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O México, a América Central e as Antilhas (sécs. XIX - XX)

O desenvolvimento económico dos finais do século XIX, assente na exportação de matérias-primas, fez da América Latina uma importante reserva do capitalismo mundial. Este progresso permitiu a ascensão das classes médias, geradoras de grandiosas fortunas, em muitos casos esbanjadas na Europa. Por outro lado, este sistema de exploração deixava a maioria da população em condições de vida bastante precárias, situação que viria a perturbar os regimes políticos responsáveis por aquele modelo de desenvolvimento.
Este facto é visível a partir de 1910 com a revolução mexicana. A presidência de Porfírio Díaz, mantida entre 1876 e 1911, apoiada em ministros modernos, de ideologia anticlerical e influenciados pelo exemplo dos Estados Unidos da América, acabou numa guerra civil na qual se confrontaram a população tradicional e uma nova tendência num país enorme e mal enquadrado sócio-politicamente.
Esta luta entre as forças do poder e o exército da oposição foi seguida de combates entre fações rivais e mais tarde por uma guerra do tipo religioso (Cristeros).
Com o Governo de Cardenas (1934-1940) foi tentada uma reforma agrária. O partido único (o Partido Revolucionário Institucional) estabilizou-se e constituiu o Governo que ocupou o poder até à década de 40.
A América Central e as Antilhas foram, entretanto, submetidas à influência norte-americana. Cuba e a Nicarágua, por outro lado, ficaram durante anos presas a regimes ditatoriais, apoiados também pelos EUA.
A Primeira Guerra Mundial interrompeu as trocas e as imigrações e pôs em causa os modelos políticos e culturais oriundos da Europa. Com a abertura do Canal do Panamá, em 1914, e a retirada das potências europeias, os Estados Unidos tiveram oportunidade de fortalecer o seu domínio sobre o continente, para além da sua preponderância sobre as Caraíbas e a América Central, territórios onde era sobejamente conhecida a "diplomacia do dólar".
A crise de 1929 "partiu" dos Estados Unidos para atingir todo o Mundo, em especial as economias mais dependentes da sua influência. A América Latina sofreu um duro golpe com o rebentamento desta crise. Deu-se uma quebra do fluxo de capitais e os preços das matérias-primas caíram.
Nos países mais desenvolvidos esta crise acabou por ter repercussões positivas, uma vez que proporcionou uma primeira industrialização para substituição das importações. Apesar deste facto, não tardaram as tensões sociais e as dificuldades políticas.
A partir de 1930 surge uma grande instabilidade. Os militares, apoiados por alguns setores políticos, organizaram golpes de Estado. Os operários e empregados das cidades e uma parte das classes médias deixaram cair a sua confiança nos partidos liberais, aspirando à resolução dos problemas que os atormentavam, a respostas rápidas e eficazes que os libertassem da influência externa e do jogo dos grupos militares no poder.
É neste contexto de descontentamento quanto às políticas liberais, que pareciam não resolver os problemas mais prementes da população, que surgiram e se desenvolveram os populismos, sustentados pelos sindicatos, que atraíam adeptos através de um discurso nacionalista e progressista, embora, na prática, não se mostrando muito tolerantes ou moderados.
Estes movimentos populistas prometiam oferecer algumas melhorias das condições de vida dos citadinos, introduzindo alguns fatores de modernidade; contudo, não implementavam uma verdadeira reforma agrária. Os militares, esses, continuaram no poder.
Em Cuba e na Nicarágua os rebeldes derrubaram as antigas classes sociais privilegiadas e atacaram ferozmente o domínio norte-americano. Todavia, o preço a pagar por esta profunda alteração política e social foi a submissão à URSS e a militarização própria de uma sociedade revolucionária.
A partir dos anos 60 as Antilhas e a América Central deram início ao processo de descolonização. Logo em 1962 foi a vez de Trindade e Tobago e da Jamaica alcançarem a independência, sendo seguidos, em 1966, por Barbados, as Baamas, em 1973, Granada em 1974, a Dominica em 1978, Santa Lúcia em 1979, São Vicente e Granadinas também em 1979, Antígua e Barbuda e o Belize em 1981 e S. Cristóvão e Nevis em 1983.
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Como referenciar
Porto Editora – O México, a América Central e as Antilhas (sécs. XIX - XX) na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-05-19 15:53:04]. Disponível em
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