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Suede

Banda rock inglesa, formada em 1991, por Brett Anderson (voz), Bernard Butler (guitarra) e Mat Osman (baixo). Um concurso num programa de uma rádio londrina foi o primeiro momento dos Suede. Na altura, valeu-lhes um contrato com uma editora independente, a RML, e a gravação do primeiro single, "Be my god", que contou com a participação do ex-baterista dos Smiths, Mike Joyce. A segunda guitarra presente era tocada por Justine Frischmann, que acabou por sair, em 1992, para formar os Elastica. Divergências entretanto surgidas com a editora originaram a rutura do contrato e a edição do single acabou por nunca acontecer. Pouco tempo depois, deu-se a entrada de Simon Gilbert para baterista e a banda assinou um contrato com a Nude Records.
Antes da edição do single "The drowners", os Suede eram já considerados pelo New Musical Express a melhor revelação do rock britânico. As críticas não tiveram, no entanto, correspondência nas vendas e o single não fez furor nas tabelas britânicas. "Metal Mickey", single editado meses mais tarde, teve finalmente os resultados esperados e o disco chegou a número 17 nos tops.
Suede, editado em 1993, concretizou na prática o valor dos Suede. O álbum entrou, de imediato, para número um do top de vendas britânico e quebrou, na altura, um recorde que pertencia aos Frankie Goes to Hollywood com Welcome to the pleasuredome: o álbum de estreia que mais cópias vendeu em menos tempo. A fama da banda londrina era agora um dado adquirido. No mesmo ano, os Suede ganharam ainda o Mercury Prize de Melhor Álbum do Ano. Conquistado o mercado europeu, foi tempo de tentar a sorte nos Estados Unidos. A digressão que pretendia servir de rampa de lançamento para os Suede na América acabou por nunca acontecer, devido à morte do pai de Butler. Pouco depois, a banda viu-se obrigada a mudar o nome para The London Suede em terras americanas e evitou um processo movido por um cantor folk.
Capa do álbum homónimo dos Suede (1993)
Antes da conclusão da gravação do álbum seguinte, deu-se a já previsível saída de Bernard Butler. Vários conflitos com Anderson, registados no decorrer das sessões de gravação, originaram a rutura. Dog Man Star, editado em 1994, não foi, desta feita, um sucesso comercial considerável, dada a ascensão de bandas como os Blur e os Oasis. A saída de Butler e os resultados pouco convincentes do disco ajudaram à especulação sobre o fim da banda. Antes de uma digressão internacional, que começou em 1994 e acabou no ano seguinte, deu-se a entrada de Richard Oakes, um guitarrista amador de apenas 17 anos. Acabada a digressão, a banda entrou em retiro durante um ano, preparando um novo conjunto de originais.
Coming Up, editado em setembro de 1996, significou o regresso dos Suede à melhor forma. Cinco singles extraídos do álbum estiveram no top ten britânico: "Trash", "Beautiful ones", "Saturday night", "Lazy" e "Filmstar" tornaram-se hinos da banda de Londres.
No final de 1998, os Suede entraram novamente em estúdio com vista às gravações daquele que seria o seu quarto álbum, Head music, definido pelos críticos como uma segunda parte de Coming Up. Em 2002, surge New Morning, mais um álbum de originais. O disco teve uma passagem modesta pelas tabelas de vendas.
A compilação Singles, editada no final de 2003, continha os principais êxitos do grupo e preparou terreno para a edição de novo álbum de originais. See You In The Next Life (2004) manteve a mesma perspetiva sonora do seu antecessor.
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Como referenciar
Porto Editora – Suede na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-06-28 20:06:04]. Disponível em

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