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Polónia

Geografia
País da Europa Central. A Polónia é um dos maiores países da Europa, com uma área de 312 685 km2. É banhada, a norte, pelo mar Báltico, e faz fronteira com o enclave russo de Kaliningrado e a Lituânia, a nordeste, a Bielorrússia e a Ucrânia, a leste, a Eslováquia e a República Checa, a sul, e a Alemanha, a oeste.
As cidades mais importantes são Varsóvia, a capital, com 1 676 600 habitantes (2004), Lódz (776 400 hab.), Cracóvia (757 800 hab.), Poznan (636 800 hab.) e Gdansk (462 000 hab.).
Bandeira da Polónia
Palácio da Cultura, Varsóvia
Cidade de Gdansk
Automóvel Trabant numa rua de Gdansk
Varsóvia, bairro antigo
Paisagem rural típica da Polónia
Monumento às Vítimas da Guerra, Varsóvia
Carruagem para passeios turísticos em Varsóvia
À exceção da área sul, que é montanhosa, o território polaco é plano, fazendo parte da Grande Planície Europeia que, no período das glaciações, esteve coberta de gelos e que, ao recuarem, deixaram como testemunho inúmeros lagos e solos muito pobres, muito pedregosos. Mais de 75% da superfície não se eleva acima de 200 metros. Os principais rios são o Vístula e o Óder.
Clima
Na sua globalidade, o clima da Polónia é temperado continental, com invernos rigorosos, verões curtos e chuvosos e elevadas amplitudes térmicas anuais. O regime dos rios é condicionado pelo clima, aumentando muito o caudal no período do degelo ou quando as chuvas de verão provocam cheias. No litoral, os invernos tornam-se mais amenos e, no interior, mais rigorosos.
Economia
O país é o terceiro produtor mundial de batata e o sexto de hulha. A lignite extraída na bacia de Turoszów proporciona 95% da energia consumida. Desde o início dos anos 90 que o sistema económico polaco está em transição de uma estrutura de planeamento central para uma economia de mercado, com a conversão de empresas públicas em privadas. Depois de uma seca em 1994, a agricultura voltou a dinamizar-se e a fornecer produtos para exportação. A batata e a beterraba açucareira são os produtos agrícolas mais importantes, juntamente com o gado porcino. Os principais parceiros comerciais da Polónia são a Alemanha, a Itália, a Rússia e a Holanda.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 8,1.
População
A Polónia tem uma população de 38 536 869 habitantes (2006), o que corresponde a uma densidade populacional de 123,56 hab./km2. A taxa de natalidade é de 9,85%o e a taxa de mortalidade é de 9,89%o. A esperança média de vida é de 74,97 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,841 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,839 (2001). Étnica e linguisticamente é um povo homogéneo, constituído por polacos (99%) e ucranianos. Os católicos representam 91% da população. A maioria da população pratica o cristianismo. A língua oficial é o polaco.
Arte e Cultura
A Polónia tem produzido imensos artistas e intelectuais. Frédéric Chopin é o mais famoso compositor de música polaco. Czeslaw Milosz e Wislawa Szymborska receberam o Prémio Nobel da Literatura e é de destacar ainda, no século XX, o realizador Andrzej Wajda.
História
Povoada por povos germânicos nos séculos V e VI, a Polónia foi ocupada no século X por tribos eslavas que se instalaram nas bacias do Óder e do Vístula. Mieszko I, chefe dos polanas, governou o território desde 960, mas, após ter recebido o batismo em 966, abriu as portas ao cristianismo na Polónia. Os mongóis devastaram o país em 1241. Seguiram-se germânicos e judeus que aí se refugiaram e encorajaram o povo eslavo a colonizar o país. O primeiro parlamento conhecido na Polónia data de 1331. Com a dinastia de Jagelião (1386-1572), a Polónia uniu-se à Lituânia e aumentou o seu poder. Com o fim desta dinastia, esse poder declinou consideravelmente.
