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modelo de Stackelberg

Uma das áreas fundamentais da microeconomia é o estudo das estruturas de mercado, designadamente das formas que assumem do lado da oferta em termos de número e comportamento dos agentes que a compõem. Existem diversas formas alternativas de estruturas de mercado, que variam entre a de concorrência perfeita (em que existe um número elevado de vendedores e se admite que todos ignoram as ações uns dos outros) e de monopólio (em que existe apenas um vendedor que assume toda a produção do mercado e não tem de tomar em consideração o comportamento de rivais).
Para além dessas situações-limite, existem outras formas híbridas que com elas partilham algumas características. Essas formas são o oligopólio (caracterizado pela existência de um número reduzido de vendedores importantes que produzem a totalidade ou a maioria do produto do setor) e a concorrência monopolística (em que existe um número bastante elevado de vendedores que produzem produtos substitutos próximos mas imperfeitos dos produzidos pelos restantes e se verifica a livre entrada e saída de empresas do mercado). Uma situação específica de oligopólio é a de duopólio, em que há apenas duas empresas do lado da oferta.
Na avaliação das situações de oligopólio e duopólio é necessário ter em conta a existência de fenómenos de interação entre as decisões estratégicas das empresas intervenientes, sendo que esse aspeto é determinante nos resultados do mercado em termos de quantidades oferecidas e preços praticados. As diferentes possibilidades em termos de reações das empresas ao comportamento das outras traduzem-se na existência de diferentes modelos explicativos do funcionamento de oligopólios e duopólios.
Um dos principais modelos nesse âmbito é o denominado modelo de Cournot, aplicado a uma situação de duopólio, que toma como pressuposto base que cada empresa, numa situação de ponderação de alteração de estratégia em termos de quantidades produzidas, assume que a sua rival continuará a produzir a mesma quantidade após a sua decisão.
O modelo de Stackelberg utiliza o modelo de Cournot, mas introduz-lhe uma alteração fundamental: uma das empresas tem conhecimento que a outra se comporta como um duopolista de Cournot. Assim sendo, segundo o modelo de Stackelberg, a primeira das empresas referidas, que assume a posição de líder, vai escolher a quantidade a produzir tendo em conta o efeito que essa escolha terá no comportamento da rival (que assume a qualidade de seguidora). De facto, quando uma empresa (líder) sabe que a outra toma decisões ao nível das quantidades produzidas pressupondo que ela não vai alterar as suas, vai incorporar esse conhecimento nas suas decisões, passando a saber exatamente qual será a sua curva da procura. A partir daí, escolhe um nível de produção que lhe maximiza o lucro, gerando-se uma situação final de mercado em que os lucros da empresa líder superam os da empresa seguidora.
Este modelo não considera a possibilidade de ambas as empresas desejarem ser líderes, situação que levaria a uma situação em que as quantidades seriam superiores e os preços inferiores, numa situação idêntica à de concorrência perfeita.
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Como referenciar
Porto Editora – modelo de Stackelberg na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-08-14 19:31:38]. Disponível em

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