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Sé Catedral de Bragança

A edificação da igreja que hoje funciona como Sé Catedral deve-se ao desejo do povo e de D. Teodósio, 5.º duque de Bragança, de construir um convento de Clarissas, num lugar chamado Cruz de Pedra. Quando se encontrava já em fase de conclusão (1561), esta obra foi entregue à Companhia de Jesus, que o transformou num colégio jesuítico - a recém-criada casa conventual. Este colégio foi durante duzentos anos o centro da vida cultural e religiosa da diocese e aqui foram ministrados, com nível universitário, os cursos de Teologia, Filosofia e Humanidades.
Com a expulsão da Companhia de Jesus de Portugal, em 1759, pelo marquês de Pombal, o edifício foi entregue à diocese de Miranda do Douro. Mais tarde, a diocese transmontana seria dividida em duas para, passado pouco tempo, voltarem a ser uma só, com sede em Bragança, por não se justificar num território tão pobre a existência duas dioceses.
O Episcopado entendeu que a igreja do antigo colégio não tinha dimensões suficientes para as funções de Sé, pelo que mandou acrescentá-la e construir novo edifício. No entanto, este grandioso projeto só ficaria pelos alicerces, guardando-se a sua planta no Paço Episcopal - dependência onde hoje funciona o Museu Abade Baçal de Bragança.
Sé catedral de Bragança
Os aumentos feitos à antiga igreja jesuítica foram de pouca monta, tendo sido mais relevante a ornamentação acrescida na centúria de Seiscentos.
Do lado norte da singela fachada desenvolve-se uma elegante galeria toscana, e atrás desta ergue-se a torre sineira. A entrada que dá acesso à igreja encontra-se na fachada lateral e mostra um interessante portal renascentista, acolhendo no tímpano um nicho com a imagem de Nossa Senhora com o Menino. No seguimento deste aparece-nos uma pequena porta envolta por arco de volta perfeita, de arestas chanfradas, do século XVI, porta de entrada para um vestíbulo que dá acesso a várias dependências. Ainda nesta parede rasgam-se duas janelas de gosto renascentista e uma outra de maiores dimensões protegida por gradeamanto, já com características barrocas, com frontão curvo interrompido e fogaréu ao centro. Encimava este janelão um brasão da companhia de Jesus, hoje exposto no Museu Abade Baçal.
O interior do templo, com cobertura em abóbada nervada, é marcado pela talha dourada dos retábulos ao Estilo Nacional seicentista e pelo arco triunfal renascentista armoriado (armas da cidade) na pedra de fecho.
A capela-mor apresenta cobertura em abóbada em nervuras estreladas, ornamentada nos encontros das nervuras, e lambril revestido a azulejos policromos do século XVII. Mostra ainda a capela-mor um excelente retábulo do Estilo Nacional formado por colunas pseudo-salomónicas rematadas por arcos concêntricos. A decoração preenche praticamente toda a estrutura, numa composição onde dominam os símbolos eucarísticos.
Neste conjunto arquitetónico destaque-se a sacristia, pela sua magnífica ornamentação: os painéis do teto, que retratam cenas da vida de Santo Inácio de Loyola, as paredes submergidas por bons trabalhos em talha dourada, sobre o arcaz, pinturas e esculturas onde se destaca a imagem de Cristo na Cruz, a de S. Francisco de Assis e de Santo Inácio de Loyola, e ainda as excelentes alfaias litúrgicas do século XVIII.
O claustro desenvolve-se em dois pisos: o primeiro, aberto em arcos abatidos, é sustentado por colunas toscanas; o superior é formado por janelas geminadas e molduradas por colunelos.
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Como referenciar
Porto Editora – Sé Catedral de Bragança na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-08-10 23:45:41]. Disponível em

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