Em meados do século XVII, a Polónia envolveu-se em guerra com a Rússia, a Suécia e o Brandeburgo, saindo derrotada. As guerras com o Império Otomano provocaram discórdias com a nobreza, querelas com os reis, a continuação da existência de uma classe servil e a perseguição aos protestantes e ortodoxos católicos gregos. Toda esta situação empenhou o país e tornou-o permeável à interferência de outros estados, como sejam a Áustria, a Rússia e a Prússia. Em 1793 a Rússia e a Prússia apoderaram-se de muitas áreas da Polónia. Dois anos depois, os três países acabaram por ocupar a totalidade do território. A Polónia desapareceu do mapa da Europa entre 1795 e 1918. Com o Congresso de Viena, em 1815, foi feita uma nova divisão territorial, e a parte russa foi reconstituída e administrada por czares. Em 1830 e 1863 surgiram rebeliões que só levaram à intensificação da repressão.
A Polónia voltou a ser independente em 1918 com a liderança de Jozef Pilsudski que, aproveitando a instabilidade interna da Rússia, avançou sobre a Lituânia e a Ucrânia. Mais tarde o Exército Vermelho obrigou a Polónia a retirar destes territórios. Os anos que decorreram entre 1918 e 1926 foram de instabilidade, o país foi governado por 14 coligações multipartidárias.
Em abril de 1939 o Reino Unido e a França assinaram um pacto de ajuda militar à Polónia em caso de ataque. A invasão do país pela Alemanha, a 1 de setembro de 1939, levou à Segunda Guerra Mundial. A ocupação nazi conduziu à exterminação, em campos de concentração, de 6 milhões de pessoas, das quais metade eram judeus. Depois da guerra, teve de ceder à Rússia 181 350 km2, mas ganhou 101 000 km2 à zona ocidental alemã. Em 1947 a República do povo foi estabelecida, a Polónia entrou para o Comecon em 1949 e passou a integrar o Pacto de Varsóvia em 1955. O país foi governado em regime de partido único com uma estrutura governamental e administrativa idêntica à do modelo soviético até 1989. A sociedade polaca nunca se adaptou muito bem à política de coletivização dos bens de produção. Houve insurreições em 1956 que causaram 53 mortos e, em 1970, motins a que se seguiu um aumento dos preços dos bens essenciais. Em 1979, a visita do papa João Paulo II ao seu país de origem, a Polónia, foi recebida com grande entusiasmo pela Igreja Católica e fez com que a oposição ao regime subisse de tom. Lech Walesa, um eletricista, fundou, em 1980, a Confederação Nacional dos Sindicatos da Polónia, conhecida pelo nome de Solidariedade. Em agosto desse mesmo ano, registaram-se paralisações em Gdansk que rapidamente se estenderam por outras cidades. As pressões do movimento de Walesa aumentaram e o governo impôs, em dezembro de 1981, a lei marcial que durou 18 meses. O estatuto legal do Solidariedade tinha terminado, e o seu líder estava preso.
A economia estagnou nos anos seguintes e o descontentamento laboral que ainda se verificava em 1988 levou o chefe do governo a mudar radicalmente de política e a voltar a sentar-se à mesma mesa com o Solidariedade, que entretanto tinha sobrevivido na clandestinidade. Em abril de 1989, as negociações resultaram em reformas no sistema político que converteram a Polónia na primeira república a dispor de um sistema parlamentar multipartidário, no seio dos países europeus que pertenciam ao bloco soviético. Esta reestruturação admitia oposição ao Partido Comunista e o movimento Solidariedade foi autorizado a participar nas eleições, que resultaram em vitória, e subsequentemente a fazer uma coligação com o Partido Comunista. Desde 1991 há eleições livres e multipartidárias.
Nas eleições parlamentares de 2001 o Solidariedade sofreu uma significativa derrota, pois não conseguiu eleger nenhum deputado para o Parlamento.
A Polónia aderiu à Nato em 1999 e à União Europeia no dia 1 de maio de 2004 numa cerimónia realizada em Dublin.
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Como referenciar
Porto Editora – Polónia na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-05-22 03:14:22]. Disponível em
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