instrumentos musicais.
Economia
A agropecuária e o comércio são o suporte económico do concelho. Cultivam-se cereais (trigo e centeio), batata, vinha e produtos hortícolas. Cria-se o gado bovino e ovino. Explora-se o pinheiro e o sobreiro (produção de cortiça). O concelho é rico em caça (perdiz, lebre, coelho e pato). A indústria tem pouca expressão no concelho, realçando-se a da construção civil, da cutelaria e da tanoaria.
O comércio é aquele que tem o maior número de trabalhadores, que, dada a proximidade com Espanha, existe em parte derivado ao turismo.
Realça-se que no concelho existem duas centrais hidroelétricas sobre o rio Douro, a de Miranda do Douro e a do Picote.
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Como referenciar
Porto Editora – Miranda do Douro na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-07-02 03:44:56]. Disponível em

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