Pernambuco
O estado de Pernambuco fica no Nordeste do Brasil. Faz fronteira, a norte com os estados de Paraíba e do Ceará, a leste com o oceano Atlântico, a sul com os estados de Alagoas e Bahia e a oeste com o estado do Piauí. Recife é a capital estadual. Pernambuco tem uma área de 98 311 km2 e uma população estimada em 8 502 603 (censo de 2006), com uma densidade populacional de 86,48 hab/km2. A esperança de vida é em média de 67,1 anos.
O relevo compreende a planície, ou Zona da Mata, a serra e o planalto. A ilha de Fernando de Noronha, ao largo da costa, é uma zona protegida por lei. O litoral encontra-se coberto de recifes, que deram o nome à capital do estado. A costa tem uma extensão máxima de 70 km para o interior, onde se encontra a serra de Borborema. A zona montanhosa é comum aos territórios de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte. No território de Pernambuco tem uma altura que varia entre os 500 a 1000 m de altitude. O ponto mais alto fica na Serra da Boa Vista com 1195 m de altitude. Para oeste fica a zona de planalto. Aqui domina o sertão com condições mais adversas e povoado escasso. Os principais rios são o São Francisco que tem por afluentes o Pajeú e o Moxotó. Para leste ficam os rios Capibaribe, Ipojuca e Una, que desaguam no Atlântico. Durante a estação seca os rios não tem água suficiente para a navegação. A vegetação divide-se por três regiões: a zona da mata, o agreste e o sertão. A zona da mata caracteriza o litoral com coqueirais e mangais que cobriam originalmente a região oeste. Hoje pouco sobrevive da Floresta Atlântica. O agreste é caracterizado por uma paisagem de transição entre a vegetação do litoral e a catinga. A terceira zona, o sertão está coberta por uma vegetação de pequeno porte e raízes profundas, adaptada às condições semiáridas. O clima é tropical húmido no litoral com temperaturas médias de 25 ºC e 1500 mm de pluviosidade. Para o interior, o clima é mais temperado nas zonas altas, mas para oeste, no sertão, as chuvas são escassas. Em média registam-se 600 mm anuais e a zona faz parte do Polígono da Seca, do Nordeste.
Em 1535 chegou o donatário Duarte Coelho às terras de Pernambuco, então chamadas de Nova Lusitânia. Dois anos depois, o donatário funda a vila de Olinda, onde instala o governo da capitania. A cultura da cana-de-açúcar, no vale do rio Capiberibe e do algodão prosperaram desde cedo atraindo colonos para a região. A capitania de Pernambuco era das mais prósperas do Brasil, a par da de São Vicente. No século XVI, os holandeses, atraídos pela riqueza destas terras, instalam-se, primeiro em Olinda e depois no Recife. Ficaram em Pernambuco durante vinte anos. Sob o governo do conde Maurício de Nassau a região prosperou e a sua influência ainda é visível no património arquitetónico da região. Expulsos os holandeses em 1654, os pernambucanos continuaram com a cultura da cana. Outras atividades como a pecuária, a mineração e o comércio, maioritariamente nas mãos dos portugueses contribuíram para o crescimento da economia pernambucana. A instabilidade social e política da província foi uma constante no século XVIII e XIX com a Guerra dos Mascates, em 1710, a Revolução Pernambucana em 1817, a Confederação do Equador em 1824 ou a Revolução Praieira em 1848. Em 1825, foi fundado o Diário de Pernambuco, o mais antigo periódico, ainda em circulação da América Latina. O período republicano viveu tempos conturbados e apesar de se terem feito reformas de base, a cana-de-açúcar continuou a ser a base económica de Pernambuco. Nos anos 50 e seguintes, o estado brasileiro investiu na região, sobretudo na indústria do açúcar, do álcool e ainda dos têxteis. O setor terciário tem um grande desenvolvimento, com relevo para a informática. Com uma costa de 187 km, o turismo é uma grande aposta da economia pernambucana que não se restringe às praias. Olinda e Recife são património classificado pela UNESCO e a ilha de Fernando de Noronha é uma reserva ecológica.
