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Tarouca

Aspetos Geográficos
O concelho de Tarouca, do distrito de Viseu, localiza-se na Região Norte (NUT II), no Douro (NUT III). Ocupa uma área de 100,1 km2 e abrange 10 freguesias: Dalvares, Gouviães, Granja Nova, Mondim da Beira, Salzedas, São João de Tarouca, Tarouca, Ucanha, Várzea da Serra e Vila Chã da Beira.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 8271 habitantes.
Brasão do concelho de Tarouca
O natural ou habitante de Tarouca denomina-se tarouquense.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Armamar, a oeste por Lamego, a sudoeste por Castro Daire, a este por Moimenta da Beira e a sul por Vila Nova de Paiva.
Possui um clima marítimo de transição e/ou de climas diferenciados. Consoante a disposição topográfica e o gradiente térmico, as temperaturas são mais elevadas nas áreas de menor altitude, assim como é mais chuvoso nos lugares cujas vertentes estão voltadas a poente.
A sua morfologia é relativamente acidentada, destacando-se a serra de Santa Helena (1102 m) e a serra de Santo Antão (1015 m).
Como recursos hídricos, possui o rio Varosa, que atravessa todo o concelho, a ribeira de Tarouca e a ribeira de Salzedos.
História e Monumentos
As terras deste concelho foram ocupadas, segundo os diferentes vestígios arqueológicos e restos de povoações, desde o período neolítico.
Chamou-se Castro Rey, sendo este o nome com o qual recebeu foral atribuído por D. Afonso III, a 11 de dezembro de 1272.
Por alvará de 27 de janeiro de 1801, estas terras obtiveram do príncipe regente D. João a categoria de distrito de Vara Branca, sendo-lhe por isso anexados, além dos concelhos que já lhes pertenciam, os de Várzea da Serra, Ucanha e Cever. Em 1834, o distrito de Vara Branca foi extinto.
Ao nível do património histórico e arquitetónico, salienta-se o Convento e Igreja de São João de Tarouca, que terá sido o primeiro Mosteiro da Ordem de Císter em Portugal, do século XII e profundamente alterado nos séculos XVII e XVIII. O seu interior é constituído por três naves com recheio em talha, cadeirais, pintura (Grão-Vasco e Gaspar Vaz) e azulejaria dos séculos XVII e XVIII. Merece também atenção o túmulo do conde de Barcelos e as abóbadas pintadas da sacristia. São de realçar ainda as galerias relacionadas com o sistema hidráulico e a dimensão das ruínas conventuais.
A Igreja de São Pedro de Tarouca é um templo do século XIII, de transição do românico para o gótico, com portais de múltiplas arquivoltas assentes em capitéis lavrados, sendo o lateral em gablete e ladeado pela estrutura do campanário. A capela-mor tem o teto forrado de caixotões pintados e o altar em talha dourada do século XVIII, sendo de salientar, ainda, o túmulo manuelino profusamente lavrado.
O Mosteiro de Salzedas, por sua vez, terá sido da Ordem Cisterciense, sendo sagrado igreja em 1225. O edifício original era de estrutura românica mas no século XVIII foi completamente remodelado. Na igreja existem dois quadros atribuídos a Vasco Fernandes: Santo Peregrino e S. Sebastião. À entrada do templo existem duas pedras tumulares dos condes de Marialva.
Por último, a Ponte-Torre de Ucanha, o mais completo e expressivo exemplo de ponte medieval com torre de proteção e portagem. O tabuleiro da ponte confina com a galeria da torre, que defendia a passagem com matacães e seteiras. A torre apresenta, sob os matacães, janelas geminadas.
Tradições, Lendas e Curiosidades
Das manifestações populares e culturais do concelho são de destacar a festa de S. Pedro, realizada a 29 de junho; a festa de Santa Helena da Cruz, no segundo domingo de junho; a feira quinzenal, às sextas-feiras, e a feira de S. Miguel, importante feira anual.
No artesanato, são típicos os trabalhos de cestaria, tapeçaria e latoaria.
Como personalidades do concelho, merecem referência o historiador Armando de Almeida Fernandes, o solicitador e jornalista Gaspar L. D'Almeida Paul, o oficial autárquico Sebastião Cardoso, o músico trompista e professor do Conservatório de Lisboa Adácio Pestana, e o etnólogo, filólogo, arqueólogo, médico e poeta José Leite de Vasconcelos Cardoso Pereira de Melo (1858-1941), que nasceu em Ucanha e viveu durante algum tempo em Mondim da Beira, atualmente freguesias de Tarouca. Fundou a revista Lusitana. Foi professor no Liceu Central de Lisboa e na Academia de Estudos Livres, onde regeu o curso de Bibliotecário Arquivista. Criou o Museu Etnológico de Lisboa (que tem o seu nome) e fundou a revista Arqueólogo português. Escreveu muitas obras, das quais se destacam: As Maias - Costumes Populares Portugueses e A Origem do Povo Português. Pertencia a vária sociedades científicas, sendo distinguido pelo Instituto de França, que lhe conferiu o prestigioso prémio Raoul Duseigneur.
Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor secundário, seguidas das do terciário e do primário.
Nas freguesias de Tarouca e Salzedas existem cooperativas de artesanato, onde se produz uma grande quantidade de produtos, nomeadamente de cestaria (Esporões e Gouviães), meias de lã (Mondim e Várzea), capuchas, palheiras e mantas de farrapos (Várzea da Serra) e pardelhos (redes de pesca artesanais, antiquíssimas, proibidas por lei, que denotam tradições de pesca no Varosa, das gentes rurais de Dalvares).
No que se refere à atividade agrícola, predominam os cultivos de cereais para grão, olival, frutos frescos, frutos secos, prados temporários, culturas forrageiras e vinha. A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de suínos, coelhos e aves. Cerca de 54,2% (328 ha) do seu território é coberto de floresta.
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Como referenciar
Porto Editora – Tarouca na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-08-20 04:24:52]. Disponível em

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