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neologismo

Operação de formação de palavras que consiste na criação de um vocábulo novo recorrendo para isso aos processos de formação de palavras existentes e permitidos pelo sistema morfológico da língua. Os neologismos inscrevem-se nos processos de renovação e alargamento do léxico. Aos poucos estas palavras, inicialmente sentidas como recentes, acabam por incorporar-se na língua, até se perder a consciência da sua novidade.
Segundo a TLEBS existem os seguintes tipos de neologismos: a amálgama, o empréstimo, a sigla, a acronímia, a onomatopeia e a extensão semântica.
É na literatura que esta criação vocabular encontra um espaço privilegiado, como se pode verificar no seguinte excerto de Mia Couto, escritor moçambicano que reinventa a língua a cada momento, criando e adaptando do português de Moçambique neologismos muito sugestivos:
"Aurorava. O sol dava as cinco. As sombras, neblinubladas, iam espertando na ensonação geral. No topo das árvores, frutificavam os pássaros. (...) A claridade já muito espontava, como lagarta luzinhenta roendo o miolo da escuridão. As criaturas se vão recortando sob o fundo da inexistência. Neste tempo uterino, o mundo é interino. O céu se vai azulando, permeolhável. (...)"
Mia Couto, 1994, "O Poente da Bandeira", in Estórias Abensonhadas, Lisboa, Caminho: 71.
Outro exemplo é palavra estória, por oposição a história, um neologismo introduzido pelo escritor brasileiro Guimarães Rosa, num claro paralelismo com as palavras story e history no inglês. Assim, Estórias Abensonhadas são narrativas ficcionais, criadas pelo escritor, enquanto as histórias são narrativas que tiveram lugar num tempo-espaço reais, protagonizadas por pessoas de carne e osso.
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Como referenciar
Porto Editora – neologismo na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-10-02 01:34:50]. Disponível em

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