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Santana (Madeira)

Aspetos Geográficos
O concelho de Santana localiza-se na Região Autónoma da Madeira (RAM) (NUT II e NUT III). Ocupa uma área de 95,9 km2 e abrange seis freguesias: Arco de S. Jorge, Faial, Santana, S. Jorge, S. Roque do Faial e Ilha.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 8509 habitantes.
Brasão do concelho de Santana
Casa típica da vila de Santana
O concelho é limitado a oeste pelo concelho de S. Vicente, a sudoeste por Câmara de Lobos, a sul pelo Funchal, a sudeste por Machico e a norte pelo oceano Atlântico.
Possui um clima de influência marítima, com verões amenos, com uma temperatura média que ronda os 24 °C, e invernos também amenos, com temperaturas geralmente por volta dos 17 °C.
A sua morfologia é bastante acidentada, destacando-se o monte de Ruivo de Santana (1862 m), que é o de maior altitude no arquipélago, o pico das Torrinhas (1823 m), o Caldeirão Verde (1270 m), Canário (1592 m) e Chiqueiros da Queimada (1407 m). A costa é constituída, na generalidade, por falésias abruptas e inacessíveis pelo lado do mar.
Como áreas naturais de destaque, de referir a Reserva Natural do Sítio da Rocha do Navio, criada em 1997 - um habitat potencial da foca-monge - e um ilhéu onde se encontram espécies da flora característica da Macronésia, existentes nas falésias do litoral. Neste local a caça é totalmente proibida, assim como a utilização de redes. O Parque dos Queimados é também uma reserva natural, cuja fauna e flora são de rara beleza.
Como recursos hídricos, possui a ribeira da Silveira, a ribeira da Fonte de Louro, a ribeira de São Jorge, a ribeira do Seixal e a ribeira da Soca.
História e Monumentos
As terras deste concelho foram descobertas no século XV, mas viriam a ser colonizadas muito mais tarde do que as terras do Sul, por não terem terrenos tão férteis.
A freguesia foi criada em junho de 1552 e foi elevada a vila e sede do concelho em 1835.
Ao nível do património arquitetónico, destacam-se a Igreja Matriz de São Jorge, que foi edificada em 1660 sobre os alicerces de uma pequena capela do século XV e que possui um templo em obra de talha dourada, sobressaindo a do altar-mor, uma das mais admiradas da Madeira, e a do púlpito; o Fortinho do Faial, que é limitado por um muro de pedra aparelhado e ornamentado em volta com canhões de fraca potência, apontados para o mar, e que, segundo consta, pertenciam aos barcos ingleses dos séculos XVIII e XIX; e ainda as casas típicas triangulares, cobertas de colmo.
Tradições, Lendas e Curiosidades
Das manifestações populares e culturais de destacar a festa São Roque do Faial, realizada no penúltimo fim de semana de julho, em que se dá o encontro de grupos culturais (corais) do concelho; a festa de São Roque, no último fim de semana de agosto; a festa do Senhor, no primeiro fim de semana de setembro; a festa de Compadres, no segundo domingo antes do dia de Entrudo; e ainda a Exposição da Anona, em fevereiro ou março (data a confirmar); e o Encontro de 48 Horas a Bailar, o Festival Regional de Folclore e a Feira dos Municípios, realizados simultaneamente em julho. Nestes encontros, o povo aproveita para cantar, dançar e reavivar, de forma entusiasta e lúdica, os traços mais significativos da cultura da região.
No artesanato, salientam-se os trabalhos em vime e os bordados.
Como figuras ilustres da História, destacam-se Baltasar Dias, um dramaturgo do século XVI, de cujas obras se salientam o Auto de Santa Catarina e o Auto de Santo Aleixo; Maria Helena Acciaioli Ferraz de Noronha (1839-1907) que, tendo sido uma professora preocupada com as crianças e com os pobres, fundou a Escola do Imaculado Coração de Maria; e Domingos Cardoso (1878-1974), que era tenente e que entre a população madeirense ficou conhecido por ter instituído a sopa diária para os pobres do Funchal. De referir também Luís Augusto Acciaioli (1804-1885), escritor preso na Madeira pela rendição às forças miguelistas, vindo a ser posteriormente provedor e administrador do concelho de Santana.
Como espaço cultural, destaca-se o Fortinho do Faial, que funciona como uma sala permanente de exposições de fotografia e de gravuras antigas de toda a freguesia. É, ao mesmo tempo, um mirante com uma privilegiada vista panorâmica, tanto para o mar como para as freguesias circundantes.
Como curiosidade, regista-se que a 20 de janeiro de 1957 ocorreu uma aurora boreal, que deixou estupefactos todos os que assistiram a este fenómeno. Uma semielipse com um brilho cintilante e avermelhado surgiu repentinamente entre o Sítio do Farrobo (São Jorge) e a Achada do Gramacho, a mancha brilhante deslocou-se lentamente na direção norte-leste, durante meia hora. Algum tempo depois, o mesmo facto ou fenómeno similar ocorreu, e foi relatado, noutros pontos de Portugal e da Europa.
Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor terciário, nas áreas da hotelaria, turismo de habitação e pequeno comércio. No setor secundário, destacam-se as indústrias de construção civil, carpintaria e serralharia.
A agricultura é ainda importante na economia concelhia, predominando o cultivo de cereais para grão, batata, culturas hortícolas intensivas, frutos subtropicais e vinha. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de aves, coelhos e caprinos. Cerca de 30% (775 ha) do seu território está coberto de floresta e cerca de 1132 ha correspondem a terrenos agrícolas.
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Como referenciar
Porto Editora – Santana (Madeira) na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-11-30 13:59:31]. Disponível em
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