O relevo compreende a planície, ou Zona da Mata, a serra e o planalto. A ilha de Fernando de Noronha, ao largo da costa, é uma zona protegida por lei. O litoral encontra-se coberto de recifes, que deram o nome à capital do estado. A costa tem uma extensão máxima de 70 km para o interior, onde se encontra a serra de Borborema. A zona montanhosa é comum aos territórios de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte. No território de Pernambuco tem uma altura que varia entre os 500 a 1000 m de altitude. O ponto mais alto fica na Serra da Boa Vista com 1195 m de altitude. Para oeste fica a zona de planalto. Aqui domina o sertão com condições mais adversas e povoado escasso. Os principais rios são o São Francisco que tem por afluentes o Pajeú e o Moxotó. Para leste ficam os rios Capibaribe, Ipojuca e Una, que desaguam no Atlântico. Durante a estação seca os rios não tem água suficiente para a navegação. A vegetação divide-se por três regiões: a zona da mata, o agreste e o sertão. A zona da mata caracteriza o litoral com coqueirais e mangais que cobriam originalmente a região oeste. Hoje pouco sobrevive da Floresta Atlântica. O agreste é caracterizado por uma paisagem de transição entre a vegetação do litoral e a catinga. A terceira zona, o sertão está coberta por uma vegetação de pequeno porte e raízes profundas, adaptada às condições semiáridas. O clima é tropical húmido no litoral com temperaturas médias de 25 ºC e 1500 mm de pluviosidade. Para o interior, o clima é mais temperado nas zonas altas, mas para oeste, no sertão, as chuvas são escassas. Em média registam-se 600 mm anuais e a zona faz parte do Polígono da Seca, do Nordeste.
Em 1535 chegou o donatário Duarte Coelho às terras de Pernambuco, então chamadas de Nova Lusitânia. Dois anos depois, o donatário funda a vila de Olinda, onde instala o governo da capitania. A cultura da cana-de-açúcar, no vale do rio Capiberibe e do algodão prosperaram desde cedo atraindo colonos para a região. A capitania de Pernambuco era das mais prósperas do Brasil, a par da de São Vicente. No século XVI, os holandeses, atraídos pela riqueza destas terras, instalam-se, primeiro em Olinda e depois no Recife. Ficaram em Pernambuco durante vinte anos. Sob o governo do conde Maurício de Nassau a região prosperou e a sua influência ainda é visível no património arquitetónico da região. Expulsos os holandeses em 1654, os pernambucanos continuaram com a cultura da cana. Outras atividades como a pecuária, a mineração e o comércio, maioritariamente nas mãos dos portugueses contribuíram para o crescimento da economia pernambucana. A instabilidade social e política da província foi uma constante no século XVIII e XIX com a Guerra dos Mascates, em 1710, a Revolução Pernambucana em 1817, a Confederação do Equador em 1824 ou a Revolução Praieira em 1848. Em 1825, foi fundado o Diário de Pernambuco, o mais antigo periódico, ainda em circulação da América Latina. O período republicano viveu tempos conturbados e apesar de se terem feito reformas de base, a cana-de-açúcar continuou a ser a base económica de Pernambuco. Nos anos 50 e seguintes, o estado brasileiro investiu na região, sobretudo na indústria do açúcar, do álcool e ainda dos têxteis. O setor terciário tem um grande desenvolvimento, com relevo para a informática. Com uma costa de 187 km, o turismo é uma grande aposta da economia pernambucana que não se restringe às praias. Olinda e Recife são património classificado pela UNESCO e a ilha de Fernando de Noronha é uma reserva ecológica.
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Como referenciar
Porto Editora – Pernambuco na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2023-12-02 08:47:40]. Disponível em
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