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Vida Atribulada

Segundo romance do políptico Cenas da Vida Contemporânea, narra a vida atribulada de duas gerações ligadas entre si por laços de sangue que só no final se desvendam. Num primeiro momento, Alberto, em quem a "forte propensão para as exigências sensuais" herdada da mãe prevalece sobre o "gérmen de honestidade e de atividade para o trabalho" legado pelo pai, seduz Adelaide, uma jovem indolente e fantasista, órfã de um empregado público e vivendo só com a mãe, que a estimula a aborrecer o trabalho e a ambicionar um casamento rico. Grávida e abandonada por Alberto, que fica noivo de uma jovem rica, Etelvina, Adelaide abandona o filho na roda e cai na prostituição. Vinte anos depois, Carlos, o filho de Adelaide, torna-se tipógrafo, estuda e faz-se jornalista. Apesar de leitor de Proudhon e consciente das desigualdades sociais, apaixona-se por uma vizinha rica, Albertina, precisamente uma das filhas de Alberto e Etelvina, jovem sonhadora e leitora de romances. Depois de várias atribulações e com o reaparecimento de Adelaide, vinda do Brasil, onde enriqueceu, para esclarecer a natureza dos laços entre Carlos e Albertina, Alberto suicida-se. Albertina, entretanto casada, sublima na maternidade o seu amor incestuoso - embora não concretizado - e Carlos, ciente do passado da mãe e recuperado de uma febre cerebral, dedica-se com êxito ao jornalismo e à escrita, doando o dinheiro maldito de Adelaide a obras de caridade. A obra reflete a filiação do autor nas teorias de Zola e Taine, insistindo constantemente no determinismo do meio e da hereditariedade, por exemplo quando o narrador explica a queda moral de Adelaide: "entregue só a si, à mercê das suas fragilidades, sem a direção judiciosa de uma voz amiga, fôra vítima do meio que a envolvera, de uma corrupção lenta, da educação e das circunstâncias".
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Como referenciar
Porto Editora – Vida Atribulada na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-10-06 04:42:26]. Disponível em

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