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Santiago do Cacém

Aspetos Geográficos
O concelho do Santiago do Cacém, do distrito de Setúbal, localiza-se no Alentejo (NUT II) e no Alentejo Litoral (NUT III). Ocupa uma área de 1059,1 km2 e abrange 11 freguesias: Abela, Alvalade, Cercal, Ermidas-Sado, Santa Cruz, Santiago do Cacém, Santo André, São Bartolomeu da Serra, São Domingos, São Francisco da Serra e Vale de Água.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 30 305 habitantes.
Estação de caminhos de ferro de Santiago do Cacém
Brasão do concelho de Santiago do Cacém
Fachada da Igreja do Cercal, no Cercal do Alentejo, Santiago do Cacém
Ruínas de Miróbriga, no concelho de Santiago do Cacém
O natural ou habitante de Santiago do Cacém denomina-se santiaguense.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Grândola, a oeste pelo oceano Atlântico, a sudoeste por Sines, a este por Aljustrel, a nordeste por Ferreira do Alentejo e a sul por Odemira e Ourique, no distrito de Beja.
Possui um clima mediterrânico, com um período seco de cerca de 80 a 100 dias, durante o verão, em que a temperatura média varia entre os 23 ºC e os 29 ºC. No inverno, as temperaturas são amenas. Registam-se algumas variações a nível climático entre o litoral e o interior do concelho.
Como recursos hídricos, possui o rio Sado, a ribeira da Cascalheira, a ribeira da Ponte, a ribeira de Campilhas, a lagoa de Santo André e a albufeira de Campilhas.
A sua morfologia é bastante suave, destacando-se somente como elevações de maior altitude o monte da Rata (109 m), do Serro da Corte (145 m) e de São Bartolomeu da Serra (200 m).
História e Monumentos
Há vestígios da ocupação romana, relacionada com a origem do povoado, com a fundação da cidade de Miróbriga, cerca do século V ou IV a. C., tendo sido, possivelmente, uma cidade-santuário dedicada ao deus Esculápio.
Em 712, aquando da invasão muçulmana, estaria já abandonada, tendo sido ocupado um cerro próximo, o local onde hoje se encontra o castelo medieval. Em 1157 deu-se a primeira conquista aos mouros, mas entre 1191 e 1217 o povoado esteve novamente sob domínio dos muçulmanos. Foi definitivamente reconquistada pelo bispo de Lisboa, D. Soeiro, com a ajuda dos Templários e dos Espatários, ficando na posse destes cavaleiros até finais do século XV. Nesta altura, passou a senhorio particular do grão-mestre D. Jorge, duque de Coimbra, filho natural de D. João II, e, por sua morte, aos seus descendentes, futuros duques de Aveiro.
A 20 de setembro de 1512 foi-lhe outorgado foral por D. Manuel I e, em 1759, reverteu para a coroa.
Ao nível do património arquitetónico e monumental, destaca-se o Castelo de Santiago do Cacém, que fica sobranceiro à vila e que se singulariza pelos seus cubelos e pela barbacã ameada que circunda as muralhas, conservando o portal sul romano-gótico, e do qual se destaca a Igreja Matriz, fundada no século XIII pelos cavaleiros da Ordem de Sant'Iago e que sofreu alterações, no século XVI, em estilo manuelino.
As ruínas romanas de Miróbriga datam do século V ou VI. Esta seria uma cidade romana, implantada sobre um povoado fortificado do Bronze Final e da Idade do Ferro. Do núcleo urbano são visíveis o fórum, as termas, a zona habitacional, alguns troços de calçada, uma ponte e o hipódromo, o único conhecido em Portugal.
É de referir também o santuário de Nossa Senhora da Graça, de grande devoção mariana, especialmente por parte dos habitantes de Santiago do Cacém e de Santo André. Na capela realizam-se diversas cerimónias religiosas, designadamente encontros de oração, e é um local de retiro e de outros eventuos de cariz espiritual. No interior existe uma imagem de Nossa Senhora da Graça, cujo revestimento é feito a azulejo.
Tradições, Lendas e Curiosidades
São muitas as manifestações populares e culturais no concelho: a festa de Nossa Senhora da Graça, realizada no último domingo de maio, com várias cerimónias religiosas, designadamente encontros de oração, e as feiras anuais, no quarto domingo de abril e no quarto domingo de julho; a Santiagro, "Feira Agrícola", em maio, de promoção económica e cultural; a FATAL - Feira de Artesanato e Turismo do Alentejo Litoral; as festas tradicionais de Relvas Verdes, ambas em julho; a Feira do Monte, em setembro; as festas tradicionais de Aldeia dos Chãos, em agosto, e o Dia do Município, a 25 de julho.
No artesanato, salientam-se os trabalhos de latoaria, as rendas, os bordados, os trabalhos em barro e de cortiça, a tapeçaria e a madeira.
Como instalação cultural, o concelho possui o Museu Municipal de Santiago do Cacém, no qual são de relevar as secções de numismática e de arqueologia, esta última representativa da ocupação humana na região, desde os tempos do Paleolítico Superior. Na coleção de etnografia, destaque para a cozinha tradicional alentejana, a que se junta a recriação de um quarto popular, o qual faz contraponto com outro de gosto marcadamente burguês e que se insere num notável legado de uma das famílias da região - os Condes de Avillez.
Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor primário, seguidas das do secundário e do terciário.
A agricultura mantém ainda uma grande importância, com 43,9% da área do concelho destinados à exploração agrícola, destacando-se os cultivos de cereais para grão, de prados temporários e de culturas forrageiras, de culturas industriais, do pousio, do olival, de prados e de pastagens permanentes.
A pecuária reveste-se também de alguma importância, nomeadamente na criação de aves, ovinos e suínos.
Cerca de 7785 hectares do seu território são cobertos de floresta.
Assim, a agricultura, a suinicultura e o descasque de arroz são as atividades de maior importância, seguidas pela indústria, nomeadamente as oficinas auto, a construção civil, a serralharia civil, a transformação de mármores, a serração de madeira e a transformação de cortiça.
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Como referenciar
Porto Editora – Santiago do Cacém na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-11-27 05:33:14]. Disponível em
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