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Paquistão


Geografia

País da Ásia do Sul. Banhado pelo mar Arábico (oceano Índico), a sul, faz fronteira com o Irão, a oeste, o Afeganistão, a noroeste, a China, a nordeste, e a Índia, a leste e a sudeste. A capital é Islamabad, com 1 365 000 habitantes (2015), e as maiores cidades são Karachi (16 618 000 hab.), Lahore (8 741 000 hab.), Faisalabad (3 567 000 hab.) e Rawalpindi (2 506 000 hab.).
Ponte sobre o rio Gilgit, norte do Paquistão (antiga rota da seda)
Bandeira do Paquistão

O Paquistão compreende quase toda a bacia hidrográfica do rio Indo. Na parte ocidental situam-se os Himalaias e na parte ocidental uma extensa planície que se prolonga de nordeste para sudoeste.

Clima
O clima do Paquistão é subtropical, sofrendo a influência das monções de junho a outubro. Possui ainda vastas áreas dominadas pela aridez, como o deserto de Thar, na região fronteiriça com a Índia, bem como áreas de alta montanha, onde as temperaturas são muito baixas.

Economia
Este país asiático possui depósitos de carvão, ferro, metal em bruto, cobre e outros recursos minerais que permanecem inexplorados. O Paquistão é detentor de centrais hidroelétricas e grandes reservas de gás natural, mas não possui petróleo.

Na década de 1960 deu-se um grande crescimento industrial devido à ajuda dos Estados Unidos da América e das ricas nações árabes muçulmanas. Grande parte deste crescimento foi feito à custa da produção agrícola. 1/4 da terra é arável e grande parte está irrigada. As exportações são constituídas por produtos manufaturados, como os têxteis de algodão, baseados nas suas próprias matérias-primas.

Existem indústrias de artesanato tradicionais, como a de tapetes e a manufatura de armas. Os principais parceiros comerciais do Paquistão são os Estados Unidos da América, a China, a Alemanha e o Reino Unido.


População
A população paquistanesa está estimada em 204 924 861 habitantes (2017). As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 21,9%o e 6,3%o. A esperança média de vida é de 68,1 anos.

O Paquistão é uma nação dividida entre os habitantes das montanhas e os povos das planícies. As fronteiras foram traçadas sem ter em conta as etnias; foram estabelecidas pelos britânicos quando governavam toda a Índia, sendo a sua principal preocupação a segurança militar. Como resultado, os patanes da fronteira noroeste espalharam-se entre o Paquistão e o Afeganistão, o território dos liques, ainda a noroeste, é cortado em dois pela fronteira com a Índia e, no sudoeste, os baloches vivem nos dois lados da fronteira com o Irão.

A população da montanha vive, em grande parte, fora do controlo do governo central, dirigindo os seus próprios negócios de armas, praticando uma agricultura de subsistência e pastoreando cabras e carneiros. A população da planície vive em aldeias com casas de lama e tijolo e preocupa-se basicamente com a execução de planos de irrigação e com o estado das colheitas de algodão e de trigo. Têm em comum a religião islâmica, embora a sociedade esteja repartida por vários grupos, castas e tribos.

Os quatro principais grupos regionais são os Panjábis, os Baloches, os Sindhis e os Patanes. A população resulta de uma mistura de vários povos indígenas cujas características raciais foram afetadas por vagas sucessivas de arianos, persas, gregos, árabes. As línguas são principalmente regionais (panjábi, baloche e pastó), mas a língua oficial é o urdu, embora também se fale inglês.

História
Durante um século a Companhia das Índias Orientais controlou o território paquistanês, mas em 1858 o governo inglês tomou conta da região. O Paquistão viria a nascer do Império Indiano da Grã-Bretanha quando em 1947 a Índia se tornou independente.

O estabelecimento das fronteiras com a Índia foi difícil, os massacres daquele ano foram trágicos porque ambos reivindicavam a posse de Caxemira que se encontra hoje separada por uma linha de cessar-fogo, o que continua a não agradar aos dois países. O Estado não se manteve unido porque foi impossível conciliar as diferenças religiosas e culturais das duas principais fações, os hindus e os muçulmanos. Devido à campanha de "dividir para reinar" do líder muçulmano Muhammed Ali Jinnah, o Paquistão foi criado para os muçulmanos.

O novo Estado era formado por dois territórios separados da Índia setentrional. O território oriental, predominantemente bengali, era o mais importante dos primeiros tempos do Paquistão, fornecendo a maior juta do mundo, mas a riqueza não era aqui investida, passando os bengalis a ser os parentes pobres do Paquistão Ocidental. Revoltados, começaram a exigir autonomia para o seu próprio Estado.

Em 1971 estalou no leste uma guerra de guerrilha que o governo paquistanês tentou reprimir à força. Milhões de refugiados fugiram para a Índia, que se viu forçada a intervir na guerra. Como resultado, o Paquistão Oriental transformou-se no Estado independente do Bangladesh, em 1971. A partir desta data, o Paquistão Ocidental lutou para encontrar a sua própria identidade. Devido à difusão do fundamentalismo islâmico, este país adotou a cultura islâmica como sua.

Continuam a existir grandes conflitos de interesses, aliados à luta pelo poder entre senhores feudais, mestres religiosos tradicionais e novos militares que detiveram o poder até 1988, altura em que se realizaram eleições legislativas.

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Como referenciar
Porto Editora – Paquistão na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-05-29 06:25:01]. Disponível em
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