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Rocaille

Designação relacionada com a decoração de gosto rococó surgida em França nos últimos anos do reinado de Luís XIV (1643-1715) e principalmente na regência (1715-1723) do duque de Orleães, Filipe, na menoridade de Luís XV (1715-1774), com o qual adquire maior expressão artística e voga por toda a Europa, embora decaia um pouco na sua parte final e desapareça mesmo com Luís XVI. Também se lhe chama Luís XV ou Regência, de acordo com a época - ou sua estilização subsequente -, ou até mesmo Pompadour, a partir do nome de uma célebre dama francesa que terá congregado à sua volta artistas e sábios, para além de influir no governo do país, muito contribuindo para difundir o gosto rocaille, aristocratizando-o até.
O Rocaille foi divulgado por Cochin des Fils, artista francês, que atribui a sua origem a italianos, como Borromini. Rafael, com os seus grotescos, por exemplo, anuncia já de certa maneira a estilização das linhas e das formas. Outros relacionam este estilo com a arte chinesa.
De decoração caprichosa e nem sempre equilibrada, apresenta irregularidades e assimetrias de forma a poder imitar as rochas (daí o nome), grutas, conchas e cristas das ondas, entre outras formas rústicas da natureza. Este estilo decorativo e ornamental abandona, com as suas fantasias e linhas sinuosas, toda a solenidade clássica vigente até grande parte do reinado de Luís XIV. Nas obras de decoração - arquitetura, mobiliário, cerâmica - e mesmo nos objetos de uso e adorno, o ritmo desordenado de elementos decorativos caprichosos sobrepõe-se à pureza de linhas, imperando então os concheados, laços de fitas, concreções minerais, sinuosidades vegetais, pássaros ou crustáceos em linhas contornadas, ornatos mais apropriados à fantasia dos decoradores, com um público cada vez maior e o interesse da corte a crescer. Existe, portanto, uma imitação da natureza, mas sem servilismos ou reproduções exatas, antes uma inspiração, uma fantasia da imaginação, que estilizava, e deformava até, os motivos naturais.
Esta forma de arte, cujos maiores criadores são Oppenordt, Meissonnier e Pineau, conhece a sua melhor expressão na ourivesaria, nas porcelanas, no pequeno mobiliário, nos bronzes e nos lambris, para além de candeeiros, castiçais e ferragens várias, atingindo a pintura e a escultura. Influi em todos os países europeus, mesmo na rígida Inglaterra, onde o mobiliário rocaille francês terá grande aceitação e inspirará variantes regionais de elevada qualidade e estilização muito própria, como o Chippendale e o Queen Anne, que irradiarão depois para o Continente, nomeadamente para a Alemanha. As formas do mobiliário rocaille chegarão também a Portugal, muito à custa da recolha de gravuras e estampas, tendo sido preferido, porém, o "estilo" inglês de Chippendale, principalmente no reinado de D. José (1750-1777).
Assim, o Rocaille, como expressão artística dotada de poesia e fantasia, procurando a graça e o charme, a surpresa e o encanto, implanta-se em toda a Europa, caracterizando a fase mais sedutora do Século das Luzes.
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Como referenciar
Porto Editora – Rocaille na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-05-28 20:51:21]. Disponível em

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