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Tavira

Aspetos Geográficos
O concelho de Tavira, do distrito de Faro, localiza-se no Algarve (NUT II e NUT III). É limitado a sudeste pelo concelho de Olhão, a este por Vila Real de Santo António e Castro Marim, a norte e a nordeste por Alcoutim, e a sul pelo oceano Atlântico. Ocupa uma superfície de 608,6 km2, distribuída por nove freguesias: Cachopo, Conceição, Luz, Santa Catarina Fonte do Bispo, Santa Maria, Santiago, Santo Estêvão, Santa Luzia e Cabanas de Tavira.
Em 2005, o concelho de Tavira tinha 24 971 habitantes.
Castelo de Tavira
Fachada lateral e torres da Igreja Paroquial de Santa Maria do Castelo (Tavira)
Igreja Paroquial de Santa Maria do Castelo, em Tavira
Fachada da Igreja de Santiago (Tavira)
Igreja de Santiago em Tavira
Brasão do concelho de Tavira
Fachada da Igreja da Misericórdia de Tavira
O natural ou habitante de Tavira denomina-se tavirense.
Apresenta um clima temperado mediterrânico, com verões quentes e secos e invernos suaves; a precipitação distribui-se de forma irregular ao longo do ano, concentrando-se nos meses de outono e primavera.
Tem como recursos hídricos o ribeiro dos Mosqueiros, a ribeira de Odeleite,a ribeira Leitejo, o rio Sequa, o rio Gilão, o rio Almargem e, ainda, o canal de Tavira e a barra da Fuzeta.
O relevo não é muito acidentado, sendo de destacar, como áreas de maior altitude, o Botaréu (493 m), Azinhosa (346 m) e Alcaria do Cume (525 m). O concelho de Tavira está inserido no Parque Natural da Ria Formosa, um sistema lagunar que se estende ao longo de 60 km e faz parte da lista de zonas húmidas da Convenção de Ramsar. É caracterizado pela existência de viveiros para moluscos bivalves e avifauna muito rica e variada, sendo mesmo zona de invernada de aves provenientes do Norte e Centro da Europa. Os concelhos abrangidos por esta zona natural são Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.
História e Monumentos
Tavira é um concelho favorecido pela proximidade do rio Sequa, sendo este o responsável pela fertilidade dos seus solos. Logo, Tavira é uma cidade de estuário e a sua história está intimamente relacionada com a evolução do seu porto.
A ponte que liga as duas margens do rio é prova da passagem dos romanos por esta região. No entanto, a descoberta de determinados utensílios de pedra e armas de cobre remete as origens deste concelho para a época do neolítico. A partir do final do século VIII foi também domínio muçulmano.
Em meados do século XI, Tavira foi uma das principais povoações do Algarve, devido à importância do seu porto. Em 1282, D. Dinis concedeu a Tavira foros e privilégios semelhantes aos dos marinheiros de Lisboa. Por altura da expansão portuguesa, este porto foi fundamental para a conquista de posições no Norte de África, uma vez que era o mais fronteiriço com a costa marroquina. A nível comercial, o porto de Tavira estava relacionado com a exportação de peixe salgado, frutos secos (amêndoas e figos) e vinho. Esta época áurea durou até ao final do século XVI.
Em 1242, Tavira foi conquistada aos mouros por D. Paio Peres Correia e, em 1244, D. Sancho II doou-a à Ordem Religiosa de Sant'Iago. Em 1266, D. Afonso III concedeu-lhe o foral e elevou-a a vila.
De junho a setembro de 1489, D. João II residiu em Tavira.
Tavira foi elevada a cidade em 1520 por D. Manuel I.
A partir do século XVII, começaram a notar-se sintomas de decadência da cidade, devido ao abandono progressivo das praças africanas e da perda da independência do país. Em meados do século XVIII toda a atividade do porto se resumia à pesca e cabotagem e os contactos faziam-se a nível local.
Do património arqueológico e monumental do concelho, são de salientar:
- a Capela de Nossa Senhora da Consolação, que está decorada com azulejos policromos do século XVII e com pinturas dos séculos XVI e XVII;
- a Igreja da Misericórdia de Tavira, que data do século XVI, em estilo renascença;
- a Igreja de Santa Ana, que foi construída no século XVI e reconstruída no século XVIII;
- a Igreja de Santa Maria do Castelo, que se enquadra no estilo gótico do século XIII e que foi alterada no século XVIII, em estilo barroco;
- a Igreja de Santo António, que pertenceu a um pequeno convento, do qual ainda resta o claustro e o conjunto de figuras, em tamanho quase natural, descrevendo os passos da vida do santo, ambos do século XVII, que são o seu principal valor artístico;
- a Igreja de São Francisco, de origem medieval, integrada num convento, que sofreu profunda transformação no século XIX, devido ao desabamento e incêndio do templo gótico primitivo, de que apenas restam a sacristia, duas capelas na antiga cerca e o campanário barroco, do século XVIII;
- a Igreja de São Paulo, edificada no início do século XVII, que pertenceu a um antigo convento;
- as muralhas de Tavira, das quais restam alguns panos de muralha, parte da alcáçova e o Arco da Misericórdia.
Tradições, Lendas e Curiosidades
Neste concelho realizam-se algumas festas de cariz lúdico, popular e religioso, destacando-se as festas da cidade (junho), a festa de Santa Luzia (de 11 a 13 de agosto); as procissões dos Passos (penúltimo domingo antes da Páscoa), das Matracas (Sexta-Feira Santa), de Nossa Senhora de Fátima (12 de maio) e a procissão de Santo António (13 de junho). O concelho também é palco de alguma feiras, nomeadamente a Feira de Endoenças (Sexta-Feira Santa), a Feira da Boa Morte (1 de agosto) e a Feira de São Francisco (4 e 5 de outubro). É de destacar ainda o Arraial Ferreira Neto, na ilha de Tavira.
A nível de artesanato, destacam-se os trabalhos de telhas e ladrilhos, tecelagem tradicional, rendas de bilros, ferro forjado, olaria, cestaria, trabalhos de lã, flores e desenhos recortados em papel.
Associadas ao concelho de Tavira estão algumas figuras ilustres, nomeadamente o arqueólogo Estácio da Veiga (1828-1891), o professor e estadista Tomás Cabreira (1865-1918) e o matemático António Cabreira (1868-1953).
Economia
As atividades ligadas aos setores primário e secundário têm importâncias muito semelhantes na economia do concelho.
A área agrícola ocupa cerca de 23,1% da área total do concelho, sendo típicos os cultivos de cereais para grão, frutos secos, de citrinos, os prados, as pastagens permanentes, o pousio e o olival. No que diz respeito à pecuária, aves, ovinos e suínos destacam-se como as principais espécies criadas. Tavira tem uma baixa densidade florestal, não chegando sequer a atingir os 20% (19,9%) da superfície agrícola útil, correspondendo a 12 216 hectares.
A indústria de produção de vinho constitui a principal atividade do setor secundário.
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Como referenciar
Porto Editora – Tavira na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-05-25 02:13:05]. Disponível em
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