Livros & Autores

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Morte no estádio

Francisco José Viegas

Violeta

Isabel Allende

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais

Jogo dos erros

Modernismo

IntroduçãoArquiteturaLiteraturaIntrodução
O Modernismo em arquitetura desenvolveu-se durante a última década do século XIX e as duas primeiras do século XX. Apresenta-se como um fenómeno de extensão internacional mas que manifesta diferentes abordagens consoante o contexto cultural dos vários países, como a procura de um estilo ligado às novas conceções de espaço, às possibilidades estruturais de materiais como o ferro e o betão e às necessidades na sociedade capitalista e industrial.
Na literatura, o Modernismo em Portugal surge em 1915 com a publicação da revista "Orpheu", com a participação de Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Almada Negreiros, Luís de Montalvor e Ronald de Carvalho. Nesta revista nasce uma corrente de oposição ao Saudosismo, ao Academismo, ao Nacionalismo e ao Parnasianismo.
O primeiro Modernismo surgiu em Portugal com a revista Orpheu (1915)
Arquitetura
O Modernismo em arquitetura manifesta-se entre finais do século XIX e inícios do século XX e caracteriza-se pela vontade de superação dos modelos da arquitetura eclética e revivalista que denunciavam já a saturação das linguagens históricas. Foi um movimento artístico com dimensão internacional que abrangeu os países europeus e os Estados Unidos da América. Sendo um fenómeno essencialmente urbano, desenvolveu-se a partir de alguns núcleos de irradiação, como as cidades de Chicago, Paris, Munique, Berlim, Viena, Glasgow, Bruxelas e Barcelona.
Teve como precursores o movimento inglês Arts and Crafts e a americana Escola de Chicago. O primeiro, liderado por William Morris, propunha a recuperação de formas de produção ligadas ao artesanato; a Escola de Chicago assumia maior afastamento da tradição pela ligação e compromisso com os processos produtivos industriais. Incluía correntes muito diversas como o Modern Style, em Inglaterra, a Sezession na Áustria e Alemanha, o Liberty em Itália e a Arte Nova, em França e na Bélgica. Marcantes foram também outros movimentos periféricos como a Escola de Amsterdão, ou a importante associação alemã Deutscher Werkbund.
Apesar das diferentes orientações e manifestações, o Modernismo apresenta como pontos comuns a tentativa de colocar a arquitetura na vanguarda dos processos de desenvolvimento económico-social da cidade, ligando-a à criação de novos espaços e de novas imagens para a sociedade moderna. Propunha uma linguagem formal e espacial mais comprometida com as possibilidades permitidas pelos processos produtivos industriais e pelos materiais construtivos como o vidro, o betão e o ferro, que conheceram nesta altura grande divulgação. Responde a imperativos éticos ligados às necessidades da sociedade capitalista e às exigências de funcionalidade, de verdade estrutural e de simplicidade formal.
Ligado inicialmente a manifestações como a Arte Nova, o Modernismo tenta posteriormente superar a tendência eminentemente estilística e esteticizante, que apontava para formas de produção eminentemente artesanais e ainda carregadas de desenho, defendendo uma arquitetura mais depurada e funcional. Supera-se então definitivamente a tradição da arquitetura oitocentista, abrindo-se caminho para o desenvolvimento do Movimento Moderno e do Estilo Internacional.
Literatura
Surge no segundo decénio do século XX este movimento artístico que filosoficamente assenta em Fichte e Hegel. O Simbolismo nascente de Eugénio de Castro passa e dá lugar ao Neoclassicismo de Tirésias, depois da Ceifa..., tal como acontece com Jean Moréas. O espaço que decorre até ao Modernismo é preenchido pelo Simbolismo do distante Camilo Pessanha, pelo Saudosismo de Teixeira de Pascoaes, pelo Nacionalismo e Narcisismo de António Nobre e pelo Classicismo de António Sardinha. Pessoa e Sá-Carneiro, que foram saudosistas do grupo de A Águia e da Renascença Portuguesa, separam-se e vão dar origem ao grupo do Orpheu com Luís de Montalvor e Ronald de Carvalho. Orpheu entra abertamente em oposição com o Saudosismo, o Academismo, o Nacionalismo e o Parnasianismo. Sacode o grande público essa rajada impetuosa de Decadentismo, de sonho, do inconsciente em versilibrismo. O Paulismo, o Intersecionismo, o Sensacionismo «emaranhados imaginativos do grande todo», «Tudo é outra coisa neste mundo onde tudo se sente» (Álvaro de Campos), aparecem sucessivamente. É a permissão dada à liberdade confessional de interioridade que vai orientar os poetas do Surrealismo. Em Orpheu, o escândalo anuncia-se, prosseguindo em Centauro, Exílio, Portugal Futurista (1917), Atena (1924), mas é a Presença (1927) que vai fixar a influência do movimento que sacudiu mas não se impôs, o que, doze anos mais tarde, se torna possível, em razão do criticismo equilibrado de João Gaspar Simões, de José Régio, de Adolfo Casais Monteiro. A Nouvelle Revue Française vai permitir a esta geração continuar e aprofundar a semente estuante de seiva lançada em Orpheu. José Régio apresenta as linhas programáticas do nosso segundo Modernismo: uma arte renovada, desligada de intenções religiosas, nacionalistas, filosóficas, voltada para a busca, a descoberta do mundo interior do homem. André Gide e Paul Valéry são padrões da estética do movimento.
O Modernismo ensaia-se em 1913 com os poemas Dispersão de Sá-Carneiro e Pauis de Fernando Pessoa (publicado em Renascença, 1914). Progride com o encontro de Pessoa e José de Almada Negreiros depois da crítica de Pessoa em Águia a uma exposição de caricaturas daquele. Mário de Sá-Carneiro e Santa Rita Pintor com a sua rajada de Futurismo impulsionam o aparecimento do primeiro número de Orpheu, que provocou um impacto extraordinário. Orpheu só saiu duas vezes e os poetas modernistas vão publicando nas revistas já citadas. Simbolismo - Pauis, Decadentismo, Romantismo - passado e futuro - aproximam-se, juntam-se. Do Paulismo, Pessoa passa rapidamente para o Intersecionismo da Chuva Oblíqua e para o Sensacionismo em busca da tal arte europeia cosmopolita que visava, como diziam, "épater le bourgeois". A literatura moderna é apreciada por José Régio, que salienta a dispersão ou a multiplicidade da personalidade - a heteronímia em Pessoa e outros desdobramentos em Sá-Carneiro e Almada Negreiros, o seu irracionalismo, intelectualismo e "a expressão paradoxal das emoções e dos sentimentos" que levará ao Surrealismo.
Partilhar
Como referenciar
Porto Editora – Modernismo na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-05-19 02:39:54]. Disponível em
Artigos
ver+

Livros & Autores

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Morte no estádio

Francisco José Viegas

Violeta

Isabel Allende

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais

Jogo dos erros