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Palmela

Aspetos Geográficos
O concelho de Palmela, do distrito de Setúbal, ocupa uma área de 466,2 km2 e abrange cinco freguesias: Marateca, Palmela, Pinhal Novo, Quinta do Anjo e Poceirão.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 57 014 habitantes.
Brasão do concelho de Palmela
O natural ou habitante de Palmela denomina-se palmelense.
O concelho encontra-se limitado a norte por Benavente (distrito de Santarém), a noroeste pelo concelho de Alcochete, a nordeste pelo Montijo, a este por Vendas Novas (distrito de Évora), a sudeste por Alcácer do Sal, a sul e sudoeste por Setúbal e a oeste por Montijo, Moita e Barreiro.
Possui um clima mediterrânico, com um período seco de cerca de 80 a 100 dias, durante o verão, em que a temperatura média ronda os 29 ºC. No inverno, as temperaturas são moderadas.
Como recursos hídricos, possui a ribeira de Corva, a ribeira de Livração, a ribeira de Marateca e a ribeira de Califórnia, destacando-se ainda a barragem da Venda Velha.
A sua morfologia é bastante suave, destacando-se somente como elevações de maior altitude a serra do Louro (224 m) e o Vale dos Vinte e Um.
Estas terras estão incluídas no Parque Natural da Arrábida, nomeadamente a serra do Louro, que engloba áreas de reserva integral e reserva parcial. Esta última engloba a reserva botânica ("maquis" mediterrânico), reserva geológica (calcários), reserva zoológica (terrestre e marinha) e reserva paisagística. Estão também incluídas na Reserva Natural do Estuário do Sado, dado que estas terras possuem uma grande riqueza de vida animal e atividades económicas tradicionais, como pesca, atividade salineira, resinosa e corticeira. Esta reserva abrange uma grande área de zona húmida, que inclui o rio, zonas de lodo e sapais. Outros recursos de interesse nesta área são os vestígios arqueológicos e as dunas de Troia.
História e Monumentos
Os mais antigos vestígios encontrados nestas terras remontam ao Paleolítico Médio. As presenças visigótica, romana e muçulmana no concelho são comprovadas pelos achados arqueológicos resultantes de escavações realizadas no castelo de Palmela.
Em 1165, D. Afonso Henriques reconquista Palmela, é reedificado o seu castelo em 1172 e fundado um convento, que é oferecido à Ordem de Sant'Iago, em 1186.
Recebeu foral por D. Sancho I em 1185 e, em 1217-1218, os forais são confirmados por D. Afonso II em Santarém.
Em 1191, a invasão almóada provoca a perda de Palmela, arrasando-a, até que, em 1205, D. Sancho I reconstrói todas as obras de defesa e guarnece o castelo.
Em 1423, D. João II ordena que o Convento Mestral e cabeça da Ordem se situe no castelo de Palmela, determinando, por carta régia de 5 de maio, que a cabeça da Ordem seja definitivamente em Palmela.
A 1 de junho de 1512, D. Manuel I concede novo foral a Palmela.
Ao nível do património arquitetónico, destacam-se o castelo de Palmela, classificado como Monumento Nacional por decreto-lei de 16 de junho de 1910. Possui o revelim de defesa da entrada, porta do castelo com inscrição sobranceira e muralhas abaluartadas do século XVII; o Convento da Ordem de Sant'Iago; a Igreja de Santiago, do século XV; os Paços de D. Jorge; o torreão e os cubelos; a torre de menagem; e as ruínas da Igreja de Santa Maria.
O Convento de Santiago, de finais dos séculos XVII-XVIII, que se encontra junto à igreja de Santiago, foi recuperado nos anos 70 para funcionar como pousada. A igreja de Santiago de Palmela é do século XV, em estilo gótico; a igreja Matriz de Palmela é do século XVI e é renascentista; e a igreja de Santa Maria do Castelo é do século XII, tendo sido a primeira igreja paroquial de Palmela, encontrando-se, contudo, em ruínas desde o terramoto de 1755.
São de destacar ainda a Capela de S. João Batista, do século XVII, que está classificada como monumento de valor concelhio pelo decreto-lei de 31 de dezembro de 1997 e possui uma nave com notável lambrim de azulejo; e a Capela da Escudeira, de meados do século XVIII, localizada na vertente a norte da serra de S. Luís (Vale dos Barris), de culto a Nossa Senhora da Conceição.
Tradições, Lendas e Curiosidades
Das manifestações populares e culturais do concelho, referem-se: a festa das vindimas, realizada no primeiro domingo de setembro; a festa de Nossa Senhora da Conceição da Escudeira, em agosto; a romaria da Nossa Senhora do Cabo Espichel, em agosto; e a 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, a feira anual.
No artesanato, são típicos os trabalhos de pintura em azulejo e a tanoaria.
Como curiosidade, a origem do nome Palmela, que durante muito tempo se acreditou estar relacionada com Aulio Cornélio Palma, pretor romano que terá contribuído para o desenvolvimento da povoação, é posta em causa pelas referências árabes à praça-forte de Balmalla, que poderá estar na origem do topónimo Palmela.
Economia
A agricultura e a pecuária têm um importante papel na economia concelhia, seguindo-se o setor secundário, com a produção de vinho, montagem eletrónica, metalomecânica e construção civil.
Cerca de 48% da área do concelho é ocupada pela atividade agrícola, predominando os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, culturas hortícolas extensivas, pousio, vinha, prados e pastagens permanentes.
A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de aves, suínos e coelhos.
Cerca de 4167 ha do seu território são cobertos de floresta.
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Como referenciar
Porto Editora – Palmela na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-05-29 12:56:16]. Disponível em
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