Livros & Autores

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Morte no estádio

Francisco José Viegas

Violeta

Isabel Allende

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais

Rainha Mãe de Inglaterra

Rainha Mãe dos ingleses, Elizabeth [Isabel] Angela Marguerite Bowes Lyon nasceu a 4 de agosto de 1900, em Hertfordshire, na Inglaterra, filha dos condes de Strathmore & Kinghorne, uma casa nobre escocesa. Os ingleses consideravam-na a avó de toda a nação, chamando-lhe carinhosamente de Rainha Mãe.
Elizabeth foi educada nas propriedades da família na Escócia, tendo tido uma infância despreocupada e feliz, num espírito de abertura e de modernidade. Nascera, de facto, no seio da aristocracia e não da realeza, o que lhe dava maiores liberdades e menos incumbências públicas. Mas o ambiente da realeza não era nada estranho a Elizabeth, e foi mesmo no seio deste que veio a conhecer o seu futuro esposo, o tímido duque de York, o príncipe Bertie (1895-1952), segundo filho do rei Jorge V (1865-1936) e mais tarde Jorge VI, depois de seu irmão, Eduardo VIII (1894-1972), abdicar do trono em 1936 (ao fim de nove meses, na sequência do seu casamento com uma senhora americana, Wallis Simpson, divorciada). O casamento com o duque de York ocorreu a 26 de abril de 1923.
Elizabeth torna-se assim Rainha, a 10 de dezembro de 1936, de forma inesperada, contra as suas expectativas de fundar uma família feliz, afastada da opinião pública e dos problemas da realeza. Tinha o casal duas filhas, Elizabeth (Isabel II), nascida em 1926, e Margaret Rose (Margarida), que nasceu em 1930. Em dezembro de 1935, Elizabeth foi acometida por uma pneumonia e mais tarde, já depois da Guerra, em 1948, por uma forte gripe, Influenza.
Os ingleses consideravam-na a avó de toda a nação, chamando-lhe carinhosamente de Rainha Mãe
O seu marido, o duque de York, tinha problemas de saúde, ascendendo ao trono também numa época difícil para o país e para a Europa, que se viria a agudizar com a Segunda Guerra Mundial. Todavia, manteve-se sempre ao lado do povo, ao qual apoiou e incentivou, mesmo debaixo de pesados bombardeamentos alemães, acolhendo também outras famílias reinantes da Europa em fuga e vários políticos e dissidentes de países ocupados pela "Nova Ordem" nazi. Nestes momentos difíceis a rainha Elizabeth soube estar sempre do lado do marido e do povo, cuidando da família e incentivando o monarca no cumprimento das suas funções e obrigações. A experiência da guerra não era estranha a Elizabeth, que atravessara já a Primeira Guerra Mundial (1914-18) e vira muitos jovens partir para uma guerra do outro lado do Canal. Mas agora, a guerra "caía-lhe em cima da cabeça". Sir Winston Churchill, durante os violentos bombardeamentos alemães sobre Londres, a par de outras individualidades britânicas, apelou à rainha para que acompanhasse as suas filhas para a segurança do Canadá, longe da guerra e do perigo. No entanto, em conformidade, aliás, com a posição de seu marido, do qual esteve sempre ao lado, recusou tal hipótese, afirmando que se manteria junto ao seu povo. Respondeu assim, categoricamente, à proposta de se retirar para o Canadá: "As meninas não vão sem mim, eu não irei sem o Rei e o Rei não nos abandonará nunca". Era por isso bastante comum ver a Rainha visitar os locais bombardeados, a confortar as famílias ou a incutir moral nas tropas e no povo. Um dia, depois de um raid aéreo sobre o palácio de Buckingham e da destruição infligida, Elizabeth disse ter sentido na pele aquilo que os seus compatriotas e habitantes de Londres sentiam durante e depois de cada ataque alemão. Esta inamovível presença da família real britânica junto do povo marcou para sempre os ingleses, que, graças a tal exemplo de coragem e apoio ao povo, mantêm uma elevada confiança na instituição monárquica, só abalada por escândalos recentes e sem qualquer relação com a Rainha Mãe.
Em 6 de fevereiro de 1952, seu marido, o rei Jorge VI, morre. Elizabeth abdica então do seu título de rainha e a sua filha mais velha torna-se a rainha de Inglaterra, sob o nome de Isabel II, mantendo-se ainda no trono. Elizabeth Bowes-Lyon adota então o título de "Rainha Mãe", para evitar qualquer confusão com a sua filha, que também tinha o mesmo nome e era rainha. Mas Elizabeth não se retirou da vida pública, apesar de o fazer de forma discreta e sempre em apoio da sua filha e da Casa Real, nunca impondo a sua dignidade de Rainha Mãe. O seu quotidiano era preenchido por atividades de Estado, militares, cívicas e de caridade. Manteve sempre uma extraordinária adaptação aos novos tempos, às novas tendências e acima de tudo uma alegria transbordante e contagiante, mantendo uma aura de popularidade notável junto dos ingleses e também em toda a Europa. Dignidade, graça, compreensão pela vida fora dos palácios e pelo quotidiano do povo, apoiados numa forte personalidade, eram as características marcantes desta figura cimeira da monarquia inglesa, unanimemente acarinhada por todos os setores da população. Manteve-se sempre de sorriso pronto e elegantemente vestida, não disfarçando uma das suas "fraquezas" antigas: uma grande vaidade em termos de guarda-roupa e em joias, mesmo nos últimos anos da sua vida.
Faleceu enquanto dormia a 30 de março de 2002, vítima de infeção pulmonar.
Partilhar
Como referenciar
Porto Editora – Rainha Mãe de Inglaterra na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-05-20 08:28:26]. Disponível em

Livros & Autores

O Crespos

Adolfo Luxúria Canibal

Morte no estádio

Francisco José Viegas

Violeta

Isabel Allende

Bom português

puder ou poder?

ver mais

tras ou traz?

ver mais

a folha foi impressa ou imprimida?

ver mais

desfrutar ou disfrutar?

ver mais

caibo ou cabo?

ver mais

extrema ou estrema?

ver mais

brócolos ou bróculos?

ver mais