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Padre José Agostinho de Macedo

Poeta português nascido a 11 de setembro de 1761, em Beja, e falecido a 2 de outubro de 1831, em Lisboa. Filho de um ourives, estudou em Lisboa com os oratorianos e professou em 1778 na Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, no convento da Graça em Lisboa, sendo expulso em 1792 pelo facto de os superiores o considerarem "contumaz e incorrigível". Teve um curso acidentado, uma vez que, desobedecendo às regras devido ao seu feitio atrabiliário, foi consecutivamente mudado de convento. Chegou mesmo a agredir alguns irmãos em religião e até a transpor as paredes das casas religiosas em que viveu.
Turbulento e sem escrúpulos, Macedo foi várias vezes acusado e condenado pela Justiça por desmandos e roubos. Obteve, por fim, a despensa dos votos monásticos, mas destacou-se entre os mais célebres oradores do seu tempo, alcançando os seus sermões grande notoriedade na época.
Pregador na Corte, deitou mão das influências e proteções para atacar os seus inimigos políticos, entre os quais se salientam Bocage e Almeida Garrett a quem causou entrada no Limoeiro. Ingressou na Nova Arcádia, onde entrou em quezílias com Bocage, e veio mais tarde a pertencer à Arcádia de Roma, sob o nome de Elmiro Tagideu.
Padre José Agostinho de Macedo (1761-1831), autor de uma obra muito vasta
A sua atividade de satírico e panfletário começou, nesta época, a sentir-se na impiedosa sátira que dirigiu ao seu inimigo Bocage, a que este replicou com a famosa Pena de Talião na agressão em verso a Pato Moniz e na obra Os Burros, que satirizava os seus confrades.
Inicialmente, as leituras francesas tê-lo-iam contaminado das ideias do Iluminismo mas, após as invasões francesas, exercitou os seus dotes de polemista, atacando e denunciando Voltaire, Rousseau, toda a corte dos "pedreiros livres" ou jacobinos. Iniciou o seu canto à Ciência, envolvendo-a num manto teológico e absolutista e numa anglofilia, cujo símbolo máximo era Newton. As suas contradições ideológicas levaram-no a aderir à Revolução de 1820, em que participou com virulência no ataque aos liberais através de publicações soltas ou periódicas como A Besta Esfolada (1828-29), A Tripa Virada (1827), Tripa por uma vez, O Desengano (1830-31), etc.
Ex-frade de conturbada vida privada, Macedo tornou-se o execrado Procustes da Real Mesa Censória, não se limitando a eliminar as obras ou passagens adversas ao absolutismo, pois obrigava os autores a tecerem a crítica da sua obra, estampada no livro.
Na política como na literatura, José Agostinho de Macedo revelou uma fraca solidez de opiniões e uma instabilidade que ia a par de um carácter colérico, rebelde e instável. Pretenso Moderno de audaciosa novidade, o autor viveu numa época de convulsões políticas e transição literária dos árcades para o Romantismo que despontava. A sua exibição febril e sem pudor dá-lhe uma aparência de pré-romântico e o que o valoriza é quase apenas a grandeza da ambição e da conceção, uma vez que só em teoria ele antepõe a inspiração às regras.
Destaca-se ainda como introdutor da poesia naturalista, descritiva e científica entre nós, tendo-a colocado acima dos poemas épicos clássicos. Repudiou totalmente o uso da mitologia pagã e censurou o culto que os árcades, como Filinto Elísio, tinham pelos quinhentistas e atacou o gosto pelos efeitos do vocabulário e preocupações de estilo.
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Como referenciar
Porto Editora – Padre José Agostinho de Macedo na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-09-30 16:16:43]. Disponível em

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